Resolução da Anvisa proíbe atrizes e atores de recomendarem uso de medicamentos
Atores e atrizes famosos protagonizando anúncios publicitários, sugerindo ou recomendando o uso de medicamentos. Essa cena comum no rádio e na televisão, utilizada pelos fabricantes de remédios que dispensam prescrição, não mais poderá ir ao ar. As “celebridades” até poderão continuar a aparecer em publicidade, porém sem fazer esse tipo de orientação. A medida consta da Resolução 96/08, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), anunciada em 17 de dezembro pelo diretor-presidente da agência, Dirceu Raposo, e pelo ministro da Saúde José Gomes Temporão.
A resolução também atualiza as regras para a propaganda de medicamentos sob prescrição e traz condições para sua veiculação em eventos científicos e campanhas sociais e para a distribuição de amostras grátis. A medida, que deve entrar em vigor em seis meses, tem como objetivo evitar que a escolha de médicos e pacientes seja influenciada por informações inadequadas, incompletas ou descontextualizadas. As regras reforçam a proteção da população quanto ao uso indiscriminado de medicamentos, incluídos os de venda livre, cujo uso também acarreta riscos à saúde.
Segundo levantamento do Sistema Nacional de Informações Toxicológicas (Sinitox), da Fundação Oswaldo Cruz, o uso incorreto de medicamentos no Brasil é responsável pela intoxicação de uma pessoa a cada 42 minutos.
No caso dos medicamentos isentos de prescrição, além do alerta “Ao persistirem os sintomas o médico deverá ser consultado”, as propagandas deverão trazer advertências relativas aos princípios ativos. Um exemplo é a dipirona sódica, em cujo anúncio deve constar o aviso “Não use este medicamento durante a gravidez e em crianças menores de três meses de idade”. Nas propagandas veiculadas pela televisão, o ator que protagonizar o comercial terá que verbalizar as advertências. No rádio, a tarefa caberá ao locutor que pronunciar a mensagem. Para o caso de propaganda impressa, a frase de alerta não poderá ter tamanho inferior a 20% do maior corpo de letra utilizado no anúncio.
A resolução da Anvisa também disciplina a distribuição de amostras grátis - a de anticoncepcionais e medicamentos de uso contínuo passará a conter, obrigatoriamente, 100% do conteúdo da apresentação original registrada e comercializada. Já no caso dos antibióticos, a quantidade mínima deverá ser suficiente para o tratamento de um paciente. Para os demais medicamentos sob prescrição, continua a valer o mínimo de 50% do conteúdo original. Para cumprir as exigências relativas às amostras grátis as empresas terão prazo de 360 dias.
(Fonte: Anvisa - 17.12.08)

Percurso bloqueado
Bloquear o caminho que permite aos tumores de cólon e reto migrarem para outros órgãos é uma experiência que cientistas da Universidade do Texas pretendem investigar como tratamento para esse tipo de câncer. Em artigo publicado na primeira quinzena de dezembro no site da revista Proceedings of the National Academy of Sciences, pesquisadores de três departamentos da divisão médica da universidade descreveram um alvo novo e promissor no combate ao câncer de cólon e reto. A pesquisa se baseou na análise de uma enzima conhecida como Akt2, comumente encontrada em níveis elevados em pacientes com cânceres de próstata, ovário, mama ou pâncreas. A partir de dados obtidos de amostras de tecidos cancerosos em humanos, em experimentos de cultura celular e em testes feitos em camundongos, os cientistas conseguiram determinar que a Akt2 também é crítica para a sobrevivência das células tumorais no caso do câncer de cólon e reto nos estágios mais avançados da metástase. Eles também mapearam as interações da enzima com outras proteínas importantes na metástase desse tipo de câncer, o que também poderá ser significativo para o desenvolvimento de novas terapias destinadas a evitar que a doença se espalhe pelo organismo. “A metástase é um processo muito complicado. Por meio de uma complexa seqüência de eventos, as células cancerosas escapam do tumor original e invadem tecidos adjacentes até chegar aos vasos sangüíneos ou linfáticos”, disse Piotr Rychahou, principal autor do estudo. “A partir dali, elas entram na circulação e atingem outros órgãos, nos quais crescerão em tumores secundários. Para sobreviver a essa árdua jornada, elas precisam do apoio de caminhos de sobrevivência, dos quais a Akt2 faz parte de um dos principais”, explicou.
(Fonte: Agência Fapesp - 16.12.08)
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De crianças para adultos
A hepatite do tipo A, doença relativamente comum no Brasil, está mudando de perfil. Antes presente com mais freqüência em crianças, ela começa a aparecer de forma mais persistente entre os adultos. A conclusão é de um estudo realizado pelo Laboratório de Desenvolvimento Tecnológico em Virologia da Fundação Oswaldo Cruz ao longo de 20 anos, envolvendo mais de 500 pacientes. Segundo a pesquisadora e bióloga Vanessa de Paula, daquele laboratório, existe relação entre a transmissão desse tipo da doença, a infra-estrutura urbana e a classe social do paciente - a doença é transmitida por via fecal-oral e tem maior incidência em locais onde há esgoto a céu aberto, problema comum em favelas e comunidades pobres do país. Nesses locais eram as crianças que ficavam mais expostas por brincarem nas ruas. No Brasil a doença atinge entre 50% e 70% da população, sendo que muitas pessoas são infectadas ainda na primeira infância. As melhorias nas condições de saneamento no país estão, porém, alterando esse quadro. O perfil da hepatite A, constatou o estudo, está migrando para o de uma infecção tardia, que acomete pessoas adultas, faixa etária em que seus efeitos no organismo são mais graves. Icterícia (pele amarelada), fezes claras, urina escura, olhos amarelados, fadiga e dores abdominais são os alguns de seus sintomas. Segundo a pesquisadora da Fiocruz, o paciente se cura sozinho, sem precisar de remédios específicos, no período de três a seis meses. Uma forma de evitar o agravamento do problema, avalia a pesquisadora, seria a vacinação seletiva contra a doença: quem já a teve não precisa da vacina, pois torna-se imune.
(Fonte: Fiocruz - 13.12.08)
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Cirurgias mais seguras
Os procedimentos recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para que uma cirurgia ocorra em condições de segurança passarão a ser adotados no Brasil. Protocolo assinado em 10 de dezembro por representantes do Ministério da Saúde deu início à implantação desses processos.
“Cada vez mais, os brasileiros terão cirurgias mais seguras”, avaliou Maria Manuela Alves dos Santos, superintendente do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), entidade ligada ao Joint Comission International, que credencia os hospitais no Brasil. Manuela informou ainda que, cerca de 40 hospitais no Brasil, já aderiram ao programa. Os procedimentos são simples, mas evitam erros médicos. “As equipes devem fazer uma lista de itens para checar antes, durante e depois da cirurgia”, afirma. Os procedimentos incluem até uma conversa com o paciente, para verificar se ele é o doente certo. Segundo o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), o número de denúncias por negligência cresceu 75% em sete anos. No mesmo período, o conselho contabilizou que o número de processos em andamento aumentou em 120%. De acordo com o estudo, 35% das denúncias e 43% dos processos são relacionados à suposta má prática profissional do médico.
(Fonte: Agência Brasil - 10.12.08)
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Mortes por câncer
Principal causa de mortes atualmente no mundo, as doenças cardíacas vão, em 2010, perder essa posição para o câncer. Estima-se, hoje, que 12,4 milhões de pessoas receberão o diagnóstico de algum tipo de câncer esse ano e que 7,6 delas irão morrer, de acordo com a Agência Internacional de Pesquisas sobre o Câncer, da Organização Mundial de Saúde (OMS). O relatório da agência traça um panorama sombrio sobre o futuro da doença – até 2030, acredita que até 26,4 milhões de pessoas tenham a notícia de que possuem tumores de algum tipo, sendo que 17 milhões vão morrer em função deles. Entre homens, o câncer de pulmão é a forma mais comum e mais letal; entre as mulheres, é o câncer de mama. O envelhecimento de muitas populações (o câncer é mais comum em idosos) e o aumento do tabagismo em países pobres estão entre os principais fatores para o aumento. “Há mais mortes no mundo de câncer do que de Aids, tuberculose e malária, juntos", disse Peter Boyle, da Agência Internacional de Pesquisas sobre o Câncer.
(Fonte: cienciaesaude.uol.com.br - 9.12.08)
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Médico francês “descobre” que relaxante muscular pode suprimir vontade de beber
De autoria do médico francês Olivier Ameisen, o livro Le Dernier Verre (algo como O Último Copo), vem causando polêmica por descrever o que ele considera ser uma possível cura para o alcoolismo. Ameisen relata na publicação que conseguiu abandonar o vício com a ajuda do Baclofen, medicamento empregado como relaxante muscular. No livro, o médico pede que os cientistas realizem testes clínicos para provar que a droga elimina, de fato, o desejo de beber.
A popularização do livro levou alguns alcoólatras a buscarem o tratamento e alguns médicos afirmaram que seus pacientes tiveram sucesso com o uso do medicamento. No entanto, outros especialistas mantêm-se céticos quanto à eficácia deste. No livro, Ameisen explica que se tornou dependente do álcool em 1994, quanto foi professor da Universidade Cornell, em Nova Iorque, nos Estados Unidos e abriu um consultório (ele é cardiologista) em Manhattan.
O médico francês diz que tentou todos os recursos conhecidos para acabar com sua dependência - entre 1997 e 1999, passou um total de nove meses confinado em clínicas para alcoólatras - mas nada funcionou. Quando decidiu voltar a Paris, porque considerou que não tinha mais condições seguras de atender seus pacientes, leu um artigo que falava sobre um americano tratado com o Baclofen para controlar espasmos musculares, que observara ter sido mais fácil abandonar seu vício em cocaína.
Ameisen decidiu então experimentar o tratamento nele mesmo e, em março de 2002, começou a testar a droga tomando doses diárias de cinco miligramas. “Os efeitos iniciais foram um relaxamento muscular mágico e um sono de bebê”, relatou. Quase imediatamente, passou a sentir menos vontade de beber. Gradualmente, aumentou a dosagem máxima de 270 mg e então se viu “curado”. Hoje, ele usa, de 30mg a 50 mg por dia.
“Meu caso é o primeiro em que um tratamento médico suprimiu completamente o vício em álcool. Hoje, posso beber um copo e não tem efeito. Acima de tudo, eu não tenho aquela necessidade irresistível de beber” afirma o cardiologista.
(Fonte: BBC Brasil -
6.12.08)

Combate à pirataria
Um termo de cooperação firmado entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP), no início de dezembro, pretende dar mais agilidade às ações desenvolvidas pelas duas instituições no que se refere à falsificação e adulteração de produtos como medicamentos, alimentos, cosméticos ou saneantes. Entre outras medidas, o convênio estabelece que a Anvisa forneça assessoria técnica nas ações da Polícia Federal, em especial às desenvolvidas nas zonas de fronteira, nos crimes cibernéticos e laboratórios clandestinos. Outra proposta do convênio é realizar ações preventivas e de orientação sobre a importância do envolvimento de todos os setores no combate à pirataria, como debates, seminários e pesquisas. “O objetivo é trabalhar nas duas linhas: reprimir os crimes e conscientizar a população sobre os malefícios e riscos sanitários relacionados à falsificação dos produtos sujeitos à vigilância sanitária”, explicou Luiz Paulo Barreto, secretário executivo do Ministério da Justiça e presidente do CNCP. (Fonte : Anvisa - 4.12.08)
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Inimiga da dengue
Em busca de alternativas de tratamentos contra a dengue, pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), ligado à Fundação Oswaldo Cruz, chegaram à conclusão de que a Uncaria Tomentosa, planta popularmente conhecida como unha-de-gato, pode ser fonte para um possível remédio contra a doença. Os cientistas avaliaram a capacidade antiinflamatória da planta que, na Amazônia, é empregada como erva medicinal. A exagerada inflamação do organismo é o que costuma agravar os casos da dengue e os resultados obtidos pelas pesquisadoras Claire Kubleka e Sônia Reis, do Laboratório de Imunologia Viral do IOC, mostraram que os extratos obtidos a partir da unha-de-gato atuam diretamente na produção de certas citocinas, proteínas ligas às respostas do organismo contra as inflamações, o que pode ser o primeiro passo no desenvolvimento de um remédio contra a doença. Hoje, o único tratamento aplicado aos pacientes da dengue consiste em mantê-los hidratados.
(Fonte: Instituto Oswaldo Cruz - 3.12.08)
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Pastilhas proibidas
Pastilhas de esterilização que contenham formaldeído ou paraformaldeído só podem agora ser usadas quando associadas às autoclaves. A determinação é da RDC 91/08, do início de dezembro, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anivsa). Autoclaves são aparelhos que realizam esterilização através do calor úmido sob pressão. A medida visa assegurar a eficácia dos processos de esterilização dos artigos médico-hospitalares e proíbe o uso dessas pastilhas em estufas e caixas metálicas. “A eficácia só é verificada quando as pastilhas são usadas nos equipamentos. Dissolvidas fora da autoclave, elas não garantem um resultado eficaz”, justificou a gerente geral de Saneantes da Anvisa, Tânia Pich. O uso exclusivo nos equipamentos também garante mais segurança aos profissionais de saúde, pois não é necessário o contato manual com as pastilhas – o uso inadequado de produtos à base de formaldeído e paraformaldeído acarreta riscos associados a efeitos tóxicos e também pode causar câncer. A resolução estipula que as pastilhas só devem ser usadas em equipamentos devidamente registrados na Anvisa e comercializadas em embalagens que impeçam a exposição humana.
(Fonte: Anvisa - 2.12.08)
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Contaminação em queda
Em dez anos, o risco de as mães paulistas portadoras do HIV transmiti-los aos filhos no momento do parto (a chamada transmissão vertical) caiu significativamente. A informação é da Secretaria Estadual da Saúde que divulgou, no início de dezembro, alguns índices sobre a doença no estado de São Paulo. Em 1997, o número de crianças que se infectaram durante a gestação, parto ou logo após o nascimento foi de 418; dez anos depois, as notificações caíram para 58, o que representa uma queda de 86,12%. “Com a descentralização dos serviços de saúde, a atenção para o parto e os cuidados no pré-natal ficaram mais eficientes e focados nas necessidades de cada cidade. Dessa forma, São Paulo conseguiu alcançar bons resultados”, explicou a médica pediatra Luiza Harumi Matida, responsável pela área de Transmissão Vertical e Sífilis do Centro de Referência e Treinamento de DST/Aids. As notificações por município também caíram. Em 1997, 107 municípios paulistas registraram casos de transmissão vertical; em 2007 o número de cidades caiu para 42, queda de 38,3%. Sorocaba, que é pioneira no combate à transmissão vertical no estado não registra casos dessa natureza desde 2005.
(Fonte: Secretaria Estadual da Saúde - 2.12.08)
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Publicação mostra que, no Brasil, câncer é principal causa de mortes entre crianças e adolescentes
Desenvolvida em conjunto pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope) e portal Rede de Atenção Oncológica na Internet, foi lançada no final de novembro, no Rio de Janeiro, a publicação Câncer na Criança e no Adolescente no Brasil: Dados de Registros de Câncer de Base Populacional e de Mortalidade.
A publicação informa, entre outras situações, que a leucemia (com 19%) é o tipo de câncer mais freqüente na faixa etária de até os 19 anos e também a que apresenta maior mortalidade (35%), seguida pelo linfoma (15,5%) e os tumores do Sistema Nervoso Central (13,4%). Na faixa de 5 aos 19 anos, registra a publicação, o câncer aparece como a primeira causa de morte no país.
O trabalho enfatiza também o aumento da possibilidade de cura do câncer infanto-juvenil que vem ocorrendo ao longo dos últimos 30 anos. Há três décadas, 85% das crianças com câncer morriam. Hoje, a chance de cura chega a 85%, segundo Cláudio Noronha da Coordenação de Prevenção e Vigilância do Inca - no Brasil, a média de cura gira em torno de 65%.
O objetivo do estudo é oferecer um panorama sobre a situação do câncer infanto-juvenil no país, além de servir como instrumento para o planejamento de ações na área. Luiz Antonio Santini, diretor-geral do instituto, chamou a atenção para a importância do diagnóstico precoce e, para que isso se concretize, da necessidade de os pediatras pensarem em câncer como possível diagnóstico diante de sintomas pouco específicos.
“O câncer da criança, diferentemente do adulto, evolui muito rápido. E os sintomas, como febre e dor de cabeça podem ser confundidos com os de inúmeras outras doenças. Mas, na ausência de outros diagnósticos, os pediatras precisam pensar na possibilidade de se tratar de um câncer”, alertou.
Para Renato Melaragno, presidente da Sobope, a publicação é uma contribuição à sistematização e melhoria das informações sobre o câncer infanto-juvenil no sentido de oferecer um melhor diagnóstico precoce e tratamento.
O portal da Rede Câncer (www.redecancer.org.br) foi lançado no mesmo dia e irá funcionar como área para interação e troca de informações sobre a doença, programas já implementados, metas, referências e diretrizes fundamentais para a disseminação e fomento de novas e mais eficazes ações de controle da doença em todo o país.
(Fonte: Inca - 28.11.08)

Faculdade paulista aplica tratamento inovador em pacientes com vitiligo
Raspar a pele esbranquiçada levando a mesma à repigmentação é o novo método que a Faculdade da Medicina da Fundação do ABC (FMABC) está realizando em pacientes com vitiligo. O tratamento foi adotado e vem sendo acompanhado em 16 pacientes do laboratório de vitiligo da instituição e serviu de base à dissertação de mestrado do dermatologista Jefferson Alfredo de Barros – o trabalho conquistou o primeiro lugar como melhor artigo de investigação da revista Anais Brasileiros de Dermatologia da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
O vitiligo caracteriza-se pela destruição das células que determinam a cor da pele e apresenta como conseqüência manchas brancas em qualquer parte do corpo – é mais comum que elas apareçam em áreas que sofreram algum trauma, escoriações ou ferimentos. Entre 2002 e 2005, Barros estudou maneiras de estimular a pele a se recompor caso fosse submetida a uma seqüência de raspagens (curetagem). Após três sessões, com intervalo de trinta dias entre delas, notou que havia o aumento dos melanócitos, células que produzem a melanina, proteína responsável pela pigmentação.
O dermatologista explicou que já havia experiência de seu colega Carlos Machado Filho, professor FMABC, em torno de um trabalho de curetagem, porém acrescido de implante de pele no local afetado. “Com base nisso, passei a avaliar através de biópsia como é o comportamento da pele só com a sucessão de raspagens estimulando a produção de melanina”, observou Barros. Além dele e Machado, participaram do estudo a bioquímica Maria Aparecida da Silva Pinhal, a bioestatista Lourdes da Conceição Martins e a patologista Juliana Pettinati.
Os pacientes avaliados continuam sob acompanhamento, alguns com uso de medicamentos, outros na condição de curados. Estimativas avaliam que o vitiligo (que não tem causas conhecidas) atinge aproximadamente entre 1% e 2% da população mundial – a doença não é transmissível nem ocasiona outros problemas. Os tratamentos mais convencionais envolvem repigmentação ou despigmentação (quando mais de 75% do corpo foi atingido e se promove o branqueamento total).
(Fonte: Faculdade de Medicina do ABC – FMABC- 19.11.08)
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Teste rápido para HIV
Mais de 250 mil brasileiros estão infectados pelo HIV e desconhecem sua situação. A estimativa é do Ministério da Saúde que, para reverter essa situação, irá encaminhar aos estados no próximo ano 3,3 milhões de kits para teste rápido anti-HIV. O objetivo é permitir o diagnóstico precoce da doença, o que melhora a qualidade de vida e o tratamento dos pacientes – hoje, cerca de 40% dos casos são diagnosticados tardiamente. O número de kits a ser distribuído no próximo ano representa o dobro do que foi repassado em 2008. O material será encaminhado aos estados atendendo solicitação das secretarias de saúde. Os testes rápidos são realizados a partir da coleta de uma gota de sangue da ponta do dedo. “Muitos dos que estão infectados pelo HIV não conhecem sua condição sorológica. Sem o exame, é provável que esse grupo seja diagnosticado apenas quando desenvolver os sintomas da doença”, afirma a diretora do Programa Nacional de DST e Aids, Mariângela Simão. Estudo realizado entre 2003 e 2006 apontou que 43,7% dos pacientes chegaram aos serviços de saúde já com deficiência imunológica ou quadro clínico de sintomas da Aids.
(Fonte: Portal da Saúde - 01.12.08)
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Idade da Aids
A população masculina heterossexual com mais de 50 anos foi o foco da campanha que antecedeu o Dia Mundial de Luta contra a Aids, celebrado em 1º de dezembro. O slogan adotado “Sexo não tem idade, proteção também não”, resume a preocupação das autoridades de saúde do país com os homens dessa faixa etária. A campanha ressalta a necessidade do uso de preservativo nas relações sexuais, mesmo mote que se repetirá na campanha do Carnaval 2009, que será direcionada ao público feminino. A incidência da Aids nessa faixa etária dobrou entre 1996 e 2006, passando de 7,5 mil casos por 100 mil habitantes para 15,7 mil casos. Dos mais de 47.437 mil casos notificados desde o início da epidemia, 63% são homens e 37% são mulheres. Mariângela Simão, diretora do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, lembra que quando esse grupo iniciou sua vida sexual a Aids não era conhecida. “O homem tem que saber que o vírus está circulando e a mulher tem que ter o poder de decidir sobre sua segurança na relação sexual: 70% da população acima dos 50 anos é sexualmente ativa, mas apenas 22,3% usam preservativo”, explica. O crescimento da Aids nessa faixa da população ocorreu em todo o país. Os piores números estão na região sul que passou de 7,1 por 100 mil habitantes em 1996 para 22,9 em 2006 e na região sudeste que passou de 10,9 para 18,3 por 100 mil habitantes.
(Fonte: Agência Brasil - 25.11.08)
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Sem CFC
Fabricantes ou importadores de medicamentos que contenham o gás clorofluocarbono (CFC) – como, por exemplo, as bombinhas que ajudam a aliviar as crises de asma – não poderão mais adotar esse gás como propelente a partir de 1º de janeiro de 2011. A determinação é da RDC 88/2008 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, publicada no Diário Oficial da União de 26 de novembro. As empresas também têm até o dia 31 de julho de 2009 para incluir nas bulas e embalagens dos produtos, a seguinte advertência: “Este medicamento contém substâncias que agridem a camada de ozônio e por isso será substituído. Procure seu médico para orientações”. A Anvisa informa que já existem alternativas ao CFC como, por exemplo, o gás hidrofluoralcano (HFA) que, segundo a agência, apresenta eficácia semelhante ao CFC e é vantajoso quanto ao custo. Os fabricantes deverão entrar na Anvisa com os pedidos de adequação dos produtos até 31 de julho de 2010. Nos registros da Anvisa, há atualmente 12 medicamentos que utilizam o CFC como propelente.
(Fonte: Anvisa - 25.11.08)
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Inca reconhece importância de exames, mas não recomenda rastreamento para prevenir câncer de próstata
As semanas que antecederam o Dia Nacional de Combate ao Câncer (27 de novembro) foram marcadas por um mal-estar entre o Instituto Nacional de Câncer (Inca) e a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). A origem dele está em um texto divulgado pelo instituto onde a gerente de Divisão de Gestão da Rede Oncológica do Inca, Ana Ramalho, afirma não existir evidências científicas de que o rastreamento do câncer de próstata contribua para reduzir a mortalidade causada pela doença.
O texto afirmava não ser indicado a homens sem sintomas (sangue na urina; necessidade freqüente de urinar; jato urinário fraco; dor ou queimação ao urinar) submeter-se rotineiramente ao toque retal e exame de dosagem do antígeno prostático específico (PSA), argumentando que a Organização Mundial de Saúde (OMS) não recomendava programas de rastreamento para esse tipo de câncer. Completava explicando que homens que demandem espontaneamente a realização do exame de rastreamento fossem informados por seus médicos sobre os riscos e benefícios associados à prática.
A SBU se manifestou argumentando sobre os prejuízos à saúde do homem que a posição do Inca poderia implicar, esclarecendo que: 40% dos homens com câncer de próstata clinicamente significativo, ou seja, com alto risco de morte pela doença, não apresentam sintomas no momento do diagnóstico; o câncer de próstata aumenta sua incidência com o avanço da idade; e como a expectativa de vida do brasileiro está se ampliando, as possibilidades de ocorrer metástase originada no câncer de próstata são maiores.
O esclarecimento da SBU usava dados do próprio Inca apontando que em 1999 ocorreram 14.500 novos casos de câncer de próstata no Brasil, números que subiram para 35.240 em 2003, para 46.330 em 2005 e para 49.539 em 2008. O crescimento é uma constatação de que o câncer de próstata é uma questão de saúde pública. “A incidência e a mortalidade do câncer de próstata são exatamente as mesmas que o câncer de mama. Não se vê, contudo, aconselhamentos para que mulheres deixem de fazer exames para detecção precoce do câncer de mama”, justificava o esclarecimento.
O comunicado da SBU citava outros números e arrematava dizendo que, a exemplo da Academia Americana de Urologia, a SBU recomenda que os homens façam, anualmente, o exame de toque retal combinado com a dosagem do PSA (antígeno prostático específico) após os 45 anos de idade. Os que tiveram antecedentes familiares de câncer de próstata (pai ou irmãos) devem fazer esses exames após os 40 anos. “Esperar a ocorrência de sintomas para procurar cuidados médicos pode fazer com que o câncer de próstata esteja em estágio avançado, com impossibilidade de cura”, argumentava.
Dias depois, o Inca divulgou esclarecimento explicando que o exame de toque retal, o PSA, ultra-som e biópsias fazem parte da conduta médica quando os pacientes procuram um urologista. Os exames, que podem diagnosticar doenças benignas ou malignas da próstata, devem continuar a ser feitos quando o médico, em concordância com o paciente, julgar necessário. Quanto ao rastreamento – de acordo com o Inca uma política de saúde pública que consiste em convocar toda a população que atenda a critérios específicos para fazer determinados exames – o Inca manteve a posição.
“O emprego do rastreamento deve estar norteado por evidências técnicas e científicas de qualidade. Em relação ao câncer de próstata, por não haver, até o momento, evidências científicas para que o rastreamento seja recomendado como política de saúde pública, o Instituto Nacional de Câncer recomenda que não se organizem ações de rastreamento para a doença e que homens que demandem espontaneamente a realização de exames sejam orientados por seus médicos”. Finalizava dizendo que o Inca continuaria acompanhando o debate científico sobre o tema.
Reunião realizada em 25 de novembro entre Inca e SBU parece ter acalmado as relações.
Na versão da SBU, o Inca reconheceu a importância dos exames preventivos – indicação feita anualmente pela SBU em sua Campanha Nacional de Combate ao Câncer de Próstata que acontece todo mês de novembro. “Vamos voltar a nos reunir o mais breve possível para delinear projetos nas áreas de câncer de próstata e de câncer de pênis com o objetivo de instruir a população sobre os cuidados com a saúde do homem”, disse o presidente da SBU, José Carlos de Almeida.
O Inca foi mais lacônico quanto ao resultado da reunião: “O encontro foi muito positivo e vai desencadear projetos construtivos”, afirmou Luiz Antonio Santini, diretor-geral do instituto.
(Fontes: Instituto Nacional do Câncer (Inca) e Sociedade Brasileira de Urologia - 26.11.08)

HIV: faixa de risco
Divulgado na última semana de novembro, levantamento da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, realizado pelo Programa Estadual de DST/Aids e Fundação Seade, apontou que a contaminação pelo vírus HIV entre os paulistas tem ocorrido de forma mais acentuada nas pessoas com 50 anos ou mais. Em 2007, a proporção de pessoas dessa faixa de idade que foram contaminadas com o HIV alcançou 15,06%, recorde histórico. No ano anterior, esse índice representava 14,76%, percentual superior ao de 2005 que já chegara a 13,58%. No início da epidemia, na década de 1980, esse número era de apenas 4%. A transmissão do vírus causador da Aids nessa faixa etária se deu, sobretudo em relações heterossexuais – elas representavam 65,9%. Para Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids, o envelhecimento da população e o surgimento de medicações que permitem uma vida sexual plenamente ativa estão contribuindo para aumentar a proporção de pessoas de meia idade ou idosas que contraem o HIV, a maioria em razão de fazer sexo sem proteção.
(Fonte: Secretaria Estadual da Saúde
24.11.08)
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País de idosos
Na década de 70 do século passado, o Brasil era considerado um país de jovens. Em pouco mais de 50 anos, esse perfil está em processo de mudança. “Em 2025 teremos, em território nacional, 40% do total de idosos da América Latina”, estima a psicóloga e membro do Conselho Nacional dos Direitos do Idoso, Christina Veras. Essa constatação traz preocupações porque o Brasil, e em especial a gerontologia, não estão preparados para receber o número de idosos que num futuro próximo farão parte da sociedade. Algumas dessas questões foram discutidas no Seminário Nacional Envelhecimento e Subjetividade: Desafios para uma Cultura de Compromisso Social, realizado em novembro, em Brasília. A proposta do seminário era abrir debate entre a psicologia, profissionais e gestores do setor público sobre a necessidade de ampliar as políticas ligadas aos idosos, de forma a influenciar no bem-estar e na produtividade de uma parcela cada vez mais significativa da população brasileira. Para Christina, a gerontologia - segmento composto por profissionais das mais diversas áreas, especializados em serviços e produtos dirigidos aos idosos – é um campo de excelentes perspectivas. “Praticamente todas as profissões podem ter especialização nessa área que, sem a menor dúvida, é um campo muito promissor para o Brasil, tanto na gestão pública quanto no setor privado”, considera.
(Fonte: Agência Brasil - 22.11.08)
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Mais transplantes
Contrato firmado em novembro entre a Rede BrasilCord e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) irá permitir a ampliação da rede pública de bancos de sangue e cordão umbilical e placentário. Os recursos de R$ 32,15 milhões serão aplicados na implantação de oito novas unidades da rede, que é coordenada pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca). Os novos bancos serão construídos no Pará, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Ceará, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Distrito Federal, com os quais pretende contemplar toda a diversidade genética do povo brasileiro. O objetivo é armazenar cerca de 50 mil cordões nos 12 bancos integrantes da rede (já existem unidades da BrasilCord no Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas e Ribeirão Preto), número considerado ideal para, juntamente com os doadores voluntários de medula óssea, suprir a demanda de transplantes no Brasil. “Hoje contamos com quatro unidades e, com esses recursos, somaremos mais oito. Com isso, o perfil genético da população brasileira será traçado, permitindo um maior número de transplantes, em geral, e os de medula. É um momento muito especial”, avaliou Luiz Antonio Santini, diretor geral do Inca.
(Fonte: Secom/DF – 19.11.08)
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Aspirina e PSA
Estudo realizado na Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, e apresentado na 7ª Conferência Anual Internacional sobre as Fronteiras da Pesquisa Preventiva do Câncer, chegou à conclusão que os homens que ingerem regularmente aspirina ou outros medicamentos antiinflamatórios não-esteroidais apresentam níveis significativamente menores do antígeno prostático específico (PSA). O nível de PSA é usado para identificar a possibilidade de desenvolvimento do câncer de próstata. Níveis mais elevados sugerem riscos maiores de ter a doença, mas também podem indicar hiperplasia prostática benigna, um aumento não-canceroso do órgão. O efeito da aspirina no PSA foi evidente em homens sem câncer de próstata, mas foi muito mais forte entre aqueles nos quais posteriormente se verificou que tinham a doença. “Como homens que tomavam aspirina e outros que não tomavam apresentaram tamanhos semelhantes da próstata, achamos que o medicamento não estava alterando os níveis de PSA por meio de mudanças no volume do órgão. Ou seja, ele estava fazendo algo diferente, o que aponta um efeito benéfico no desenvolvimento do câncer”, observou Jay Fowke, professor de medicina e um dos autores do estudo. O pesquisador ressaltou, porém, outro efeito importante e que pode ter conseqüências drásticas: o uso de aspirinas ou de outros medicamentos antiinflamatórios não-esteroidais pode prejudicar a detecção precoce da doença. “Eles podem reduzir os níveis de PSA abaixo dos níveis de suspeição clínica sem promover efeito algum no desenvolvimento do câncer. Se isso ocorrer, o uso desses agentes pode enganar nossa capacidade de detectar a doença em estágios iniciais por meio do exame de PSA”, afirmou Fowke. Novos estudos serão necessários para determinar se tais medicamentos estão afetando o risco de câncer de próstata ou se simplesmente estão prejudicando a capacidade de detectá-la.
(Fonte: Fapesp – 17.11.08)
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Brasil será último país a eliminar a hanseníase
Em seis meses, o Brasil será o único país do mundo que não atingiu a meta de eliminar a hanseníase. A afirmação é do embaixador da Organização Mundial da Saúde (OMS), Yohei Sasakawa. De acordo com ele, o Nepal, que também não eliminou a doença, apresenta uma curva decrescente de prevalência (indicador que leva em conta o número total de casos novos e antigos) mas estima-se que a eliminará até maio de 2009.
Segundo a OMS, eliminar uma doença é diferente de erradicá-la. Uma enfermidade é considerada eliminada quando se tem um registro de um caso para cada 10 mil habitantes por ano; e erradicada, quando não se tem nenhum registro.
Para o dermatologista Dilhermando Augusto Calil, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – regional São Paulo, o país ainda mantém uma taxa de prevalência muito alta da doença. "São cerca de sete ou oito casos para cada 10 mil habitantes. Ainda vamos levar uns dez anos para eliminar a doença", disse. Na opinião de Calil, os números só vão mudar quando o país investir fortemente em políticas de saneamento básico, higiene, educação e monitoramento dos pacientes. "O problema do Brasil é a falta de profissionais capacitados para fazer o diagnóstico precoce da doença e o controle adequadamente. Infelizmente, ainda não temos uma estrutura de saúde adequada."
Já para Sasakawa, o Brasil tem condições para eliminar a hanseníase, mas ainda "falta boa vontade". "O país tem recursos humanos e o medicamento é grátis. O que falta é determinação para resolver definitivamente a questão. Outros países atingiram a meta, então é uma questão de honra para o Brasil eliminar a doença", afirmou o embaixador em visita ao país na semana passada.
Transmitida pelas vias aéreas, a hanseníase afeta a pele e os nervos, provocando inflamação e perda da sensibilidade.
(Fonte: Folha de São Paulo – 24.11.08)
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Diabetes atinge 240 milhões e pessoas e avança entre crianças e adolescentes
Sintomas como sede excessiva, aumento da quantidade de urina, desmaios e crises de hipoglicemia (baixo nível de glicose no sangue), são sinais de alerta de uma doença que atinge mais de 240 milhões de pessoas em todo o mundo e que pode aumentar ainda mais nos próximos anos: o diabetes. Não tratada, a doença pode levar a danos irreversíveis nos rins, visão e ocasionar problemas cardiovasculares. Como em quase todas as doenças, é fundamental identificar e começar a tratar o diabetes ainda em seu estágio inicial.
O problema é tão grave que 14 de novembro foi instituído o Dia Mundial do Diabetes. No Brasil, a data foi aproveitada pelo Ministério da Saúde para alertar sobre o avanço dela entre crianças e adolescentes. A coordenadora Nacional de Hipertensão e Diabetes do Ministério da Saúde, Rosa Sampaio Vila-Nova de Carvalho, informou que o diabetes do tipo 2, que tem maior relação com o fator hereditário e está ligado a fatores como obesidade e sedentarismo também está aumentando nessa faixa da população.
“Antes, o diabetes tipo 2 era típico de adultos com mais de 35 anos. Hoje já está começando a aparecer em jovens, devido principalmente ao sedentarismo, à obesidade e ao sobrepeso’’, explicou a coordenadora.
Para o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, a solução para reduzir os casos no país passa pela educação da população, especialmente sobre hábitos alimentares e a prática regular de exercícios físicos. “O tradicional prato com salada, arroz, feijão e carne está sendo substituído por alimentos semi-prontos, biscoitos, salgadinhos. Além disso, a garotada está cada vez mais ligada na internet, televisão, video-games. Até pelo aumento da violência urbana, as crianças não brincam mais na rua, e isso está criando uma epidemia mundial de obesidade e diabetes”, avaliou.
O Ministério da Saúde é responsável pela compra e distribuição de insulina, medicamento usado para o controle da doença e que está disponível em todos os estados. Rosa Sampaio informa que, desde 2006, o Brasil tem uma legislação específica para atendimento integral aos doentes do diabetes e lembra que não pode haver falta de medicamentos. “O portador deve ter a consciência de que tem o direito de adquirir esses remédios gratuitamente no posto de saúde. Se não tiver, ele tem que fazer essa denúncia”, diz Carvalho.
Atualmente, cerca de 7,3 milhões de brasileiros maiores de 18 anos têm o diabetes do tipo 2, segundo o Ministério da Saúde. A estimativa é de que, até 2025, o número chegue a 17,6 milhões, o que levará o Brasil do oitavo para o quarto lugar no ranking mundial da doença. (Fonte: Agência Brasil - 14.11.08)

Alimentos para atletas: consulta pública
Está aberta desde 14 de novembro a Consulta Pública número 60 da Agência Nacional De Vigilância Sanitária (Anvisa) que propõe novas regras para classificar alimentos destinados a atletas, além de regulamentar o uso dos suplementos de creatina e cafeína. No caso dos alimentos, a Anvisa deseja que eles passem a ser denominados alimentos para atletas, em vez de alimentos para praticantes de atividades físicas, como é atualmente. Para Maria Cecília Brito, diretora da agência, esses alimentos devem ser consumidos apenas por pessoas que pratiquem exercícios físicos de alta intensidade, com objetivo de rendimento esportivo ou de competição. A Anvisa também propõe a proibição da comercialização dos aminoácidos de cadeia ramificada, uma vez que, segundo ela, não há comprovação dos efeitos prometidos. A consulta prevê, ainda, que o suplemento protéico para atletas e o suplemento alimentar para atletas em situações especiais substituam as atuais subcategorias de alimentos protéicos e alimentos compensadores, respectivamente. A consulta fica aberta por sessenta dias para contribuições. As sugestões podem ser enviadas até 12 de janeiro de 2009 para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Gerência-Geral de Alimentos, no endereço postal SIA trecho 5 área especial 57, caixa postal: 11617; pelo endereço eletrônico: cp60.alimentos@anvisa.gov.br ou pelo fax: (61) 3448 – 6274 / 3462 – 5315 9
(Fonte: Anvisa - 14.11.08)
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Prevenção do câncer de próstata
Uma campanha nacional da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) lançada em 17 de novembro - Dia Nacional de Combate ao Câncer de Próstata – reforça a importância do diagnóstico precoce para reduzir as mortes causadas pela doença. Nos últimos 15 anos, os óbitos por câncer desse tipo cresceram 95% segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). A doença só faz menos vítimas masculinas que os assassinatos e o diabetes. Para o presidente da SBU, José Carlos de Almeida, a prevenção é única arma eficaz contra esse tipo de câncer, uma vez que a doença não tem sintomas. O que agrava o cenário da doença é, sobretudo, a desinformação e a resistência ao exame de toque retal. “O câncer, muitas vezes, cursa silencioso ao longo de dez a doze anos e vai dar sintomas nos três ou quatro últimos anos. Não é incomum encontrarmos no consultório pacientes que vão primeiro ao ortopedista com dor óssea, e aquilo é detectado como uma metástase do câncer de próstata”, alerta o presidente da SBU. A recomendação do especialista é que se fique atento à dosagem do PSA, proteína produzida pela próstata e que, na presença do câncer, aparece em maior quantidade. Ele ressalta, porém, que o exame de toque retal é considerado fundamental pelos profissionais de saúde. “Os dois juntos potencializam o cenário e acendem a luz vermelha.” Para quem não tem histórico familiar, a prevenção deve começar aos 45 anos.
(Fonte: Agência Brasil - 17.11.08)
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Estudo radiografa vida sexual de brasileiros com transtornos mentais
Qual é o perfil da vida sexual dos brasileiros que sofrem de transtornos mentais? Estudo divulgado pelo Ministério da Saúde em 11 de outubro mostrou a atual situação desse grupo de pessoas. De acordo com o trabalho, 88% dessas pessoas já tiveram relação sexual e 61% delas mantiveram relações com mais de um parceiro. A pesquisa revelou ainda que, apenas nos últimos seis meses do estudo, 61% tiveram ao menos uma relação e 16% informaram ter tido mais de 1 parceiro.
Ainda que os números possam ser contestados – se há tendência entre as pessoas consideradas sãs a superestimar dados relativos à sua vida sexual, ela também pode se repetir entre os pacientes de transtornos mentais – a pesquisa traz um dado preocupante: do total das pessoas que disseram ter tido relação, apenas 7% informaram ter usado preservativos. O dado mostra disparidade em relação à média nacional - pesquisa de 2005 indicou que, entre os adultos brasileiros, 33% dos casais com parcerias estáveis usavam camisinha.
“Ao não se reconhecer essas pessoas como sexualmente ativas, ou ao não dar oportunidade de acesso ao diagnóstico e ao insumo de prevenção, acaba-se criando um contexto de vulnerabilidade maior entre essas pessoas”, explicou a coordenadora do programa de DST/Aids do Ministério da Saúde, Mariângela Simão. A pesquisa foi realizada com 2.238 pacientes com transtornos mentais em 11 hospitais psiquiátricos e 15 Centros de Atendimento Psico Social (Caps), em todo o Brasil.
De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 0,8% dos pacientes com transtornos mentais estão infectados pelo HIV (os dados foram anunciados no mesmo dia da divulgação do estudo),- os números integram a pesquisa Prevenção e Atenção às DST/Aids no Brasil: Análises, Desafios e Perspectivas. A taxa é maior que a média de infecção na população adulta em geral, de 0,61%. Mariângela diz, porém, que o número está dentro de uma “margem de confiança nacional” que vai de 0,41% a 0,82%.
Segundo ela, os pacientes com transtornos mentais merecem um “olhar especial” porque têm características diferentes da população em geral, mas não devem ser tratados como inconscientes porque têm total percepção dos riscos e da necessidade de auto-prevenção. “Não se pode dizer que as pessoas com transtornos mentais estão mais vulneráveis ao vírus HIV ou têm uma prevalência de Aids maior que a população em geral”, acrescentou.
O estudo também sugeriu estratégias para minimizar o problema. Entre elas, está o aumento da distribuição de preservativos para os Centros de Atenção Psico-Social (Caps). Das unidades de atendimento de saúde mental pesquisadas, apenas 26,9% ofereciam programas de educação sexual e 30% distribuíam camisinhas. Outra estratégia apontada é a criação de programas para aumentar e facilitar o acesso desse grupo aos testes de Aids.
(Fonte: Agência Brasil - 11.11.08)

HIV e nível escolar
A informação é uma das mais eficientes “armas” contra as doenças. Esse clichê da área de saúde está, aparentemente, sendo colocado à prova no estado de São Paulo, pelo menos no que se refere à contaminação pelo HIV, vírus causador da Aids. Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde divulgado na primeira quinzena de novembro apontou que, no estado, a doença está avançando entre as pessoas mais escolarizadas. Em comparação com o que ocorria há dez anos, a infecção tem atingido mais àqueles com mais de oito anos de estudo. Em 1997, 12,2% das mulheres que contraíram Aids no Estado tinham entre 8 e 11 anos de estudo. No ano passado esse índice aumentou para 25,4%. Já os homens representaram 26,8% do total de casos no ano passado – em 1997, o percentual era de 15,3%. Entre os que possuem mais de 12 anos de estudo, a presença do HIV também aumentou: passou de 3,5% para 4,3% no caso das mulheres e de 6,9% para 8% nos homens, no período de uma década. Por outro lado, houve redução de casos notificados entre os menos escolarizados. Nas mulheres com 1 a 3 anos de estudo, a contaminação caiu de 33,2% do total de casos em 1997 para 7,5% no ano passado. Entre os homens com essa mesma escolaridade, a incidência baixou de 28% para 5,3% no mesmo período. “As pessoas mais escolarizadas certamente sabem como se prevenir, mas normalmente vêem a Aids como algo muito distante, que não vai acontecer com elas. Por isso se descuidam e podem acabar se contaminando”, avaliou o médico Jean Gorinchteyn, do Ambulatório do Idoso do hospital estadual Emílio Ribas.
(Fonte: Secretaria Estadual de Saúde - 13.11.08)
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Combate à pirataria de medicamentos
Apertar o cerco e endurecer ainda mais o combate à falsificação de remédios foi o que decidiram, em 6 de novembro, representantes do governo e do setor farmacêutico no país. Algumas medidas foram anunciadas após reunião no Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP). Entre elas estão: a intensificação das operações de repressão, principalmente nas fronteiras do Brasil; a implantação de um sistema de rastreabilidade dos medicamentos; a criação de uma base de dados entre governo e iniciativa privada; e campanha de conscientização da população para alertar sobre os riscos de se consumir esse tipo de medicamento e cuidados que devem ser observados antes da compra. “A falsificação de medicamentos é uma das formas mais perversas de pirataria e vem ocorrendo em todo o mundo. Quando compra um medicamento, o consumidor não sabe se ele é falso e que está sendo enganado, ao contrário do que ocorre quando compra um CD ou um filme pirata", ressaltou o presidente do CNCP, Luiz Paulo Barreto. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o prejuízo com a falsificação de medicamentos no mundo, em 2007, chegou a US$ 32 bilhões. No Brasil, oitavo mercado mundial de fármacos, com receita anual de US$ 10 bilhões anuais, estima-se que 30% da comercialização de medicamentos seja informal, o que compreenderia a pirataria e sonegação de impostos.
(Fonte: Agência Brasil - 7.11.08)
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Gravidez na adolescência
A alta taxa de gravidez entre as adolescentes brasileiras é um problema. É mesmo? Nem sempre. Pelo menos na opinião da ginecologista Luiza Cromack, da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. Para a profissional, que atua em projetos para a promoção de saúde das jovens e participou do encontro Nacional Criança e Adolescente: Direitos e Sexualidade, realizado no início de novembro, em São Paulo, é preciso ter cuidado e entender em que contexto a gestação ocorre ao analisar o índice de gravidez na adolescência – estima-se que cerca de 25% dos partos ocorridos no Brasil sejam de mulheres com menos de vinte anos. Na avaliação da médica, a maioria das adolescentes que engravida tem alguma motivação para isso e nem sempre o fato decorre simplesmente de falta de orientação. “Geralmente observamos com olhar de adulto para essa gravidez e elas têm o olhar delas sobre isso. Muitas vezes são filhas de mães que tiveram filhos na adolescência e, na família delas, isso é um modelo que elas vão seguir inconscientemente”, argumenta. Para Luiza, a gravidez nessa faixa etária muitas vezes ocorre porque as meninas têm o desejo de estar com o parceiro, o que não é permitido pelos pais e a partir da gravidez esse relacionamento se legitima e passa a ser aceito. Em outras circunstâncias, a gravidez é uma forma de os próprios pais se livrarem da filha passando essa responsabilidade para outro homem. “Isso geralmente acontece nas classes sociais mais baixas porque a qualidade da educação nem sempre é boa o suficiente para garantir a essas meninas uma expectativa de futuro em relação a um emprego. Ou mesmo para trabalhar a questão da sexualidade desde criança para poderem decidir quando desejam engravidar”. A ginecologista diz ainda que, nas classes mais altas a gravidez não acontece precocemente com tanta freqüência porque há perspectivas de futuro diferentes, onde ter um filho vem depois da faculdade, da carreira, ao contrário das classes mais pobres nas quais o filho pode ser a única expectativa de mudança de vida.
(Fonte: Agência Brasil - 7.11.08)
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São Paulo cria plano para reduzir internações e mortes por hepatites virais
Idealizado com o objetivo de evitar contágio e reduzir internações e mortes decorrentes da hepatite dos tipos B e C nos municípios paulistas, foi lançado, na segunda quinzena de outubro, o Plano Estadual de Prevenção e Controle Virais. A ação do governo paulista tem como metas vacinar 90% dos adolescentes paulistas contra a hepatite B, ampliar em 50% a detecção do vírus causador da hepatite C, e elevar para 60% a notificação de novos casos nos próximos quatro anos.
Em janeiro de 2009, já como medida prática do plano, a Secretaria Estadual de Saúde fará campanha de vacinação entre jovens de 11 a 19 anos. Também em 2009, profissionais de saúde serão capacitados para aprimorar a interpretação dos exames, ampliar a notificação dos casos e melhorar a qualidade dos dados preenchidos nas fichas de notificação.
Até 2010 a secretaria pretende fortalecer uma rede de diagnóstico e atenção às hepatites com triagem nos postos de saúde e tratamento nos hospitais de média e alta complexidade. Quer, também, aprimorar os sistemas de referência e contra-referência para controle e prevenção da doença em todas as regiões do estado. Será criado, ainda, um banco de dados para que se saiba o real número de pacientes em tratamento.
Outra estratégia planejada é um trabalho de comunicação específico para mobilizar os paulistas em torno do assunto e ampliar a procura por exames de diagnóstico e pela vacina contra a hepatite B – ela está disponível na rede pública para crianças e jovens até 19 anos. O plano contempla, ainda, o desenvolvimento de projeto específico para evitar a transmissão da hepatite C entre usuários de drogas.
“As hepatites virais são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. O plano tem como objetivo ampliar as ações de diagnóstico, prevenção e controle para quebrar a cadeia de transmissão e evitar que essas doenças evoluam para quadros de cirrose ou câncer de fígado, que podem ser fatais”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata.
Estudo de prevalência aponta a existência de aproximadamente 400 mil pessoas infectadas pelo vírus da hepatite B e de 500 mil pelo da hepatite C em todo o Estado. Entretanto, até 2007 foram notificados apenas cerca de 5% de casos dessas hepatites em relação ao total estimado. As principais causas de transmissão são uso de drogas e sexo sem proteção.
(Fonte: Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo – 22.10.08)

Janela reduzida I
Janela imunológica é como se chama o período em que não se consegue identificar a presença de anticorpos em amostras submetidas a exames laboratoriais, o que pode ocasionar o chamado falso negativo. No caso dos vírus causadores da Aids e da hepatite C, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo está se preparando para reduzir consideravelmente esse tempo. Nas próximas semanas, começa a ser aplicado nas bolsas de sangue do hemocentro do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, o NAT (Nucleic Acid Test), procedimento com o qual será possível reduzir essa janela de 22 para 11 dias nos testes do HIV e de 70 para 12 dias, no do vírus da hepatite C. Após a realização dos resultados desse projeto piloto em Ribeirão Preto – que deverá durar entre seis e oito meses – o NAT deverá ser adotado nos demais hemocentros públicos do estado. Um acordo de cooperação técnica entre a secretaria e o governo da Catalunha, na Espanha viabilizou a aplicação do NAT (que já é utilizado no exterior) no hemocentro paulista – funcionários do HC de Ribeirão foram treinados por técnicos espanhóis. Para dar início ao projeto, a secretaria investiu cerca de R$ 500 mil na aquisição de equipamentos de biologia molecular e outros 20 mil na compra de 10 mil kits reativos.
(Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo - 6.11.08)
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Janela reduzida II
Está prevista para o próximo ano, a conclusão do desenvolvimento do kit brasileiro NAT HIV/HCV, pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos) da Fiocruz. Trata-se de um teste que verifica a presença do HIV (vírus da Aids) e do HCV (vírus da hepatite C) e que passará a ser utilizado nos hemocentros brasileiros. Em relação aos procedimentos empregados atualmente no país, o kit apresenta como vantagem a redução da janela imunológica, ou seja, o intervalo de tempo entre a infecção e a época em que os vírus são detectados no sangue. Com o kit, a janela imunológica para a detecção do HIV, que hoje é de 21 dias, cairá para oito dias. No caso do HCV, o tempo será reduzido de 72 para 14 dias. Esse avanço é possível porque o NAT HIV/HCV tem a capacidade de detectar o material genético do vírus no sangue, enquanto que o teste Elisa depende do surgimento de anticorpos. “O kit brasileiro vai elevar a competência técnica da hemorrede, que passará a utilizar na rotina um teste de diagnóstico molecular de ponta e com excelente padrão científico e tecnológico”, afirma Akira Homma, diretor de Biomanguinhos. A nova tecnologia, genuinamente brasileira, vai trazer mais segurança para as transfusões sanguíneas e tem previsão de ser incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 2010.
(Fonte: Portal da Saúde – 24.10.08)
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Anti-retroviral infantil
Não bastando o drama de conviver com o vírus, crianças portadoras do HIV também enfrentam dificuldades no que se refere a tomar os medicamentos que ajudam no controle da Aids. Elas recebem os mesmos remédios dos adultos partidos e divididos, o que pode ocasionar variação de dosagem, má absorção pelo organismo e prejuízo na adesão ao tratamento. Um pedido protocolado pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pode por fim pelo menos a esse segundo aspecto do problema. O instituto solicitou à agência essa semana, o registro do comprimido de Lamivudina + Zidovudina (30mg+60mg), medicamento anti-retroviral destinado especificamente às crianças. As formulações pediátricas para tratamento da Aids são raras e fornecidas na forma de suspensão ou solução. Além da dificuldade no transporte, os produtos líquidos têm maior propensão a apresentar problemas de estabilidade. Por isso, na maioria dos casos o medicamento é administrado de forma fracionada. O desenvolvimento do comprimido Lamivudina + Zidovudina (30mg+ 60mg) teve início em outubro de 2007 e foi totalmente realizado por Farmanguinhos. Ele foi aprovado nos testes de estabilidade e se mostrou compatível com a formulação original. A previsão é de que Farmanguinhos passe a produzir o anti-retroviral infantil no primeiro trimestre de 2009, quando deverão ocorrer as primeiras encomendas. Atualmente, 7 mil crianças portadoras do vírus com até 13 anos, utilizam o medicamento no país.
(Fonte: Fiocruz - 4.11.08)
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Custo do tabagismo passivo
Os recursos gastos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com diagnóstico e tratamento de doenças causadas pelo tabagismo passivo superam R$ 37 milhões anuais. A conclusão consta do trabalho chamado Impacto do Custo de Doenças Relacionadas com o Tabagismo Passivo no Brasil, divulgado em 30 de outubro pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Seminário Rede Ibero-Americana de Controle do Tabagismo, no Rio de Janeiro. São cerca de R$ 19,15 milhões consumidos com diagnóstico e tratamento e mais R$ 18 milhões com pensões e benefícios. A responsável pelo levantamento foi a Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ). O estudo constatou que a maior parte dos gastos é com doenças isquêmicas do coração. “Cerca de 64% deles são com diagnóstico, tratamento e remédios para vítimas de infarto do miocárdio e angina”, revelou o professor Alberto José de Araújo, responsável pelo estudo. Foram avaliados gastos com as três principais causas de adoecimento devido ao fumo passivo em pessoas acima de 35 anos que residem em aglomerados urbanos: doenças isquêmicas do coração, acidente vascular cerebral e câncer de pulmão. Por ano, o tabagismo passivo mata 2.655 pessoas no país: 1.224 devido a doenças do coração; 1.359 por AVC e 72 em decorrência de câncer de pulmão. Os dados foram levantados na pesquisa Estimativa de Mortalidade Atribuível à Exposição Passiva à Fumaça do Tabaco na População Residente em Aglomerados Urbanos, desenvolvida pelo Inca e Instituto de Estudos de Saúde Coletiva da UFRJ, em agosto de 2008; na tese de doutorado Custo-efetividade das intervenções de controle do tabaco no Brasil (Coppe-UFRJ, 2008); e no Boletim Epidemiológico do INSS, de junho de 2008.
(Fonte: Inca - 3.11.08)
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Caderneta do adolescente
Informar aos adolescentes brasileiros sobre os cuidados que eles devem ter com sua saúde e esclarecer algumas das diversas dúvidas que surgem num momento da vida em que ocorrem grandes mudanças físicas e emocionais estão entre os objetivos da Caderneta de Saúde do Adolescente, documento que o Ministério da Saúde lançou no final de outubro. Na caderneta, constam, entre outras, dicas sobre quais vacinas eles precisam tomar e informações relativas às alterações que estão ocorrendo em suas vidas. A cada ano entram na adolescência 3 milhões de brasileiros - atualmente existem no país cerca de 30 milhões de jovens entre 10 e 19 anos de idade.
O ministério informa que irá imprimir 3,4 milhões de cadernetas com 36 páginas que serão distribuídas inicialmente nos municípios inseridos no Programa Saúde na Escola – quem tiver interesse em imprimi-la poderá encontrar o documento no site do ministério (www.saúde.gov.br). O documento contempla interesse dos meninos e das meninas – na caderneta das meninas, por exemplo, há informações de como funciona a tabelinha do ciclo menstrual, enquanto na dos meninos constam itens como ejaculação e funcionamento do pênis.
(Fonte: Portal da Saúde - 28.10.08)
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Estudo aponta presença de altas taxas de colesterol e triglicérides entre crianças e adolescentes
Realizada por pesquisadores do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), uma pesquisa envolvendo crianças e adolescentes entre 2 e 19 anos, desenvolvida no período de 2001 a 2008, traz dados alarmantes sobre a prevalência de taxas de colesterol e triglicérides nesse grupo da população. Dos cerca de 2 mil pesquisados, 44% apresentavam elevados níveis de colesterol no sangue e mais de 50% tinham altas taxas de triglicérides.
De acordo com a professora da Faculdade de Ciências Médicas Eliana Cotta de Faria, o estilo de vida contemporâneo tem aumentado os casos de estresse emocional, o sedentarismo e a alimentação inadequada, fatores que, junto com a predisposição genética, acabam levando a taxas elevadas dessas substâncias no sangue. Isso pode contribuir para o surgimento de várias doenças, especialmente as cardiovasculares.
O estudo aponta não existir grandes diferenças de resultados entre sexo e idade. Entretanto, as origens do problema foram bem distintas. “Chama a atenção o fato de que essas crianças têm causas diferentes para as dislipidemias, ou seja, a presença de níveis elevados ou anormais de lipídios no sangue. Há crianças com doenças genéticas, com maus hábitos alimentares, sedentárias, e com doenças de fígado e de rins, que também levam a essas alterações”, explicou.
Na realidade, o colesterol é imprescindível para o funcionamento normal das membranas celulares e para a produção de hormônios nos seres humanos. Porém, o excesso gera a formação de placas na parede dos vasos, diminuindo seu diâmetro e podendo, inclusive, causar a obstrução total e até o rompimento. A prática de exercícios físicos pelo menos três vezes por semana e uma dieta saudável são fundamentais para manter o colesterol em níveis adequados.
Para a pesquisadora da Unicamp, quando se trata de crianças e adolescentes, o papel da família é fundamental. “As crianças não têm independência e não podem escolher sozinhas o que vão comer. As famílias devem ter uma atitude pró-saúde, prover a criança com alimentos variados, como frutas, verduras, legumes, fibras, sucos naturais. Quando também há uma intervenção para que a criança passe a jogar bola, andar de bicicleta, a tendência é melhorar.”
Atualmente, os pesquisadores do HC da Unicamp estão trabalhando com a faixa-etária até 2 anos. Como se trata de um grupo menor, o objetivo é analisar caso a caso os fatores que levam ao aumento das taxas de colesterol.
(Fonte: Agência Brasil – 19.10.08)

Idade do alcoolismo
Você que afirma beber socialmente, porém o faz todos os dias e possui mais de trinta anos, pode, em pouco tempo, ingressar no grupo dos dependentes crônicos do álcool. A previsão pode ser feita ao interpretar estudo da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, realizado com base em atendimentos efetuados no período de janeiro a setembro desse ano pelo Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod). O trabalho concluiu que é a partir dos 34 anos que o alcoolismo torna-se um problema crônico. Para chegar a essa conclusão, foram entrevistados 285 pacientes diagnosticados como alcoólatras e que passaram a fazer tratamento na unidade localizada no centro da capital paulista. 41% desses pacientes tinham entre 34 e 44 anos e a grande maioria (88%) era constituída por homens. “As pessoas viram alcoólatras antes mesmo de chegar à meia idade porque normalmente começam a tomar bebidas alcoólicas ainda quando adolescentes. Sem se dar conta, muitas passam a beber todos os dias e, quando percebem, não conseguem mais ficar sem a cerveja, a pinga, o conhaque”, diz a diretora do Cratod, Luizemir Lago. Os alcoólatras representaram aproximadamente 45% dos pacientes acolhidos pelo Cratod em 2008. (Fonte: Secretara de Estado da Saúde de São Paulo - 28.10.08)
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Aids: quando medicar?
Qual é o momento certo de as pessoas infectadas pelo HIV começarem a ser medicadas? A dúvida persiste inclusive entre os médicos. Porém, uma pesquisa apresentada no final de outubro, em Washington, nos Estados Unidos, durante uma conferência sobre doenças infecciosas, concluiu que pessoas infectadas que adiam o tratamento até que seu sistema imunológico esteja muito debilitado, dobram os riscos de morrer em poucos anos comparadas àquelas que iniciam a terapia mais cedo. Para os pesquisadores, as pessoas infectadas deveriam iniciar o tratamento com os coquetéis antes do que indicam as normas atuais. “Os dados mostram, de maneira clara, que o risco de morte é mais alto quando se espera muito para iniciar o tratamento”, disse Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, que financiou parte do estudo.
A pesquisa, no entanto, não é clara porém quanto ao momento ideal para que os pacientes comecem a tomar os remédios. Atualmente, muitos médicos consideram que é melhor que se evite, tanto quanto possível, o efeito dos coquetéis contra o HIV - a maioria espera até a evidência de alguns problemas, contando o número de células imunes chamadas CD4. O atual guia de tratamentos sugere o início da terapia quando os pacientes têm menos de 350 células CD4 por mililitro de sangue.
(Fonte: Jornal do Brasil – 28.10.08)
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Suspensa comercialização do Acomplia
Popularmente conhecido como pílula anti-barriga, o Acomplia (rimonabanto) teve temporariamente suspensa sua comercialização por seu fabricante, o laboratório Sanofi-Aventis. A empresa decidiu tomar a medida depois que a European Medicines Agency (Emea), agência reguladora européia, recomendou a retirada do medicamento das farmácias de países daquele continente. Para a agência, os benefícios do Acomplia não superavam seus riscos – segundo aquele órgão regulador, os pacientes em tratamento com o remédio apresentavam o dobro de chance de desenvolverem problemas psiquiátricos como a ansiedade e depressão, comparados aos que não o utilizavam. O Acomplia era comercializado na Europa desde junho de 2006 - no Brasil, seu registro é de abril de 2007 como auxiliar à dieta e aos exercícios para o tratamento de pacientes obesos ou com sobrepeso com fatores de risco associados. O medicamento só começou a ser comercializado no país, porém, em 2008, após aprovação pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed). Pacientes tratados com o Acomplia deverão consultar seus médicos para rever o tratamento. A Anvisa orienta aos profissionais de saúde que notifiquem possíveis casos de reação adversa causada pelo medicamento, por meio do Notivisa. Mais informações pelo site da Sanofi-Aventis: www.sanofi-aventis.com.br ou pelo SAC do laboratório: 0800 703 00 14
(Fonte: Anvisa - 24.10.08)
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Roche na Innovation 1000
A farmacêutica Roche está entre as dez empresas que mais investem em inovação no mundo. A informação consta do relatório Innovation 1000, produzido pela consultoria Booz & Company. O documento informa que, em 2007, a companhia investiu 8,4 milhões de francos suíços em pesquisa e desenvolvimento, valor que corresponde a quase 20% de seu faturamento anual. Além de uma rede de laboratórios próprios, o grupo tem diversas parcerias que ajudaram na renovação de seu portfólio de produtos – uma das principais é com a americana Genentech (companhia de origem norte-americana da qual a Roche é acionista), de onde resultou o desenvolvimento de medicamentos como, por exemplo, o Avastin, empregado no tratamento de câncer. A relação de empresas listadas pelo Innovation 1000 é liderada pela Toyota, que investiu US$ 84 bilhões em inovação em 2007.
(Fonte: Maxpress – 24.10.08)
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Especialista britânico diz que sociedade atual mitifica deficiência de sono
A sociedade atual padece com deficiência do sono. Para o diretor do Centro de Pesquisas do Sono da Universidade de Loughborough, na Inglaterra, Jim Horne, essa afirmação é um mito e uma atitude intelectualmente preguiçosa. O especialista britânico explicou o motivo de sua consideração em edição recente da revista científica New Scientist. Para ele, esse mito só contribui para alimentar a crença das pessoas em que é preciso passar mais horas na cama.
Horne disse que, ao longo de 40 anos, vários estudos mostraram que a maioria dos adultos dorme entre sete e sete horas e meia por noite, período que, na sua avaliação, é perfeitamente adequado. “O fato de que, no passado, as pessoas costumavam dormir nove horas por noite é um mito. O número surgiu de um estudo americano afirmando que, em média, as pessoas dormiam nove horas por noite. Mas a pesquisa incluía apenas crianças de 8 a 17 anos, e não adultos”, explicou.
Para o cientista britânico, a idéia de que a sociedade moderna sofre da falta de sono tem sido disseminada por estudos de laboratório em que participantes vão para uma sala silenciosa com luz baixa e são induzidos a relaxar, fechar os olhos e dormir. “Tais testes dizem revelar que as pessoas dormem profundamente nessas ocasiões. Mas, como ocorrem em condições altamente propícias, tendem a estender o período que as pessoas dormem, e passam a idéia de que precisam de mais horas de sono”, critica o especialista.
Outro argumento que, segundo o pesquisador, tenta dar fundamento à teoria da privação crônica do sono diz que as pessoas tendem a dormir mais nos fins de semana ou nas férias para compensar o sono acumulado durante a semana. “Não é só porque dormimos além das horas habituais no sábado e no domingo que precisamos de horas extras de sono. Nós já comemos e bebemos além das nossas necessidades biológicas. Por que não faríamos o mesmo com o sono?”, pergunta Horne.
Para sustentar sua tese, ele cita um estudo realizado recentemente por sua equipe que investigou a deficiência de sono em 11 mil adultos. Os pesquisadores verificaram que metade dos entrevistados tinha um déficit de sono equivalente a 25 minutos por noite. Para medir a determinação dos participantes em compensar a falta de sono, a equipe de Horne perguntou o que fariam se tivessem uma hora a mais por dia.
Apenas um pequeno grupo de pessoas respondeu que usaria o tempo extra para dormir. A maioria disse que preferia se socializar, praticar exercícios físicos, ler ou assistir à televisão. “Não deveríamos nos preocupar tanto com a falta de sono e entender que, talvez, nunca tenhamos dormido tão bem como atualmente. Em vez de aumentar nossas horas na cama, poderíamos usar o tempo em que estamos despertos para fazer algo mais produtivo”, conclui Horne.
(Fonte: BBC Brasil - 15.10.08)

Guerra deflagrada
O Ministério da Saúde divulgou ao final da primeira quinzena de outubro algumas estratégias e os recursos que serão empregados para o combate contra a dengue que se aproxima. Além dos profissionais de saúde, a nova campanha para prevenir e combater a doença contará com o apoio das Forças Armadas. O valor total a ser investido é de R$ 1,08 bi. A partir da segunda-feira, 20 de outubro, estava previsto a entrada em vigor de uma campanha publicitária com objetivo de estimular a população a participar da “batalha”. “Nossas pesquisas mostram que a população brasileira tem informação sobre a doença e sabe o que é necessário fazer para combater os criadouros. O que precisamos é transformar essa informação em ação”, explicou o ministro da saúde, José Gomes Temporão. No que se refere aos recursos, a estratégia prevê aumento imediato de R$ 128 milhões no Teto Financeiro de Vigilância em Saúde (TFVS), que deverá ser empregado exclusivamente em ações para prevenir e combater a doença. Com eles, o governo federal garante um orçamento de R$ 740,2 milhões em 2008 – volume 30% superior ao de 2007. Além desse total, serão gastos R$ 40,3 milhões na campanha publicitária; R$ 13,3 milhões na compra de equipamentos e veículos para reforçar a estrutura já existente; R$ 269,9 milhões com a folha de pagamento de agentes de saúde lotados nos municípios que trabalham com vigilância; R$ 20 milhões com inseticidas; e R$ 1,2 milhão com capacitação de recursos humanos.
(Fonte: Agência Brasil - 13.10.08)
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Cérebro dos obesos
A reação que o cérebro das pessoas apresenta à ingestão de comida pode explicar algumas das razões da obesidade. De acordo com um estudo publicado na edição de 17 de outubro da revista Science, o cérebro de indivíduos obesos responde aos alimentos saborosos com menos intensidade do que o de pessoas magras. Isso explica a tendência de, ao ingerir o alimento, os obesos comerem mais para obter a mesma satisfação. Realizado por pesquisadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, o estudo indicou uma resposta mais lenta ao alimento em regiões no cérebro conhecidas como “centros de recompensa” em indivíduos com uma variante genética específica. No cérebro, o estriado dorsal é responsável pela liberação da dopamina, neurotransmissor que responde à ingestão de comida - a quantidade de dopamina liberada corresponde ao grau de satisfação que o alimento traz. Em indivíduos obesos, essa resposta tende a ser mais lenta, devido à presença de menos receptores do neurotransmissor, concluiu o estudo.
(Fonte: Fapesp - 17.10.08)
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Cartilha contra micobactérias
Desenvolvida por técnicos da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, uma cartilha contendo as boas práticas de saúde que ajudam na prevenção e controle de infecções será distribuída até o final do ano às clínicas que realizam procedimentos estéticos. O objetivo é orientar esses estabelecimentos que, cada vez mais, realizam tratamentos e aplicam procedimentos cirúrgicos – caso dos implantes mamários e lipoaspirações – que podem ocasionar infecções causadas, por exemplo, pelas micobactérias de crescimento rápido. A cartilha traz orientações da adequação da estrutura físico-funcional (de acordo com a legislação sanitária), normas básicas para a prevenção de infecção, higiene ambiental e desinfecção, e esterilização de materiais médico-hospitalares. “Procuramos reunir as informações de forma clara e didática para que o manual realmente contribua para resguardar a saúde das pessoas que procuram por esses procedimentos clínicos”, afirma Denise Brandão de Assis, responsável pela Divisão de Infecção Hospitalar do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), órgão da Secretaria. A versão eletrônica da cartilha já está disponível no site do CVE www.cve.saude.sp.gov.br, no link www.cve.saude.sp.gov.br/htm/cve_ihb.html
(Fonte: Secretaria Estadual da Saúde - 14.10.08)
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Uso excessivo de aparelhos eletrônicos causa zumbido e pode comprometer audição
O que o bom senso indicava, a ciência confirmou: um estudo do Grupo de Pesquisa em Zumbido da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo apurou que 34,7% dos pacientes atendidos pelo grupo têm a exposição a ruídos como uma das causas dos zumbidos. A otorrinolaringologista Tanit Ganz Sanches, coordenadora do grupo, comentou que ela pode ser por trauma acústico (quando a pessoa é submetida de forma rápida a um som muito forte) ou pela exposição prolongada a sons não tão fortes, porém potencialmente lesivos.
O levantamento foi realizado em novembro de 2007 com base no banco de dados dos pacientes matriculados no Grupo. No total, 897 pacientes com zumbido com idades variáveis entre 5 e 87 anos foram analisados. Segundo a pesquisa, a procura por tratamento por pessoas com menos de 25 anos aumentou cerca de 20% entre os anos de 2005 e 2007. “A incidência vem aumentando gradativamente em crianças e adolescentes, antecipando a faixa etária acometida por esses problemas”, explicou Tanit.
Os resultados sugerem que o aumento do problema entre os jovens pode estar vinculado ao uso excessivo de fones de ouvido, aparelhos eletrônicos, como Ipods, MP3, telefones celulares e brinquedos sonoros. “Se a exposição ao som for inadequada e contínua, pode comprometer a saúde auditiva de crianças e adolescentes”, ressalta a médica. Fones de ouvido são os mais prejudiciais porque carregam sons de até 120 decibéis diretamente para o tímpano, colaborando para o aparecimento do problema, antes mesmo de provocar perda auditiva perceptível.
Presentear crianças ou adolescentes com aparelhos eletrônicos exige, portanto, cautela. Brinquedos eletrônicos à disposição no comércio chegam a emitir ruídos de 82 a 130 decibéis – intensidades maiores do que as preconizadas para um trabalhador adulto, como alerta a médica. Os abusos constantes de sons altos, aliados à crescente poluição sonora, têm causado ainda irritabilidade, insônia, falta de concentração, agitação, taquicardia e ansiedade, entre outros sintomas.
Um dos primeiros sintomas da perda auditiva é o zumbido. Ele é gerado por fatores ambientais (estresse e má alimentação, por exemplo), além de genéticos. A perda auditiva causa problemas de comunicação e o zumbido em escalas intensas dificulta a concentração e o sono. “Em geral, muita atenção é dada à perda auditiva, enquanto o zumbido e a hipersensibilidade a sons, sintomas que podem aparecer antes de danos maiores à via auditiva, ficam em segundo plano”, enfatiza a pesquisadora.
Segundo a otorrinolaringologista, o zumbido é um mal que afeta cerca de 28 milhões de brasileiros. Trata-se de um som intermitente ou contínuo, perturbador e que, muitas vezes, pode ser ouvido 24 horas por dia. “O zumbido pode parecer um som de apitos, chiados, cigarras, panelas de pressão, cachoeira ou escape de ar, entre os mais comuns”, ressalta Tanit. “O problema pode estar associado a perdas auditivas, infecções de ouvido, vertigens, exposição prolongada a ambientes muito ruidosos, estresse, depressão e ansiedade”, explica.
Ela adverte ainda que, apenas os que se envolvem com o sofrimento dos pacientes, conseguem ter uma dimensão mais correta do prejuízo causado na qualidade de vida. “Por esta razão, recomenda-se limitar o uso de fones de ouvido, evitar escape do som pelo fone, não ultrapassar o volume médio de cada aparelho e nem duas horas de uso consecutivo desses equipamentos e ainda reduzir o consumo de doces e gorduras.”
(Fonte: Agência Usp de Notícias – 9.10.08)

Açaí: uma super-fruta?
Fruta com consumo disseminado em todo o Brasil e que também está se tornando popular em outros países, o açaí tem potenciais efeitos benéficos para a saúde. Um grupo de pesquisadores da Universidade Texas A&M mostrou que os antioxidantes contidos no fruto são absorvidos pelo organismo humano. A conclusão do estudo, que envolveu doze voluntários foi publicada no Journal of Agricultural and Food Chemistry. As pessoas consumiram o açaí em polpa ou em forma de suco – no caso desse último, com metade da concentração de antocianinas, pigmentos que dão cor às frutas. Eles foram comparados com sucos sem propriedades antioxidantes, usados como controle. Coletadas 12 e 24 horas depois do consumo, amostras de sangue e de urina desses pacientes mostraram significativa absorção dos antioxidantes. “O açaí tem baixo teor de açúcar e seu sabor é descrito como uma mistura de vinho tinto e chocolate. O que mais podemos querer de uma fruta?”, disse Susanne Talcott, principal autora do estudo, do qual também participaram cientistas das universidades do Tennessee e da Flórida. Trabalhos futuros poderão ajudar a determinar se o consumo do açaí pode resultar em benefícios para a saúde com relação à prevenção de doenças. O grupo tem estudado a ação do açaí contra células cancerosas. “Nossa preocupação é que o açaí tem sido vendido como superalimento. Ele definitivamente tem atributos notáveis, mas não pode ser considerado solução para doenças. Há muitos outros bons alimentos e o açaí pode ser parte de uma dieta bem balanceada”, disse Susanne.
(Fonte: Fapesp - 15.10.08)
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Muito além dos espermatozóides
Responsável pela produção dos espermatozóides, os testículos masculinos apresentam uma outra capacidade surpreendente: são capazes de também “fabricar” células-tronco. A hipótese foi sugerida por estudo de cientistas alemães e britânicos que concluíram que as células desse órgão podem se transformar em células-tronco com características semelhantes às encontradas nos embriões. A pesquisa foi divulgada na revista Nature. A vantagem de sua utilização é evitar a ainda polêmica retirada de células de embriões. No estudo, que envolveu cientistas do King’s College, de Londres, foram coletadas 22 amostras de biópsias ou castrações cirúrgicas. Delas os cientistas extraíram um tipo chamado de célula de espermatozóide precursora (um célula-tronco adulta com função definida) e a transformaram em uma célula de esperma. Em seguida, essa foi manipulada em laboratório para adquirir características de uma célula de embrião. Os cientistas não têm ainda certeza de que essas células produzidas em laboratórios poderão ser usadas em humanos. “O DNA das células-tronco dos testículos carece de modificações importantes que regulam a atividade de certos genes, e isso pode afetar a habilidade de produzir determinados tipos de tecidos maduros”, disse Robin Lovell-Badge, especialista do National Institute for Medical Research, na Grã-Bretanha. “As mesmas células também são a origem provável dos tumores de testículos. Então, será que essas células reprogramadas serão totalmente normais?”, indagou. E acrescentou que as respostas a essas perguntas levarão algum tempo para serem respondidas, ressaltando ainda que os únicos beneficiários da nova técnica seriam os homens.
(Fonte: BBC Brasil - 9.10.08)
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Avaliação de vacinas
Técnicos da Organização Mundial da Saúde (OMS) realizaram durante o decorrer da semana entre 13 e 17 de outubro, a avaliação das regras utilizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na concessão de registro de vacinas. A inspeção, que é chamada de pré-qualificação, permitirá que a OMS continue a adquirir vacinas nacionais para abastecer países da América Latina e África e outros que estejam enfrentando situações de emergência ou calamidade. Além da Anvisa, o Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz foram avaliados. A primeira análise havia ocorrido em 2002 e validou as vacinas produzidas pelos laboratórios Biomanguinhos e Instituto Butantã. A divulgação do resultado da inspeção estava prevista para o dia 17 de outubro.
(Fonte: Anvisa - 13.10.08)
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Estudo revela mudanças na saúde de mães e bebês em duas décadas
Um suplemento especial publicado na revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz registra um interessante retrato das alterações ocorridas na saúde de mães e bebês nos últimos vinte anos. São onze artigos que trazem o resultado de um projeto desenvolvido em Pelotas, RS, envolvendo mais de 15 mil nascimentos ocorridos nos anos de 1982, 1993 e 2004. O projeto foi coordenado pelo professores Iná S. Santos e Aluísio J. D. Barros, do Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da Universidade Federal daquela cidade.
Uma das análises diz respeito às hospitalizações das crianças: os pesquisadores constataram que, no grupo de bebês que nasceram em 1982 com menos de 2 kg, 41% foram internados pelo menos uma vez ao longo do primeiro ano de vida . Essa proporção cresceu para 73% em 2004, situação que os pesquisadores atribuem a uma epidemia de nascimentos prematuros - o percentual desse tipo de nascimento mais que dobrou no período: era 6,3% em 1982 e passou para 14,7% em 2004. O crescimento, deduzem os autores, pode ser em parte explicado pelo crescente número de partos induzidos e cesarianas, que aumentaram de 2,5% para 11,1% e de 28% para 45% nesse dois anos.
No que se refere ao aleitamento materno, a duração mediana da amamentação que era de 3,1 meses alcançou 6,8 meses em 2004. Outra constatação positiva foi que o aleitamento exclusivo durante o primeiro trimestre de vida beneficiava 1/3 dos bebês em 2004, enquanto em 1982 era praticamente inexistente - a melhora ainda está, porém, abaixo das recomendações internacionais, fato que justifica a manutenção e até a intensificação de campanhas. " Deve-se concentrar mais atenção nos recém-nascidos de baixo peso e naqueles de famílias de baixa renda", opinam os autores.
Outro aspecto avaliado na pesquisa foram algumas características maternas. O estudo verificou que a escolaridade das mães melhorou ao longo do período estudado. Constatou, ainda, que as mães de 2004 ganharam mais peso durante a gravidez e pesavam mais antes e depois da gestação, comparadas às de 1982 - isso significa que o risco de obesidade aumentou entre as mulheres. Outro dado positivo é que o hábito de fumar diminuiu: 35,6% das mães de 1982 fumaram durante a gravidez, enquanto 25,1% das mães de 2004 fumaram durante a gestação.
Iná S. Santos e Aluísio J. D. Barros, acreditam que os resultados obtidos na cidade gaúcha podem ser extrapolados para uma realidade mais geral. "A comparação de alguns resultados de Pelotas com dados médios nacionais mostra grandes semelhanças", escrevem eles no editorial do suplemento. O objetivo da publicação é subsidiar programas e políticas de saúde que levem em conta as mudanças ocorridas nas duas últimas décadas.
(Fonte: Fiocruz – 3.10.08)

Síndrome de Down
Cientistas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, conseguiram desenvolver um exame pré-natal que, segundo eles, é capaz de identificar casos de Síndrome de Down de forma bem mais segura e menos invasiva que a do procedimento convencional. A nova técnica consiste na análise genética de uma amostra do sangue da mãe - hoje, costuma-se utilizar um método conhecido como amniocentese, que emprega uma agulha para retirar líquido do útero. O procedimento atual pode causar abortos e danos ao feto. De acordo com especialistas do Royal College de Obstetras e Ginecologistas da Grã-Bretanha, aproximadamente uma em cada 100 mulheres que realizam o teste convencional acaba perdendo o bebê em razão do exame. O novo método permite detectar presença de cópias extras do cromossomo 21, que registra as anomalias caracterizadoras da Síndrome de Down. De acordo com os pesquisadores, se um feto possui três cópias do cromossomo 21, em vez de apenas as duas normais, também haverá aumento da quantidade de cromossomos no sangue da mãe, uma vez que o DNA do bebê consegue atravessar a placenta, comunicando-se com o corpo da grávida. Para chegar a essa conclusão, os cientistas testaram o método em 18 mulheres grávidas e identificaram nove casos de Síndrome de Down e dois casos de outras anomalias genéticas. Stephen Quake, coordenador da pesquisa, explica que será necessário ampliar o universo da mesma, mas se mostra esperançoso de que o novo exame possa ser utilizado de forma rotineira em hospitais nos próximos anos. Para Carol Boys, diretora da Associação Britânica da Síndrome de Down, não restam dúvidas que métodos menos invasivos serão introduzidos nos próximos anos. "É muito importante que os pais tenham informações precisas sobre a Síndrome antes que tomem a decisão de interromper ou não a gravidez", afirmou. Carol não considera a doença como razão para se terminar a gravidez, mas
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