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Febre Amarela |
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RELEASE 01 (23.11.2009)
Anvisa precisa se reestruturar para cumprir suas próprias normas
Quais os diagnósticos mais recentes
e as dietas adequadas para cada caso?
1Um em cada quatro adultos sofre de algum grau de intolerância ao leite. 2Uma em cada 200 pessoas é portadora de doença celíaca (intolerância ao glúten). 3Cerca de 1 a 2% das crianças não toleram a ingestão de ovos. Se levarmos em conta o aumento da população mundial, estes índices devem crescer ainda mais. Mas, como são diagnosticados estes distúrbios e quais suas indicações alimentares para se ter uma vida saudável e equilibrada?
Não ao Leite
A intolerância à lactose ocorre pela incapacidade do intestino delgado em produzir a lactase, enzima que tem a propriedade de digerir a lactose, causando má absorção do leite e derivados. A disfunção pode levar a alterações abdominais e diarréia após o consumo do leite. Os fatores congênitos e as doenças intestinais são as principais causas.
Segundo Mari Sato, assessora científica da Alka Tecnologia em Diagnósticos, empresa ligada à Câmara Brasileira de Diagnósticos Laboratoriais, (CBDL), há atualmente, em fase de implantação, um novo exame feito a partir da amostra de biópsia do duodeno. O material é colhido e analisado por intermédio de um kit rápido, regularizado pelo Ministério da Saúde, fabricado pela empresa finlandesa BIOHIT e distribuído exclusivamente pela Alka no Brasil. “Alguns gastroenterologistas já disponibilizam o novo diagnóstico, entretanto o kit ainda está em processo de negociação com grandes hospitais e a rede pública”, afirma Mari.
De acordo com Renata Pinotti Alves, nutricionista e assessora científica da CMW Saúde & Tecnologia, empresa associada à Associação Brasileira das Indústrias de Alimentos Para Fins Especiais e Congêneres Diet/Light (ABIAD), as pessoas com intolerância à lactose devem evitar os produtos com altos teores da substância como o leite de vaca. Os iogurtes e os queijos contam com teores mais baixos e podem ser ingeridos moderadamente.
“Atualmente, existem no mercado bons substitutos do leite de vaca como os leites especiais com baixos teores de lactose, caso do leite de cabra, que tem menos lactose. Há de se ter cuidados no consumo de bebidas à base de soja, visto que não contam com a mesma quantidade de cálcio, vitamina A e proteínas. È preciso escolher as fórmulas suplementadas, principalmente as que têm mais cálcio”, aconselha Renata.
Outro alerta da nutricionista: evitar os alimentos elaborados com muito leite como cremes, molho branco, doce de leite, entre outros. Já as massas, os bolos e os pães, mesmo que preparados com leite, podem ser consumidos, uma vez que a quantidade ingerida é muito pequena.
Nariz torcido para o trigo, o centeio, a aveia, o malte e a cevada. O glúten é o vilão.
As pessoas que não conseguem digerir, por toda a vida, os alimentos com glúten como os pães, bolos, pizzas, tortas, entre outros, são portadores de doenças “celíacas”. O glúten está presente em alimentos como o trigo, o centeio, a cevada (inclusive a cerveja), a aveia e o malte (uísque, nem pensar!). Os sintomas do mal são diversos, entre eles, a diarréia crônica ou prisão de ventre, inchaços, flatulência e pouco ganho de peso. Podem apresentar deficiências no crescimento (atraso), anemia, fraturas ou ossos finos e dermatite herpetiforme.
A incidência é menor com relação à lactose, entretanto existem centenas de milhares de celíacos (não há um número preciso de portadores desta restrição.4Um estudo revelou que há um celíaco a cada 214 pessoas em São Paulo). O diagnóstico do distúrbio é feito a partir de amostra de tecido de intestino delgado (por endoscopia com biópsia).
Neste caso, Renata criou uma tabela, além de receitas especiais, que facilitam a vida das pessoas com intolerância ao glúten. Na tabela estão advertências como a leitura cuidadosa dos rótulos dos produtos. Nas restrições, a nutricionista adverte que as pessoas evitem as bebidas à base de cevada (cerveja e chope) e malte (uísque, gim, vodca, Ovomaltine, Ginger Ale) e alimentos como queijos fundidos, bolos, biscoitos, tortas, sorvetes de casquinha, leite condensado, pudim, chocolates, patês, enlatados, alguns molhos de tomate e temperos.
Cara feia aos ovos
Normalmente, a intolerância aos ovos está ligada aos processos de alergia alimentar (muito embora haja uma diferença substancial entre a alergia e a intolerância). A dificuldade em digerir o ovo pode estar associada à alguma enfermidade ou intervenção do trato digestório. No caso da intolerância, a nutricionista pondera que seu consumo deve ser moderado, evitando receitas com grandes quantidades de ovos como suflês e doces feitos à base do alimento como quindins e fios de ovos.
“Já para os casos de alergia ao ovo”, continua Renata, “é necessário retirar-se totalmente este alimento da dieta, inclusive preparações que o contenham, mesmo que em pequenas quantidades”.
Um estudo recente, divulgado pela revista Journal of Clinical Immunology, dá conta que as alergias ao leite e aos ovos estão aumentando cada vez mais. O resultado insatisfatório foi concluído a partir de pesquisas feitas em 1700 crianças, num período de 13 anos. A alergia ao leite afeta de 2 a 3% das crianças. A intolerância aos ovos (ligada à alergia) acomete de 1 a 2%.
Fontes:
CBDL – Câmara Brasileira do Diagnóstico Laboratorial
ABIAD – Associação Brasileira das Indústrias de Alimentos Para Fins Especiais e Congêneres Diet/Light
ACELBRA – Associação dos Celíacos do Brasil
ALKA Tecnologia em Diagnósticos
CMW Saúde & Tecnologia
Referências:
1 – site da ALKA – www.alka.com.br
2 – site www.doencaceliaca.com.br
3 - Revista Journal of Clinical Immunology/EFE/G1
4 - UNIFESP
Mais informações:

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