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Plantas naturais são fontes para novos medicamentos contra tuberculose

Quando, na década de 1940, foi descoberta a estreptomicina, acreditou-se então, que seria o fim da tuberculose, pois o medicamento representava um enorme avanço no combate à doença. Passados quase 70 anos, verifica-se que a doença não foi exterminada e, com o avanço da Aids e o surgimento de cepas resistentes a antibióticos, recrudesceu – estima-se que cerca de 1,7 milhão de pessoas morram por ano em razão das consequências dela.

O mais recente medicamento desenvolvido para combater a tuberculose surgiu há mais de quarenta anos. Porém, em razão do problema de saúde pública que voltou a representar, nos últimos anos estudos tem sido feitos para conseguir novos fármacos e os produtos naturais têm mostrado resultados promissores. Em artigo publicado na revista Fitoterapia, o pesquisador Marcus Vinícius Nora de Souza, do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), citou alguns deles.

Souza conta na publicação que oito desses remédios estão em fases de testes clínicos conduzidos por agências e laboratórios internacionais. Em Farmanguinhos, os cientistas trabalham no momento com princípios ativos extraídos de dois produtos naturais: uma planta da Amazônia e outra da Mata Atlântica. Em testes preliminares, as substâncias apresentaram atuação semelhante à dos antibióticos rifampicina e isoniazida.

A pesquisadora Maria das Graças Henriques, também daquele instituto, realiza uma pesquisa que atualmente está na etapa de testes in vivo – quando os remédios são testados em animais. Se as propriedades forem confirmadas, parte-se então à procura de parceria com empresas ou entidades capacitadas a avaliar a ação das substâncias em seres humanos.

Outro caminho trilhado é o de avaliar o efeito combinado entre antibióticos utilizados para outras doenças e medicamentos existentes aplicando-os contra a tuberculose. Os resultados desses testes, também comandados por grandes conglomerados internacionais, mostram que o tratamento tradicional da tuberculose, que dura de seis a nove meses (e é o principal motivo de abandono), poderia cair para dois meses.
(Fonte: Fiocruz – 19.02.10)

Dificuldades com doenças raras
Quando apenas uma pessoa em um grupo de duas mil é afetada por uma doença, essa enfermidade é tecnicamente considerada doença rara. Apesar desse nome, a Aliança Brasileira de Genética calcula que, no Brasil, existam mais de 600 mil pessoas vítimas de enfermidades assim classificadas. Foi por isso que a Aliança, em conjunto com a Sociedade Brasileira de Genética Médica, aproveitou o dia 28 de fevereiro – Dia Mundial das Doenças Raras – para alertar sobre as dificuldades que esse contingente de brasileiros enfrenta para conseguir diagnóstico e tratamento para suas enfermidades, especialmente no Sistema Único de Saúde (SUS). Martha Carvalho, representante da Aliança, mãe de um rapaz de 30 anos portador de uma dessas enfermidades, disse que o total de brasileiros afetados por doenças raras é representativo e necessita urgentemente de políticas públicas. Para ela, uma das maiores urgências é que o governo brasileiro incentive investimentos, sobretudo na produção de medicamentos para doenças raras, geralmente de alto custo. Outra observação de Martha é que seria importante a revisão dos currículos dos cursos de medicina no país, já que muitos médicos não são capacitados corretamente para atender a demanda na área da genética. Salmo Raskin, que preside a sociedade Brasileira de Genética Médica, informa que existem mais de 200 geneticistas atuando no Brasil e a saída poderia ser que cada um coordenasse um centro de referência para o treinamento de outros profissionais de saúde. Ele acrescentou também que, nos países do Hemisfério Sul, as doenças raras são negligenciadas – o que ele considera um absurdo - em decorrência do alto número de mortes em crianças provocadas pela desnutrição e a diarréia, por exemplo.
(Fonte: Agência Brasil – 28.02.10)

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Cigarro e aneurisma
Que o hábito do tabagismo é devastador para a saúde ninguém mais tem dúvida. Sempre se descobre, porém, que para certas pessoas, o cigarro pode ser ainda mais nocivo. Foi isso que apontou um estudo apresentado na recente Conferência Internacional da Associação Americana de Derrame, realizada em San Antonio, Texas, Estados Unidos. No evento, Joseph Broderick, professor da Universidade de Cincinnati, e outros pesquisadores apresentaram trabalho em que identificaram que pessoas com variantes nos cromossomos 8 e 9 têm chances aumentadas entre 37% e 48% de desenvolver um aneurisma intracraniano - quando à presença dessas alterações acrescentava-se o consumo de um maço de cigarros por dia, o risco do aneurisma aumentava mais de cinco vezes. “Fumar aumenta grandemente o risco de aneurisma em pessoas com susceptibilidade genética”, comentou Broderick. O estudo ressalta que o cigarro é a principal causa ambiental de aneurisma intracraniano - de 70% a 80% dos casos ocorrem em indivíduos que fumavam. No estudo, 82,5% dos participantes fumaram em algum período da vida. Aneurisma é a dilatação irregular de uma artéria que pode se romper ou trombosar - o rompimento pode levar a uma hemorragia. Quando isso ocorre, cerca de 40% dos pacientes morrem - a maior parte dos que sobrevivem fica com sequelas. “É uma mensagem importante para os membros de famílias com casos de aneurisma: se você fumar estará multiplicando a predisposição genética”, alertou Broderick.
(Fonte: Agência Fapesp –1.03.10)

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Mega vacinação contra a gripe suína
A campanha de vacinação contra a Influenza A (causada pelo vírus H1N1) - mais conhecida como gripe suína – que o governo dará início em 8 de março pretende imunizar 90 milhões de brasileiros em apenas dois meses. “Essa será a maior campanha do mundo. Estou confiante de que faremos a diferença esse ano”, disse, otimista, o ministro da Saúde José Gomes Temporão. A campanha irá vacinar primeiro crianças saudáveis, mulheres grávidas e portadores de doenças crônicas, informou o ministro. Também serão imunizados profissionais de saúde da rede de atenção básica e envolvidos na resposta à pandemia, indígenas, gestantes, crianças de 6 meses a 2 anos, jovens de 20 a 29 anos, adultos de 30 a 39 anos e pessoas com doenças crônicas (como diabetes, obesidade, asma e cardiopatias ) e idosos com mais de 60 anos. Na ocasião, Temporão também informou que os ministérios da Saúde e de Ciência e Tecnologia trabalham em busca de uma vacina contra a dengue e previu que ela estará pronta em cinco anos.
(Fonte: Agência Brasil – 1.03.10)

Estudo indica que consumo moderado de manteiga e margarinas não eleva risco de doenças cardiovasculares

Manteiga e margarina pioram o risco de doenças cardiovasculares? Provavelmente, a maioria das pessoas responderia de forma afirmativa a essa pergunta. Mas a constatação da nutricionista Ana Carolina Gagliardi contrastou com esse senso comum depois de ela ter desenvolvido para seu doutorado pesquisa sobre o assunto com pessoas com síndrome metabólica. A doença atinge cerca de 30% dos brasileiros e aumenta em até cinco vezes as chances de eles sofrerem derrames ou ataques cardíacos.

A experiência realizada pela nutricionista foi realizada no Instituto do Coração (Incor), em São Paulo – esse teria sido o primeiro estudo no país a verificar se manteiga e margarina aceleram os riscos dessas ocorrências. No Brasil, de acordo com Ana Carolina, mais de 50% da população tem o hábito de consumir manteiga ou margarina todos os dias. Participaram da pesquisa 66 voluntários com síndrome metabólica que deixaram de consumir as manteigas ou margarinas a que estavam acostumados.

Para o estudo, Ana Carolina dividiu os recrutados em quatro grupos e pediu que eles consumissem, diariamente, as quantidades recomendadas por ela. O primeiro grupo passou a consumir 15 gr de manteiga por dia; o segundo, 18 gr de margarina com gorduras trans; o terceiro, 36 gr de margarina sem gorduras trans; e o último, 30 gr de margarina com fitoesterol, substância que reduz a quantidade de colesterol ruim no sangue. Essas quantidades de manteiga ou margarina correspondem a 12 gr de gordura.

Durante o período pelo qual se estendeu a pesquisa, nenhum dos participantes alterou sua dieta – eles relataram ingerir poucas calorias (em torno de 1.500 por dia) com mais gordura saturada e menos fibras do que o recomendado. Após 35 dias, verificou a nutricionista, a quantidade de proteínas que indica o risco de infarto não havia se alterado no sangue dos voluntários. O tempo para a mudança de dieta influenciar na quantidade dessas moléculas é de 28 dias.

Os exames também mostraram que o colesterol ruim (LDL), também não havia aumentado - apenas o grupo que consumiu a margarina com fitoesterol tinha reduzido os níveis de LDL. O peso também não variou durante esse período. Os portadores da chamada síndrome metabólica apresentam pelos três dos seguintes sinais: obesidade na barriga, pressão alta, níveis baixos de bom colesterol (HDL) e altos níveis de glicose e gordura no sangue.

A nutricionista explica que são necessários outros estudos para apurar se o risco de doenças do coração também permanece inalterado em pessoas saudáveis. Porém, como a quantidade de gordura não afetou os pacientes que tinham maior propensão a doenças cardiovasculares, ela presume que o mesmo deva acontecer com pessoas saudáveis.

Por isso, acrescenta a nutricionista, sem exageros, as pessoas podem consumir, sem culpa, manteiga ou margarina. “As gorduras são calóricas, mas se a pessoa diminuir um pouco a quantidade de fritura, por exemplo, pode comer. Até mesmo quem deseja perder peso”, acrescentou.
(Fonte: Agência USP de Notícias – 18.02.10)

Farmácia de conveniência?
Em meio à polêmica que vem se estendendo depois da entrada em vigor da resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelecendo novas regras para a venda de produtos de conveniência e medicamentos em farmácias, o diretor-presidente da agência, Dirceu Raposo de Mello defendeu as determinações do organismo que preside. Em entrevista ao programa Brasil em Pauta, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) em parceria com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Mello afirmou: “Hoje a farmácia é um estabelecimento banal em que se comercializa tudo e o medicamento não pode ter esse tratamento. Ele é produto especial e, portanto, precisa de condições e regras especiais para o tratamento dele, para sua utilização”. O presidente da Anvisa também observou que, mesmo os medicamentos sem prescrição médica não estão isentos de orientação técnica adequada de um profissional. Por isso, é necessária a presença de um farmacêutico no local. “O cidadão tem que entrar na farmácia e exigir a orientação do farmacêutico. Eu não posso admitir que nesse país uma farmácia funcione sem farmacêutico o tempo todo para atender o cidadão. É a mesma coisa de a gente dizer que o hospital vai funcionar sem médico de noite, porque de noite o movimento é fraco”, comparou.
(Fonte: Agência Brasil – 24.02.10)

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Obesos desde a infância
Um adulto obeso dificilmente terá sido uma criança magra. Essa é a leitura da pesquisa americana recentemente publicada pela revista médica Clinical Pediatrics indicando ser a tendência à obesidade definida antes dos dois anos. O estudo foi realizado com mais de uma centena de crianças e adolescentes obesos e verificou que mais da metade dos pesquisados já estava acima do peso antes de completar dois anos - em ¼ deles isso já ocorria aos cinco meses de idade. Aos cinco anos, o total daqueles que apresentavam sinais característicos da obesidade aumentara para 90%. Mesmo que razões para o ganho de peso em excesso na infância e adolescência não sejam de todos conhecidas, os pesquisadores atribuem o problema às dietas inadequadas, à introdução precoce de alimentos na alimentação dos bebês, e à falta de exercícios. Eles acreditam também que as preferências alimentares podem estar definidas antes dos dois anos e, por isso, é muito mais difícil modificar os hábitos mais tarde. “Fazer com que pais e crianças mudem hábitos arraigados é um desafio monumental, repleto de decepções. O estudo indica que pode ser necessário discutir ganho de peso inapropriado no início da infância para que haja uma redução significativa na atual tendência de obesidade”, alerta o coordenador do estudo, John Harrington, da Eastern Virginia Medical School.
(Fonte: BBC Brasil – 13.02.10)

Pacientes em estado vegetativo “falam” com cientistas

Experiência de cientistas das universidades de Cambridge, na Inglaterra, e de Liège, na Bélgica, publicada no New England Journal of Medicine, de 3 de fevereiro, indicou ser possível “falar” com pessoas em estado vegetativo. A comunicação ocorreu de forma simples com um paciente nessa condição há sete anos. Com a ajuda de imagens, ele respondeu sim ou não às perguntas feitas pelos médicos – a equipe solicitou ao doente que ele pensasse em jogar tênis para responder sim e em imagens espaciais, como ruas, para indicar não.

Os cientistas sabiam que, se ele entendesse as instruções, cada pensamento ativaria uma área específica do cérebro, que seria captada por uma técnica conhecida como Imagem por Ressonância Magnética Funcional. De acordo com os pesquisadores, o paciente respondeu de forma correta a cinco das seis perguntas sobre sua vida pessoal – confirmou, por exemplo, que seu pai se chamava Alexander. “Ficamos atônitos quando vimos os resultados. Ele foi capaz de responder corretamente às questões que fizemos simplesmente alterando seus pensamentos”, assegurou Adrian Owen, professor de neurologia da Universidade de Cambridge, um dos coordenadores da pesquisa.

Foram avaliados no estudo 54 pacientes com desordem de consciência. Desses, 23 doentes estão em estado vegetativo. Os cientistas também utilizaram a mesma técnica com pessoas saudáveis para poder comparar as reações. Fergus Walsh, repórter da BBC, se submeteu ao teste. “Passei aos cientistas os nomes de duas mulheres, sendo uma delas a minha mãe. Me imaginei jogando tênis quando disseram o nome dela. Em um minuto eles sabiam qual das duas era a minha mãe. Eles também foram capazes de acertar se eu tinha filhos", garantiu.

De acordo com a pesquisa, dos 54 pacientes estudados, cinco foram capazes de voluntariamente alterar sua atividade cerebral. Três demonstraram inclusive algum grau de consciência, mas os outros dois não necessariamente mudaram seus pensamentos conscientemente. Para o professor de Cambridge, o estudo abre o caminho para que o paciente em estado vegetativo possa tomar decisões quanto ao seu tratamento como, por exemplo, responder se sente dor e então permitir que o médico possa prescrever algum analgésico.

A descoberta de que esses pacientes são capazes de “falarem” abre polêmica no campo ético como indagar se é correto desativar aparelhos para deixar um paciente em estado vegetativo morrer, uma vez que ele pode ter algum grau de consciência e até ser capaz de manifestar vontade própria.
(Fonte: BBC Brasil – 4.02.10)

Efeito surpresa
Medicamento ao qual especialistas recorrem para prevenir ataques do coração, a aspirina pode contribuir para reduzir os riscos de morte por câncer de mama. Quem chegou à conclusão foi um grupo de pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Por 26 anos, os estudiosos acompanharem a saúde de 4.164 enfermeiras diagnosticadas com a doença que tomavam aspirina regularmente e avaliaram seus quadros clínicos com o de outras pacientes que não usavam o remédio. A comparação demonstrou que aquelas que tomavam a aspirana de duas a cinco vezes por semana reduziram em 60% as chances de metástase e em 71% o índice de fatalidades devido ao retorno da doença. Já as que tomavam semanalmente seis ou sete comprimidos reduziram em 43% a probabilidade de o câncer se espalhar e em 64% a de morrer. Em artigo publicado no Journal of Clinical Oncology, Michelle Holmes, da escola de medicina de Harvard, escreveu que até onde se sabe, esse é o primeiro estudo que aponta aumento na taxa de sobrevivência das mulheres com câncer de mama que tomam a aspirina. Porque o remédio seria capaz de provocar o efeito é algo que os médicos apenas suspeitam – talvez seja devido ao fato de ele reduzir a inflamação das células do corpo. Michelle destacou porém, que nenhuma paciente deveria substituir o tratamento normal contra a doença pelo uso de aspirina – o remédio apresenta como efeito colateral o estímulo de sangramentos. “Se uma mulher teve câncer de mama e toma aspirina, ela pode se confortar sabendo que talvez esteja ajudando a prevenir a recorrência de sua doença", acrescentou.
(Fonte: BBC Brasil – 18.02.10)

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AVC em crianças
A maior parte das vítimas do Acidente Vascular Cerebral (AVC) são os adultos, mas isso não significa que as crianças estejam imunes a ele. A contabilidade da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo registrou a ocorrência de 266 casos em 2008 e de 177 em 2009 em crianças com até 14 anos de idade. O AVC ocorre quando o fluxo de sangue para determinada área do cérebro é interrompido, o que provoca um infarto ou hemorragia. Em 90% das ocorrências, algum membro do corpo deixa de funcionar. Os sinais mais frequentes do AVC são: diminuição da força muscular, que pode ser localizada ou generalizada, perda da consciência, defeito no campo visual, dificuldade na fala, dor de cabeça e convulsão, entre outros. Diferente dos casos em adultos, não existe prevenção para a ocorrência do AVC em crianças. De acordo com o neuropediatra Paulo Breinis, do Hospital Infantil Darcy Vargas, em São Paulo, crianças portadoras de anemia falciforme, de cardiopatias congênitas, de hipercolesterolêmia e diabetes fazem parte do grupo de risco. Como nos adultos, a recuperação é baseada em fisioterapia, psicologia e outros tratamentos. O alerta da Secretaria da Saúde sobre a ocorrência do AVC em crianças tem como objetivo evitar que ele se repita. “A investigação sobre as causas do AVC na infância é fundamental porque, apesar de todo aparato médico científico tecnológico, ficamos sem saber o que realmente ocorreu em cerca de 30% dos casos”, informa o neuropediatra.
(Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo – 18.02.10)

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Realidade distorcida
Sucesso em vários países, séries de TV que mostram o cotidiano em hospitais retratam, na maior parte das vezes, procedimentos médicos equivocados. A afirmação é de pesquisadores da Universidade Dalhouse, em Halifax. Antes de chegarem a essa conclusão eles assisitiram horas e horas de episódios de seriados como House, Plantão Médido e Grey’s Anatomy. A avaliação dos cientistas mostrou que, nas 59 vezes que os personagens tiveram que lidar com convulsões provocadas por epilepsia, em apenas 17 delas a reação foi a correta. “Nosso medo é que as pessoas assistam a esses programas, vejam os enfermeiros e médicos respondendo a convulsões dessa forma e reajam de modo semelhante se algum dia estiverem diante da mesma situação”, disse um dos coordenadores do estudo, Andrew Molar. "Se responderem da maneira como sempre veem na televisão, pode ser um evento dramático”, acrescentou. Diante de uma crise convulsiva, o correto é que o socorrista procure evitar contusões e pancadas afastando os objetos de perto do paciente e colocando um travesseiro sob a sua cabeça. Outra recomendação é virá-lo de lado para que a secreção da boca não entre nas vias respiratórias. Também é importante ficar ao lado da pessoa até ela retornar ao nível de consciência original, informa Molar. Na televisão, afirma o pesquisador, o que se observa são cenas nas quais os próprios personagens médicos e enfermeiros tentam colocar objetos na boca dos pacientes e conter os movimentos convulsivos. “Se há uma mensagem que vem do nosso estudo é: não siga as diretrizes de primeiros socorros segundo o que você vê na televisão", alerta Molnar.
(Fonte: BBC Brasil – 16.02.10)

Fragilidade atinge precocemente e avança de forma rápida entre idosos brasileiros

Perda de peso involuntária, fadiga, fraqueza, diminuição da velocidade de caminhada e baixa atividade física. Presentes em um conjunto de pessoas em idade avançada, esses sintomas caracterizam uma síndrome chamada fragilidade em idosos. Um estudo da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP) apurou que o mal acomete a população paulistana de forma precoce em relação aos países desenvolvidos e progride rapidamente depois dos 75 anos.

A conclusão tomou como base um estudo realizado com 689 paulistanos com mais de 75 anos. De acordo com a pesquisa, em 2006, a fragilidade atingia 14,1% do grupo. Dois anos depois, o percentual havia avançado para mais de 45%. O conceito adotado na pesquisa – desenvolvido por Linda Fried, da Universidade John Hopkins, Estados Unidos – caracteriza a síndrome a partir de cinco parâmetros: perda involuntária do peso, fadiga, diminuição da velocidade de caminhada, baixa atividade física e perda da força.

“A ausência desses parâmetros indica que a pessoa não é frágil. A presença de um ou dois deles caracteriza a condição de pré-fragilidade. Três ou mais parâmetros indicam que a pessoa é frágil”, explica a coordenadora do subprojeto, Yeda Duarte, professora da Escola de Enfermagem da USP. O trabalho é parte do projeto Saúde, Bem-estar e Envelhecimento – Estudo longitudinal sobre as condições de vida e saúde dos idosos no município de São Paulo, coordenado pelos professores Ruy Laurenti e Maria Lúcia Lebrão, ambos do Departamento de Epidemiologia da FSP.

Yeda disse que, até agora, no Brasil, a síndrome de fragilidade não havia sido tema de estudos que buscam relacionar variáveis partindo de observações ao longo de um extenso período de tempo, acrescentando que a questão da fragilidade tem sido bastante trabalhada em outros países. “No exterior, a prevalência da fragilidade varia entre 7% e 35%, dependendo do país e do desenho do estudo. Nossa pesquisa mostra uma porcentagem bem maior aos 75 anos, o que indica que nossos idosos estão se fragilizando mais cedo”, esclarece.

O idoso frágil torna-se mais vulnerável e tende a sofrer mais efeitos adversos, o que gera um círculo vicioso que o torna mais dependente e mais suscetível às doenças. “Nessa faixa etária, em geral, a pessoa come menos, tem perda do paladar e menos gasto energético. Ela perde peso porque tem menos massa muscular e, com isso, cansa com facilidade e anda muito devagar. Assim, diminui sua atividade física e gasta ainda menos energia, o que a leva a comer menos”, disse.

A professora destaca que não adianta trabalhar para que as pessoas vivam mais se elas não envelhecerem com qualidade de vida. “Achamos fundamental conhecer os fatores determinantes da fragilidade, que é uma condição que leva à dependência e ao sofrimento”, observou. Yeda também avaliou a questão do ponto de vista de saúde pública. “Sempre ouvimos dizer que o idoso onera o sistema público de saúde. Isso acontece porque ele chega em condições muito ruins. Se pudéssemos cuidar para que ele não se tornasse frágil, evitaríamos a ida para a urgência em estado grave, impedindo internações muito longas. Cuidar da fragilidade é fundamental para desonerar o sistema”.
(Fonte: Agência Fapesp – 3.02.10)

Proibidos cupons de descontos
Disseminado entre os médicos brasileiros, especialmente quando o medicamento apresenta preço muito alto, a entrega de cupons que dão ao paciente descontos na compra de remédios está proibida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). A resolução foi publicada no Diário Oficial da União de 9 de fevereiro e considera que a prática colide com o Código de Ética da profissão. No entendimento do CFM, a promoção com cupons ou cartões de descontos pode interferir no comércio, pois influencia no processo de escolha. O Conselho considera também que o procedimento abre brechas no sigilo do paciente, uma vez que o envio de dados dele pode revelar aos representantes de laboratórios o diagnóstico da doença por dedução, a partir da prescrição. Pela determinação do CFM fica proibido ao médico preencher qualquer espécie de ficha, cadastro, formulário, cartão de informações ou documentos que permitam o conhecimento de dados exclusivos do atendimento.
(Fontes: Folha de S.Paulo e Agência Brasil – 9.02.10)

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Cerveja virtuosa?
Cerveja para fortalecer os ossos? Se o consumo for moderado o benefício pode ocorrer. Pelo menos é o que indica um estudo de pesquisadores da Universidade da Califórnia publicado pela revista americana Journal of the Science of Food and Agriculture. De acordo com os cientistas, a cerveja seria fonte importante de silício, componente que contribui para melhorar a densidade óssea. O estudo é do Departamento de Ciência dos Alimentos da universidade e analisou cem marcas de cervejas comerciais, verificando que elas tinham uma quantidade de silício entre 6,4 miligramas por litro e 56,5 miligramas por litro. Nutricionistas alertam, porém, que os possíveis eventuais benefícios da bebida podem ser anulados pelo consumo excessivo de álcool, já que a ingestão de mais de duas unidades de álcool por dia aumenta o risco de fraturas dos ossos. A informação dos cientistas é que o silício (mineral cujo consumo não é considerado essencial para a saúde humana) é encontrado tanto na cevada utilizada na fabricação do malte da cerveja como, em menor quantidade, no lúpulo. O que pode colocar em cheque a credibilidade do estudo (coordenado por Charles Bamforth, professor de ciências da cerveja na Universidade da Califórnia) é que ele foi realizado em um posto acadêmico patrocinado pela fabricante de cervejas Anheuser-Busch.
(Fonte: BBC Brasil – 8.02.10)

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HIV entre jovens
Ao contrário do que ocorre na população em geral, onde homens representam a maior parte dos casos de contaminados com o HIV, entre a população mais jovem prevalece a contaminação entre mulheres. Os números mais recentes da epidemia no Brasil mostram que, na década de 2000, considerando-se apenas a faixa etária entre 13 e 19 anos, a maior parte dos registros é entre mulheres. Quando o comparativo avança para a idade entre 20 e 24 anos a incidência se equilibra. Para os homens entre 13 e 24 anos, a relação homossexual é a principal forma de transmissão. Entre as meninas, estão entre as razões consideradas para a ocorrência as relações desiguais de gênero e o não reconhecimento dos direitos delas, incluindo a legitimidade do exercício da sexualidade. Essa realidade levou o Ministério da Saúde e a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres a promover campanha publicitária em duas etapas que seriam veiculadas durante e depois do carnaval. Na primeira as peças estimulam o uso da camisinha. Na próxima, que seria veiculada na semana seguinte ao carnaval, os materiais abordam a importância de se fazer o teste anti-HIV quando se viveu alguma situação de risco.
(Fonte: Portal da Saúde – 8.02.10)

Descoberta pode representar avanço no combate à malária

Que os mosquitos são atraídos pelos odores humanos é algo que os cientistas já identificaram há anos. Porém, o mecanismo no interior desses insetos que faz com que detectem os odores, e então piquem os homens, é algo que começou a ser desvendado por cientistas americanos das universidades Yale e Vanderbilt – o relato da experiência está publicado na edição de 4 de fevereiro da revista Nature.

No artigo, os pesquisadores descrevem a descoberta de mais de duas dúzias de receptores em mosquitos transmissores da malária que detectam o suor do homem. Os autores acreditam que a descoberta pode ajudar a combater a doença. Com a descoberta dos receptores, eles cogitam ser possível “oferecer” novos alvos para repelir, confundir ou então atrair os insetos para armadilhas.

“O mundo precisa desesperadamente de novas maneiras para controlar esses mosquitos que se mostrem eficientes, baratas e não prejudiciais ao meio ambiente. Alguns desses receptores podem se tornar alvos excelentes para o controle do comportamento desses mosquitos”, disse John Carlson, professor em Yale e líder da pesquisa.

Os primeiros receptores de odores em insetos foram identificados por Carlson em 1999, em pesquisa com a mosca-da-fruta. Foi a partir de então que o grupo começou a usar esse inseto para estudar como funciona o sistema olfatório do mosquito Anopheles gambiae, causador Da malária.

Na experiência que desenvolveram em seguida, eles usaram moscas geneticamente modificadas sem os receptores de odores e, em seguida, ativaram genes de 72 receptores olfativos do anófeles em células da mosca modificada. A combinação dos dois insetos foi então exposta a diversos tipos de dores e as respostas relacionadas a cada receptor foram analisadas.

Os cientistas notaram então, respostas mais fortes em 27 desses receptores, que estavam relacionadas a componentes químicos encontrados no suor humano. Agora os cientistas pretendem identificar compostos que sejam capazes de confundir esses receptores e, com isso reduzir a capacidade do inseto de picar o homem, ou então atrair os insetos para armadilhas. (Fonte: Agência Fapesp – 4.02.10)

Aids no correio
O Ministério da Saúde, junto com o Ministério das Comunicações e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) dão início na próxima semana à campanha “Correios contra a Aids”, com a qual o país irá aderir à campanha mundial da União Postal Universal de prevenção e combate à doença. Estimativa da ECT, calcula que 660 mil agências de correios em todo o mundo irão se integrar à campanha quando ela for expandida – o programa teve início em meados do ano passado, quando cerca de 24 mil postos deram início à exibição e distribuição de material informativo sobre o HIV/Aids, o que agora também irá ocorrer no Brasil. Para promover a campanha vão ser confeccionados cartões postais sobre o tema que serão distribuídos por 150 agências brasileiras dos Correios. Também está previsto o envio de 800 mil mensagens sobre a doença por mala direta postal domiciliária. Serão distribuídos, ainda, 15 mil panfletos e expostos mil cartazes em pontos estratégicos em diversos estados.
(Fonte: Agência Brasil – 3.02.10)

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Novas vacinas na rede pública
Duas novas vacinas passarão a integrar o calendário básico de vacinação na rede pública de saúde do país: a pneumocócica 10-valente e a anti-meningococo. No caso da primeira (que impede a bactéria pneumococo) a proteção se faz contra meningites e pneumonias, sinusite e inflamações no ouvido, entre outras doenças. A outra, como o nome diz, imuniza conta a doença meningocócica. O Ministério da Saúde informa que a pneumocócica 10- valente, já estará disponível em março em todo o território nacional e a segunda se integra ao programa de vacinação a partir de agosto. No primeiro ano após a implementação das novas vacinas, elas serão aplicadas em crianças menores de dois anos; em seguida, entram no calendário básico de vacinação para menores de 1 ano. A estimativa de técnicos do Ministério é de que, em 2015, sejam evitadas cerca de 45 mil internações anuais por pneumonia. Eduardo Hage, da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do ministério acredita que a imunização irá contribuir para reduzir o quadro da mortalidade infantil no Brasil.
(Fonte: Portal da Saúde – 1.02.10)

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Bromélias sem dengue
Bromélias e a proliferação do mosquito causador da dengue: essa relação que se estabeleceu entre a planta e o inseto não existe de fato. A conclusão é de um estudo de pesquisadores e técnicos do Instituto Oswaldo Cruz e da Escola Nacional de Saúde Pública, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Rio de Janeiro, e do Instituto de Pesquisa Jardim Botânico, também daquela cidade. Para o trabalho os cientistas capturaram durante quase um ano cerca de 3 mil espécimes de mosquitos encontrados em 120 bromélias de dez diferentes espécies de plantas existentes no Jardim Botânico – o parque fica próximo do bairro da Gávea, considerado área endêmica da dengue naquela cidade. Os resultados mostraram que os mosquitos que causam a dengue raramente são encontrados nessas plantas – as bromélias avaliadas foram expostas a chuvas e não foram tratadas com nenhum tipo de inseticida nem durante a pesquisa nem em dez meses anteriores a ela. Por isso mesmo os pesquisadores afirmam que elas não podem ser consideradas problema para o controle da doença. A hipótese levantada pelos cientistas é que os insetos causadores da doença encontrados nas bromélias podem estar sim, relacionados aos altos níveis de infestação na área, mas as plantas não são responsáveis pelo fato.
(Fonte: Fiocruz – 26.01.10)

Erosão dentária está presente em mais de 50% das crianças entre 3 e 4 anos

Mais da metade das crianças em idade pré-escolar enfrentam problemas de erosão dentária. A constatação é de uma pesquisa da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo conduzida pela dentista Christiana Murakami – a conclusão baseia-se em uma pesquisa com 967 crianças de idades entre 3 e 4 anos com dentição não definitiva (dentes de leite) da cidade de Diadema, município da Grande São Paulo.

“Em 51,6% dos participantes do estudo já havia desgaste patológico por erosão, sendo que a maioria das lesões encontrava-se em estágio inicial, acometendo o esmalte dos dentes”, explica a dentista. “Trata-se de um número alarmante, devido a pouca idade das crianças”, completa Christiana. De acordo com a dentista, a erosão dentária ainda é pouco conhecida no Brasil.

“Muitos dentistas não sabem o diagnóstico preciso e o tratamento correto”, afirma. Para ela, a ocorrência de erosão tem aumentado entre crianças e jovens, inclusive em idade pré-escolar, pela mudança de hábitos alimentares e a maior frequência de distúrbios gastrointestinais. No trabalho da pesquisadora, foram realizadas entrevistas com os pais, para identificar os principais fatores associados à ocorrência do problema.

“Entre os fatores intrínsecos, verificou-se maior número de casos quando há refluxo gastroesofágico frequente relatado. Basta o refluxo chegar ao esôfago para alterar o pH salivar e a acidez afetar os dentes”, explica a dentista. No caso dos fatores extrínsecos, a pesquisa identificou que eles estão relacionados com a dieta.

“O consumo de refrigerantes mais de duas vezes ao dia e o de sucos ácidos nos dois dias anteriores ao levantamento mostram-se indicadores de risco da doença”, explica Christiana. “Até mesmo um suco de frutas naturais, espremidas na hora, expõe os dentes aos malefícios dos ácidos”.

A dentista alerta que os sucos industrializados, muito consumidos pelos pré-escolares, apresentam maiores riscos, pois também possuem ácidos que são adicionados durante a elaboração do produto. “Uma das medidas de prevenção indicadas é restringir o consumo de bebidas ácidas e, quando for consumi-las, preferir bebidas geladas e ingeri-las com o uso de um canudo, posicionado na língua e não a frente dos dentes”, orienta.

Entre as medidas preventivas a dentista também recomenda que as crianças não escovem os dentes imediatamente após a ingestão de sucos ácidos e refrigerantes e em caso de vômito. “Como os ácidos ainda estão em contato com os dentes, amolecendo o seu esmalte, o uso da escova provocará abrasão e desgastará ainda mais o esmalte”, argumenta. “O ideal é esperar ao menos dez minutos e fazer um bochecho com água ou enxaguatório bucal neutro antes da escovação”.
(Fonte: Agência USP de Notícias – 21.01.10)

O fim da broca?
Pode ser o fim do temor que os dentistas provocam em inúmeras pessoas se uma tecnologia apresentada por cientistas alemães mostrar-se, de fato, sem riscos. Ela é feita a base de jatos de plasma e, segundo os pesquisadores daquele país, reduziu consideravelmente a dor e o desconforto causados pelos tratamentos convencionais com broca. O estudo foi realizado pela Universidade de Saarland e está publicado na revista especializada Journal of Medical Microbiology. Os cientistas descobriram que o tratamento com jatos de plasma destruiu as bactérias em dentes infectados. Segundo Stefan Rupf, que liderou o estudo, a baixa temperatura do plasma matou os micróbios e preservou o dente. “Atualmente há muito progresso no campo da medicina com uso de plasma e o tratamento clínico para cavidades dentais pode ser esperado para dentro de três a cinco anos”, previu Rupf.
No tratamento dentário convencional, a broca é usada para limpar a bactéria alojada em uma cavidade no dente, uma cárie, antes de preencher a cavidade. A equipe alemã usou o jato de plasma com o mesmo propósito e constatou que o novo procedimento é capaz de fazer a limpeza de forma rápida e eficaz, mesmo quando a bactéria estava alojada na dentina, a principal parte do dente, abaixo do esmalte.
(Fonte: BBC Brasil – 21.01.10)

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Alerta para sibutramina
A sibutramina, substância usada em remédios para emagrecimento, motivou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a emitir alerta ao profissionais de saúde em razão do aumento de riscos cardiovasculares nos pacientes tratados com a droga. A orientação tomou como base um estudo denominado Scout (Sibutramine Cardiovascular Outcomes), realizado em 2009 que indicou o risco da ocorrência de infarto do miorcádio, derrame e parada cardíaca em usuários da substância - o estudo apontou que essas chances são 16% mais elevadas nesses pacientes do que naqueles tratados com placebo. A Anvisa recomendou a contra indicação da sibutramina em: pacientes que apresentem obesidade associada à existência, ou antecedentes pessoais, de doenças cardio e cerebrovasculares; pacientes que apresentem Diabetes Mellitus tipo 2, com sobrepeso ou obesidade e associada a mais um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. A Anvisa também informou que a Câmara Técnica de Medicamentos fará nova avaliação do estudo. O objetivo é investigar os níveis de segurança em pacientes com perfis diferentes dos já estudados – o resultado poderá, eventualmente, levar a agência a determinar outras medidas restritivas ao uso. Na Europa, estão suspensas as venda dos remédios com a sibutramina. No Brasil, os remédios Meridia e Reductil, do laboratório Abbot contêm a substância. No decorrer da semana, a empresa divulgou nota esclarecendo que a substância apresenta relação de risco-benefício positiva quando utilizada adequadamente.
(Fonte: Anvisa – 27.01.10)

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Glúten e doença celíaca
Embalagens de alimentos que contenham glúten devem, além dessa informação, informar sobre a doença celíaca, problema que afeta as pessoas que apresentam intolerância a essa substância, presente em alimentos que usam derivados de trigo, cevada e aveia. A determinação é da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), atendendo pedido do Ministério Público de Minas Gerais – anteriormente o Tribunal de Justiça daquele estado considerara ser inviável que todos os produtos contivessem informações sobre os inconvenientes que podem causar às pessoas com essa intolerância. Para o Ministério Público, os celíacos têm direito a serem informados e advertidos claramente dos riscos dos produtos e que apenas a expressão “contém glúten” seria insuficiente. O consumo de glúten em pacientes celíacos pode acarretar em problemas como diarreia e perda de peso.
(Fonte: Agência Brasil – 27.01.10)

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Gripe H1N1: vítimas fatais
Obesidade, diabetes e colesterol: esse é o perfil de possíveis vítimas fatais da gripe suína, doença que ocupou as manchetes de jornais e revistas de todo o mundo desde o final de 2008. Esse retrato surgiu de um estudo do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo – segundo o estudo, o risco de morte para essas pessoas é 7,5 vezes mais alto que aquelas que não apresentam essas condições – que analisou os mais de 10.200 casos da doença notificados nos municípios paulistas até o início de dezembro de 2009. O cálculo utiliza ferramentas de estatística, e leva em consideração dados sobre óbito e cura de pacientes, segundo as informações da ficha de notificação. De acordo com o levantamento de 196 pacientes com gripe A H1N1, com informação positiva de doença metabólica no Estado, 60 morreram. Já entre os imunodeprimidos (portadores de câncer e HIV, por exemplo), as chances de óbito são 4,17 maiores, em relação a pessoas com a gripe A H1N1 e que não possuem tais condições. Foram 265 casos de pacientes com essas condições, dos quais 54 morreram.
Entre as mulheres grávidas, o risco de morte para aquelas que estão no segundo ou terceiro trimestre de gestação é 4,3 vezes maior do que para aquelas no primeiro trimestre.
(Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo – 22.01.10)

Cientistas criam método inovador para tratar arteriosclerose

Um novo caminho para tratar doenças cardíacas. Essa é a possibilidade que cientistas americanos acreditam ter chegado ao criarem uma molécula capaz de localizar artérias endurecidas (arteriosclerose) e tratá-las. Denominadas pelos autores de nanorrebarbas (do inglês nanoburrs), essas moléculas, dizem os pesquisadores, conseguiriam identificar as células danificadas nas paredes das artérias e liberar drogas para tratamento apenas nessas áreas.

Realizada por cientistas do Massachusetts Institute of Technology (MIT), a pesquisa foi publicada na mais recente edição da revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). De acordo com Robert Langer, participante do estudo, o método, que usa nanopartículas poderia ser empregado em todos os casos nos quais um tecido celular estivesse comprometido de maneira semelhante, inclusive em alguns tipos de câncer e de doenças inflamatórias.

No caso do endurecimento das artérias que suprem o coração, o processo pode levar a bloqueios na corrente sanguínea e, em consequência, a ataques cardíacos. Atualmente, a solução mais comum para o problema é o uso de pequenos balões de ar para abrir as artérias - depois, elas são preenchidas com tubos (stents), que as mantêm abertas. O processo costuma, porém, provocar rápido crescimento do tecido ao redor do stent, o que pode levar a novo bloqueio da artéria.

Fazer com que esses stents liberem remédios para tentar controlar o crescimento do tecido em volta dos tubos é o que os médicos vêm tentando para melhorar o procedimento. O que a técnica criada pelos pesquisadores do MIT promete é a de aplicar as drogas no local exato, aumentando, portanto, sua eficiência. Os nanoburrs são cobertos com proteínas capazes de se ligar apenas às estruturas nos vasos sanguíneos (membranas basais).

As tais membranas são expostas apenas quando a parede da artéria está danificada - por isso apenas seções danificadas dos vasos sanguíneos são alvos das nanopartículas. Uma vez que as nanopartículas estejam ligadas às células danificadas, ocorre uma reação para liberar os medicamentos por um período de até 12 dias. Apesar de promissora, os especialistas advertem que pode levar vários anos para que a técnica comece a ser testada em humanos.
(Fonte: BBC Brasil – 19.01.10)

Importação de medicamentos
Interessados em encaminhar sugestões à proposta de resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que trata das regras de Autorização de Funcionamento para empresas importadoras de medicamentos têm até o dia 20 de fevereiro para se manifestar. A proposta de resolução, publicada em 20 de janeiro, estabelece que a importação de remédios só possa ser realizada por empresa que detenha junto à agência Autorização de Funcionamento para a atividade. Determina, ainda, que só podem ser importados medicamentos “terminados” e em sua embalagem final, cujos lotes devem ter sido submetidos a ensaios de controle de qualidade. A responsabilidade pela qualidade, eficácia e segurança dos medicamentos é da importadora, que deve possuir laboratório de controle de qualidade e local de armazenamento próprio. A proposta está disponível para consulta no site da Anvisa, no link Consulta Pública. As contribuições devem ser encaminhadas por escrito, em formulário próprio, para a Gerência-Geral de Inspeção e Controle de Insumos, Medicamentos e Produtos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no endereço SIA Trecho 5, Área Especial 57, Brasília- DF, CEP 71.205-050; por fax: (61) 3462-5702; ou por e-mail cp01.2010@anvisa.gov.br.
(Fonte: Anvisa – 21.01.10)

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Inimiga do HCV
Neutralizar a reprodução do vírus da hepatite C foi o feito que cientistas norte-americanos anunciaram ter conseguido – o relato da experiência foi publicado em 20 de janeiro na edição on-line da revista Science Transnational Medicine. A descoberta representa potencial melhoria no tratamento da principal causa de câncer de fígado nos Estados Unidos. Em experimentos in vitro, os pesquisadores conseguiram identificar uma proteína essencial para a reprodução do HCV, causador da hepatite C e também tiveram êxito em sintetizar essa proteína de forma a que ela tivesse potencial para destruir a habilidade reprodutiva do vírus – nela os cientistas identificaram compostos que previnem a reprodução ou o agrupamento do HCV. Jeffrey Glenn, professor de gastroenterologia e hepatologia e diretor do Centro de Hepatite e Engenharia do Tecido Hepático da Universidade de Stanford, estabelece o período de um ano a 18 meses de exames pré-clínicos e em animais antes que a Food and Drug Administration (FDA) aprove esse tipo de compostos para uso em seres humanos. A expectativa é de que se os novos compostos tiverem resultarem efetivos em pacientes com o HCV, eles possam ter um papel significativo na luta contra a tendência do vírus de rapidamente adquirir resistência aos tratamentos.
(Fonte: Uol Ciência e Saúde/France Presse – 21.01.10)

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Celular contra Alzheimer
Telefones celulares emitem ondas eletromagnéticas e essas ondas já causaram polêmica a respeito de sua possível repercussão na saúde de usuários. Por isso mesmo, não deixa de ser surpreendente o relatório de autoria de cientistas da Universidade da Flórida, publicado no Journal of Alzheimer's Disease, informando que ondas eletromagnéticas semelhantes a dos celulares se mostraram eficazes no tratamento do mal de Alzheimer. Os cientistas levantaram a hipótese depois de realizar experiências com 100 ratos. “Ficamos surpresos em descobrir que a exposição protegeu a memória de ratos que estariam condenados ao Alzheimer”, afirmou Gary Arendash, professor do centro de pesquisas. “O mais assombroso foi constatar que as ondas revertiam o desequilíbrio na memória dos ratos”, completou. De acordo com os pesquisadores, nos roedores as ondas eliminaram e preveniram a formação das camadas de proteína beta-amilóide, características da doença. Na experiência, os cientistas induziram os animais a desenvolverem o Alzheimer e os trancaram em uma gaiola onde eles ficaram durante nove meses expostos às ondas similares a de um telefone celular – a memória dos animas não foi afetada e também não houve sinais de demência. Nos ratos mais velhos com problemas de memória, eles desapareceram. Para os cientistas, o fato sugere a possibilidade de alcançar efeito similar em humanos.
(Fonte: Uol Ciência e Saúde/Efe – 6.01.10)

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Avelós no combate ao câncer
A avelós, uma planta de origem africana comumente encontrada nas regiões norte e nordeste do Brasil (também conhecida como coroa-de-cristo), está sendo analisada para uso no tratamento de câncer de mama. Os testes com o medicamento produzido a partir da planta começaram no final de dezembro. A pesquisa está sendo realizada pelo Instituto Israelita de Estudo e Pesquisa (Hospital Albert Einstein, de São Paulo) junto com a PHC Pharma Consulting, empresa de consultoria especializada em indústria farmacêutica. Uma parte das substâncias encontrada na planta foi isolada e, em testes com células e animais, se mostrou eficiente – por isso, o mesmo princípio ativo será ministrado em humanos. A nova etapa do estudo está estimada em seis meses. Auro Del Giglio, coordenador de área de oncologia do hospital paulista acredita ser possível isolar outras substâncias da planta que poderão ter eficácia contra outros tipos de câncer. Apesar dos possíveis benefícios do vegetal, Giglio adverte para que as pessoas não usem o avelós por conta própria. “É importante que as pessoas evitem utilizá-lo de forma empírica, porque não sabemos se funciona, alerta.
(Fonte: Agência Brasil – 4.01.10)

Substância extraída do óleo de copaíba combate a tuberculose

Uma substância extraída do óleo de copaíba, planta originária da Amazônia, pode vir a ser empregada no tratamento da tuberculose. O principio ativo extraído do óleo está sendo analisado para que venha a ser a base de um medicamento fitoterápico para tratar a doença – em testes in vitro (realizados com células que reagem contra elementos estranhos ao corpo) e experiências in vivo, com camundongos, os resultados foram promissores.

A experiência está sendo conduzida pela equipe da cientista Maria das Graças Henriques, do Laboratório de Farmacologia Aplicada do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com pesquisadores do Departamento de Farmácia da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto e está na fase tecnicamente chamada de toxicologia aguda.

Reconhecida como planta medicinal, há anos a copaiba é utilizada na medicina popular e vários experimentos científicos têm sido realizados para verificar sua ação anti-inflamatória. No caso do estudo da Fiocruz e do Departamento de Farmácia da USP Ribeirão Preto, os pesquisadores isolaram um dos princípios presentes no óleo e notaram que ele apresentava ação contra a tuberculose. Até o final de 2010, a equipe pretende finalizar o dossiê pré-clínico para então solicitar a autorização para testes com humanos.

Maria das Graças considera um problema a resistência existente em relação ao uso de fitoterápicos no tratamento da tuberculose. Ela lembra que deve haver controle rígido uma vez que pode haver mudança na quantidade de matéria-prima presente em cada planta. “Muitas vezes, a quantidade da substância que encontramos em uma planta de determinada região não é a mesma que encontramos em outra. As condições climáticas e do ambiente influem e por isso nem se pensa em fitoterápicos para tratamento da tuberculose”, esclarece.

A pesquisadora lembra que medicamentos para a tuberculose têm que ser baratos, já que ela atinge principalmente a população de baixa renda. No Brasil, o controle da doença é feito pelo governo federal, que distribui medicamentos gratuitamente pela rede pública. A tuberculose figura no rol das chamadas doenças negligenciadas – estima-se que 1/3 da população mundial esteja infectada pelo agente causador e que a doença mate quase 2 milhões de pessoas anualmente.
(Fonte: Agência Fapesp – 6.01.10)

PSA falso positivo
Considerado fundamental pelos especialistas para a detecção precoce do câncer de próstata, o exame que verifica o Antígeno Prostático Específico (PSA, na sigla em inglês) está sujeito à falhas. De acordo com um estudo europeu recentemente publicado na revista científica britânica British Journal of Câncer, um em cada oito homens submetidos ao teste e avaliados como positivos não está, na realidade, doente. O resultado falso positivo costuma levar a procedimentos invasivos (é o caso, por exemplo, das biópsias) e a tratamentos desnecessários. Sobre os resultados da pesquisa, a entidade beneficente britânica Câncer Research UK, que promove pesquisas sobre o câncer, ponderou que os pacientes deveriam discutir os aspectos positivos e negativos do teste com seus médicos.
(Fonte: BBC Brasil – 12.01.10)

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Poluição e infertilidade
Mulheres que não conseguem engravidar e têm companheiros que trabalham como taxistas ou motoristas de ônibus em cidades com altos índices de poluição podem encontrar a resposta para o problema na profissão deles. A dedução é de um estudo do urologista Jorge Hallak, coordenador da Unidade de Toxicologia Reprodutiva e de Andrologia do Hospital das Clinicas da FMUSP, que concluiu ser a poluição uma das causas modernas da infertilidade masculina. Hallak avaliou 748 trabalhadores que inalaram o ar de grandes vias públicas. “Aqueles que respiram muita poluição têm maior concentração de radicais livres no sangue, o que causa um esperma de qualidade inferior até mesmo ao de homens inférteis”, afirma o especialista. Os números mostram que dos 748 pesquisados, 500 apresentaram algum tipo de alteração na fertilidade. O motivo, segundo o especialista, é a grande quantidade de metais pesados presentes na gasolina nacional, o que afeta diretamente o organismo. A curto prazo, considera Hallak, a solução é apenas paliativa: “uso de máscaras com filtros já evitaria boa parte do problema”, assegura. Além da poluição outros fatores podem causar a deficiência, entre eles o estresse, tabagismo, obesidade, sedentarismo e uso de anabolizantes. O médico diz que, em geral, os tratamentos para a infertilidade são simples e rápidos, mas que é preciso que hábitos ruins fiquem no passado.
(Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo – 12.01.10)

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Anvisa no controle dos radiofármacos
Medicamentos produzidos com finalidade diagnóstica ou terapêutica fabricados a partir de substâncias radioativas e de uso restrito a hospitais e clínicas especializadas devem ser registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A RDC 64/09 que trata do assunto foi publicada pela agência no final de dezembro – ela também estabelece os critérios para a realização dos estudos clínicos (intervenções em seres humanos) e para o cumprimento de exigências anteriores ao registro. Outra resolução da mesma data (RDC 63/09) fixa os requisitos mínimos a serem observados na fabricação dessas substâncias e a preparação delas em hospitais, radiofarmácias centralizadas e centros de tomografia por emissão de pósitrons (antipartícula do eléctron). Seleção e capacitação dos trabalhadores, movimentação entre as áreas radioativas e não radioativas são alguns dos aspectos dos quais trata a RDC 63/09.
(Fonte: Anvisa – 7.01.10)

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Ex-fumantes: diabetes à espreita
Se você deixou de fumar e engordou convém também alterar seus hábitos alimentares pois o risco de desenvolver o diabetes do tipo 2 aumenta em até 70%. A constatação é de um estudo de pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, no estado de Maryland, Estados Unidos. Para chegar à conclusão, os cientistas monitoraram, durante 17 anos, 10. 892 adultos de meia idade. O resultado publicado na revista Annals of Internal Medicine, mostra que os ex-fumantes apresentam 70% mais riscos de desenvolver a doença que aqueles que nunca fumaram. O estudo apontou ainda que o risco de desenvolver essa forma de diabetes é mais alta nos três primeiros anos após o abandono do tabagismo. É sabido que ex-fumantes tendem a engordar uma vez que o cigarro atua como inibidor do apetite. Os cientistas destacaram que os resultados não devem servir como desculpa para que o fumante não abandone o vício, uma vez que, quem fuma, corre mais riscos de desenvolver uma série de doenças, inclusive o diabetes. A pesquisa apenas evidencia a importância do controle do peso quando a pessoa deixa de fumar.
(Fonte – BBC Brasil – 5.01.10)

Substância pode duplicar poder de imunização de vacina contra gripe suína

Uma substância que pode dobrar o poder de imunização da vacina contra o vírus causador da gripe suína começaria a ser testada, em São Paulo, nas primeiras semanas de janeiro. O Instituto Butantan é quem iria realizar os ensaios clínicos com a substância adjuvante, que foi desenvolvida e patenteada por aquela instituição - em testes com outras vacinas, a substância já tinha se mostrado eficiente. “Com esse produto, a vacina fica com o poder imunogênico duplicado, ou seja, com metade da dose, imuniza-se uma pessoa”, explicou o secretário de Saúde do estado de São Paulo, Luiz Roberto Barradas Barata.

Para dar início aos procedimentos clínicos, o instituto esperava a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o secretário tinha a expectativa de que ela ocorresse rapidamente de forma que o início da produção da vacina com a substância adjuvante pudesse ocorrer ainda em março. A previsão do secretário é que a campanha nacional de vacinação, que, em geral, começa entre os meses de março e abril, já conte com doses da vacina que contenham a substância duplicadora.

O resultado econômico disso seria reduzir pela metade o custo das vacinas. Até o momento, o Butantan não tem capacidade de produzir totalmente a vacina contra o vírus da gripe A, causador da doença, a partir de uma cepa – o instituto prevê apenas para 2011 a conclusão da fábrica que lhe dará autonomia nesse tipo de medicamento. Se a substância adjuvante apresentar a mesma eficiência já registrada em outras situações, as vacinas produzidas em outros países, como França e Estados Unidos, poderiam ser replicadas.
(Fonte: Agência Brasil – 5.01.10)

Registro único
Está aberta na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Consulta Pública 95/09 que pretende criar a notificação eletrônica de alimentos isentos da obrigatoriedade de registro, ao mesmo tempo em que amplia o número de produtos isentos. A proposta é que as empresas informem no site da Anvisa todos os alimentos isentos de registro que produzem e comercializam – atualmente as empresas comunicam o início de fabricação dos produtos dispensados da obrigatoriedade de registro apenas aos órgãos de vigilância sanitária local. De acordo com Maria Cecília Brito, diretora da Anvisa , a notificação eletrônica substituirá essa comunicação de início de fabricação e terá um banco de dados unificado sobre esses produtos no Brasil. A notificação vai gerar automaticamente um número (protocolo) do alimento e essa informação ficará disponível para consulta no sítio eletrônico da Anvisa para todos os atores envolvidos: Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, consumidores e setor produtivo. Também consta da mesma consulta pública a isenção da obrigatoriedade de registro para 21 categorias de alimentos – entre eles, palmito, sal, água mineral e adoçantes dietéticos. Com essa ação, a Agência pretende reduzir em cerca de 50% a análise de pedidos de registro na área de alimentos, o que possibilitará a concentração de esforços em outras ações para o controle sanitário de alimentos. A consulta ficará aberta por 90 dias. Interessados em participar deverão encaminhar as sugestões por escrito para um dos seguintes endereços: Agência Nacional de Vigilância Sanitária / Gerência Geral de Alimentos / Gerência de Produtos Especiais, SIA Trecho 5, Área Especial 57. Caixa Postal 11617, Brasília -DF, CEP 71205-050 ou para o Fax: (61) 3462-5315 ou para o e-mail: registro.alimentos@anvisa.gov.br.
(Fonte: Anvisa – 22.12.09)

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Nova rotulagem
Publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 23 de dezembro, a RDC 71/09 estabeleceu novas regras para a rotulagem de medicamentos no Brasil. De acordo com a agência, a intenção é de tornar os rótulos mais claros e úteis para a sociedade. Uma das inovações refere-se à obrigatoriedade da apresentação do nome do medicamento em braile – a medida irá garantir segurança no uso dos medicamentos pelos portadores de deficiência visual. Outra novidade diz respeito às informações contidas nas caixas e cartuchos como o número de lote e as datas de validade e fabricação que, agora, deverão ser impressas em tintas coloridas – a impressão em baixo ou alto relevo está proibida. Os rótulos deverão trazer ainda, alertas sobre cuidados de conservação e tempo de validade reduzido após a abertura das embalagens. A RDC também só permite usar figuras nas embalagens caso elas tenham a finalidade de auxiliar no uso do remédio. As empresas terão 540 dias para colocarem as novas embalagens no mercado.
(Fonte: Anvisa – 23.12.09)

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Em alta no SUS
A homeopatia, as plantas medicinais e a acupuntura, entre outras práticas médicas não convencionais, estão em alta nos tratamentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No caso da acupuntura, por exemplo, foram realizados 97.240 procedimentos em 2007 e, no ano seguinte, esse número passou para mais de 216.500. O SUS atribui o crescimento à criação, em 2006, da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) - ela recomenda ações e serviços para a prevenção de agravos na saúde, a promoção e a recuperação, além de propor o cuidado continuado, humanizado e integral na saúde, com ênfase na atenção básica. A homeopatia, outro tratamento oferecido pelo SUS, os atendimentos ultrapassaram a marca de 312.000 mil em 2007. De acordo com a coordenador da PNPIC, Carmem De Simoni, com a institucionalização das práticas não convencionais no muitos estados e municípios tiveram suas ações fortalecidas. “A PNPIC prioriza a promoção da saúde e promove acesso da população a práticas antes restritas a área privada”, analisa Carmem.
(Fonte: Portal da Saúde – 4.10.10)

Médicos reprovados

Decepcionante. A expressão é de Bráulio Luna Filho, coordenador do exame realizado pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), ao comentar os resultados da prova realizada esse ano para avaliar o desempenho dos estudantes do sexto ano de cursos de medicina de São Paulo. Dos 621 alunos que fizeram a prova, mais da metade (56%) foram reprovados. “É uma decepção ter pessoas que, depois de seis anos, não conseguem ser aprovadas em uma prova que é de nível médio para fácil. O exame exige o mínimo que é preciso saber para ser médico, resolver coisas simples”, afirmou Luna. O exame do Cremesp não é obrigatório, mas seus resultados são considerados estatisticamente relevantes – em torno de 25% dos formandos participam da avaliação. O conselho quer torná-lo obrigatório e ampliar sua abrangência para todo o país.
(Fonte: Agência Brasil – 15.12.09)

Tecnologia chinesa para o Brasil
A missão brasileira que esteve na China na primeira quinzena de dezembro com o objetivo de estreitar relações comerciais na área de saúde apresentou como um de seus primeiros resultados um acordo de transferência de tecnologia do laboratório chinês Shangai Biomabs à empresa nacional EMS. A colaboração irá permitir a fabricação no Brasil de seis produtos biotecnológicos de última geração – entre esses remédios estão medicamentos de alto custo empregados no tratamento de câncer, artrite reumatóide e osteoporose. O Etanercepte, remédio usado no tratamento da artrite reumatóide é o primeira da lista. O Ministério da Saúde estima que o medicamento custe anualmente cerca de R$ 80 milhões aos cofres públicos. Para o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que integrava a missão, a entrada de uma empresa brasileira nesse mercado ampliará a concorrência e deverá levar à redução do preço, uma vez que hoje ele é fornecido ao Brasil por apenas uma fabricante multinacional.
(Fonte: Fiocruz: 10.12.09)

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Baixa proteção
A imensa maioria das pessoas que não fuma não está, ainda, imune aos males causados pelo tabagismo. A conclusão é de um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado em 9 de dezembro. De acordo com o documento 94,6% da população mundial ainda não está protegida contra o fumo passivo. Esse é o segundo relatório divulgado pela OMS e aponta ligeira melhora nessa “proteção” - em 2007, apenas 3,1% da população mundial tinha o escudo das leis antifumo, que proíbem fumar em locais de trabalho, restaurantes, bares e outros ambientes públicos fechados. “Apesar de significar um progresso, o fato de que mais de 94% das pessoas ainda não estão protegidas por leis antifumo abrangentes mostra que é preciso trabalhar mais", disse Ala Alwan, diretor-assistente para Doenças Não Transmissíveis e Saúde Mental da OMS, ao comentar o relatório.
(Fonte: BBC Brasil – 9.12.09)

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Benefício até para quem não fuma
Banir o cigarro de ambientes de trabalho, restaurantes e outros locais fechados beneficia os fumantes passivos, mas também os ativos. A constatação é do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas da USP com base em um estudo de avaliação do impacto da Lei Antifumo, instituída em São Paulo há cerca de 4 meses. Desde a implementação da lei, a concentração de monóxido de carbono (CO), nesses ambientes caiu de 5 partes por milhão (ppm) para 1 ppm. A cardiologista Jaqueline Scholz Issa, coordenadora da pesquisa compara a situação a sair de um período de horas parado em um túnel congestionado de carros, numa capital poluída como São Paulo, para o ar respirado em um parque arborizado. Em ambientes parcialmente fechados e abertos, a Vigilância Sanitária (parceira do Incor na pesquisa) registrou, na primeira medição, respectivamente 4 ppm e 3 ppm. Na segunda medição, três meses depois, esses mesmos locais apresentaram registros médios de apenas 1 ppm de CO (um dos principais componentes presentes na fumaça do cigarro) no ambiente. Pelo estudo do Incor a melhora na qualidade no ar melhora até mesmo a saúde dos fumantes. Na medição antes de a lei entrar em vigor, em 6 de agosto deste ano, o ar expelido por garçons fumantes apresentou nível médio de 14 ppm de monóxido de carbono — extremamente danoso para a saúde cardiovascular. Doze semanas depois, as mesmas pessoas submetidas ao mesmo exame apresentaram média de 9 ppm. Para garçons não-fumantes, o impacto positivo é ainda maior — passaram de um índice de 7 ppm para 3 ppm. O trabalho do Incor é o primeiro no mundo a utilizar a variável biológica monóxido de carbono como indicador de redução de risco de exposição ambiental à fumaça do cigarro.
(Fonte – Agência USP de Notícias – 9.12.09)

Valor movimentado ao ano por saúde alcança quase R$ 140 bilhões

Quase R$ 140 bilhões de reais foram movimentados no Brasil pelas atividades econômicas relacionadas à saúde no ano de 2007. O cálculo é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e faz parte da pesquisa Conta Satélite Saúde Brasil. O estudo reúne informações sobre a produção, consumo e comércio exterior de bens e serviços ligados à área, assim como sobre o trabalho e a renda nas atividades que ela gera. Do total de valores movimentados (R$ 137,9 bilhões), a maior fração corresponde ao setor da saúde pública com 32,5%.

De acordo com o estudo do IBGE, logo depois estão as atividades relacionadas com atenção à saúde com 19,7% – enquadram-se nessa categoria clínicas privadas, ambulatórios e centros de diagnósticos, entre outros. O comércio de produtos farmacêuticos, ortopédicos e odontológicos responde por 12,8%. Os dados foram apresentados pelo IBGE em 9 de dezembro – a pesquisa, que foi publicada pela primeira vez (trata-se de uma extensão do Sistema de Contas Nacionais do IBGE), irá permitir acompanhar anualmente a evolução do segmento.

Outro dado da pesquisa diz respeito aos postos de trabalho vinculados às atividades de saúde. O levantamento mostra que, em 2007, o setor acumulava 4,2 milhões de empregos – em 2005, eram cerca de 3,8 milhões de vagas. No quadro geral de empregos do país, em 2007, a participação do setor era de 4,4%. Entre 2005 e 2007, foram abertos 335 mil postos de trabalho no segmento, principalmente no comércio de produtos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e odontológicos.    

A renda média mais alta no segmento de saúde é a dos trabalhadores das atividades de atendimento hospitalar - médicos, enfermeiros da rede privada, entre eles.

Pelas contas apresentadas pelo IBGE, as despesas do governo com serviços de saúde pública saltaram de R$ 70,4 bilhões em 2005 para R$ 93,4 bilhões em 2007. O crescimento de 32,5% representou uma elevação de participação do setor na geração do Produto Interno Bruto (PIB) que passou de 3,3% para 3,5% no período.

Para a pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), Maria Angélica Borges, que também ajudou a fazer o levantamento, a elevação dos gastos da administração pública com o setor foi significativa, apesar de ter sido de apenas 0,2 ponto percentual em relação ao PIB. “Estamos falando de uma expansão que envolve trilhões de reais”, destacou.
(Fonte: Agência Brasil – 9.12.09)

População 90% x 10% Governo
Medicamentos entregues em casa ou retirados nos postos de saúde. Apesar da ampliação de programas públicos desse tipo, os medicamentos consumidos em casa pelos brasileiros são, essencialmente, financiados pela própria família. A proporção é de 90% para as famílias, contra 10% dos programas de saúde pública. A estatística é da pesquisa Conta Satélite Saúde Brasil (veja nota acima) divulgada durante a semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Maria Angélica Borges, pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública/Fiocruz, explica que houve aumento dos gastos do governo na área entre 2005 e 2007, mas a participação da administração pública no total das despesas ficou praticamente estável no período. “A participação do governo nesse consumo esteve estável, embora as despesas com medicamento para distribuição pelo setor público tenham aumentado de R$ 3,8 bilhões para R$ 4,7 bilhões entre os dois anos”, comentou. O padrão brasileiro ainda encontra-se bastante distante do europeu. Segundo a pesquisadora, nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a administração pública responde, em média, por 70% dessas despesas.
(Fonte: Agência Brasil – 9.12.09)

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Mais café, menos câncer de próstata
Não é o caso de sair tomando baldes de café. Porém, há indícios de que a ingestão diária da bebida pode diminuir os riscos de os homens desenvolverem câncer de próstata. A pesquisa é de especialistas americanos da Harvard Medical School e foi apresentada em uma conferência da American Association for Cancer Research. O estudo apontou que homens que consomem grandes quantidades de café tinham 60% menos riscos de apresentarem tumores agressivos que aqueles que não tomam a bebida. Segundo a pesquisa, o café teria efeito na forma sobre como o organismo quebra as moléculas de açúcar e sobre os índices dos hormônios sexuais, componentes que já foram associados aos tumores de próstata em outros estudos. “Poucos fatores ligados ao estilo de vida foram associados de forma consistente aos riscos de câncer na próstata, especialmente aos riscos de formas mais agressivas da doença. Então será muito estimulante se esse vínculo for confirmado em outros estudos", disse Kathryn Wilson, uma das pesquisadoras. Os cientistas não sabem porque isso ocorre com o café. Lembram, porém, que ele contém minerais e antioxidantes que limitam danos aos tecidos causados pela liberação de energia nas células. Os pesquisadores monitoraram o consumo de café em quase 50 mil homens a cada quatro anos entre 1986 e 2006 - eles ressaltam que mais pesquisas são necessárias antes de tirar qualquer conclusão sobre os efeitos benéficos do café.
(Fonte: BBC Brasil – 8.12.09)

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Mulheres à beira de um ataque do coração
Além da estética, existem razões mais sérias para preocuparem as mulheres obesas. Estudo do Hospital Dante Pazzanese, ligado à Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo concluiu que mulheres nessas condições e hipertensas apresentam 10 vezes mais chances de sofrerem infarto que homens na mesma condição. O resultado foi obtido pelo método chamado Odds Ratio, uma análise bioestatística realizada por intermédio de cálculos matemáticos em computador. O estudo também apontou que os pacientes obesos (nesse caso homens e mulheres) tem nove vezes mais chances de apresentarem um evento cardiovascular que os pré-obesos. E os hipertensos têm 2,5 vezes mais risco que os que não têm pressão alta. O estudo avaliou 1304 pacientes do hospital maiores de 18 anos – desse total, 450 eram homens e 854 mulheres. Peso, estatura, circunferência abdominal e presença de fatores de risco como colesterol alto e hipertensão foram avaliados no início do tratamento. “O estudo reflete que a alimentação inadequada dos pacientes, rica em açúcares, gordura e sódio, pode ser a fonte primária para a elevação do risco cardiovascular, causando obesidade e hipertensão. A mudança dos hábitos alimentares é fundamental para a prevenção desses problemas”, afirma o médico nutrólogo Daniel Magnoni, responsável pelo Ambulatório de Nutrição do Dante Pazzanese.
(Fonte – Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo – 8.12.09)

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Vida mais longa
Em uma década, a expectativa de vida dos brasileiros aumentou mais de três anos - em 1998 ela era de 69,66 anos e, em 2008, cresceu para 72,86 anos. O dado consta da pesquisa Tábua Completa de Mortalidade divulgada pelo instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no início de dezembro. O estudo também verificou que a esperança de vida das mulheres no ano de 2008 era de 76,71 anos, enquanto a dos homens de 69,11. De acordo com o IBGE, o Brasil só chegará a uma média parecida com a de países como Japão, Hong Kong e Suíça (onde a vida média já é superior a 81 anos) por volta de 2040. Trata-se, no entanto, de um avanço considerável pois, em 1940, a vida média dos brasileiros não chegava aos 50 anos. O IBGE realiza anualmente a pesquisa que é usada pelo Ministério da Previdência Social como um dos parâmetros para definir o fator previdenciário das aposentadorias concedidas no país.
(Fonte: Agência Brasil – 1.12.09)

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Mortalidade infantil em queda
Além do aumento na expectativa de vida (ver nota acima), a pesquisa Tábua Completa de Mortalidade também constatou que a mortalidade infantil no país foi reduzida em 30% no período de uma década – em 2008, a taxa estava calculada em 23,3 óbitos em cada grupo de mil nascidos vivos. No período de dez anos, segundo cálculo do instituto, foram evitadas mortes de 205 mil crianças menores de 1 ano. Com esse desempenho, o Brasil se distanciou de países como Afeganistão, Angola e Serra Leoa, mas falta muito para se aproximar de nações como Islândia, Japão e Suécia, por exemplo. Um dado que impressiona no levantamento do IBGE é a mortalidade verificada entre homens jovens de 15 a 24 anos por causas externas (acidentes de trânsito, homicídios e suicídios): a média diária é de 68 óbitos.
(Fonte: Agência Brasil - 1.12.09)

Inca estima em quase 500 mil os novos casos de câncer em 2010

Quase 500 mil brasileiros serão diagnosticados como portadores de algum tipo de câncer em 2010. O cálculo é do Instituto Nacional de Câncer (Inca) e foi apresentado na segunda quinzena com base na Estimativa 2010 – Incidência de Câncer no Brasil, publicação editada pelo Inca. De acordo com o instituto, são esperados para o próximo ano 489.270 novos casos da doença, sendo o câncer de pele do tipo não melanoma (com 113.850 casos) o mais incidente.

A estimativa é produzida pelo Inca a cada dois anos a partir de informações coletadas nos Registros de Câncer de Base Populacional. Os tumores de próstata, com 52350 casos, ocupam a segunda posição. Em seguida vem câncer de mama feminino (49.240), os de cólon e reto (28.110) e o de pulmão (27.630).

 Luiz Antonio Santini, diretor-geral do Inca, disse que a estimativa permite que gestores de saúde definam que políticas devem ser implementadas, de acordo com os tipos de câncer mais incidentes em cada estado ou região.
“A estimativa mostra que a distribuição geográfica dos novos casos de câncer não é uniforme e as informações abrem oportunidades para a prevenção”, completou o diretor do Inca.

O estudo distribui esses números de várias maneiras. Na divisão por sexo, por exemplo, o Inca calcula que mulheres irão apresentar maior número de casos (253.030), fração que equivale a 51,7% das ocorrências. Cláudio Noronha, coordenador de prevenção e vigilância do Inca afirmou que, apesar de os homens adoecerem mais de câncer, o número absoluto de casos é maior entre as mulheres. “O câncer é uma doença do envelhecimento. E como a expectativa de vida entre as mulheres é mais alta, existem mais mulheres [com câncer] na terceira idade”.

Entre as mulheres também há variações de região para região – enquanto o câncer de mama (o mais incidente no país entre mulheres) prevalece nas regiões sul, sudeste, centro-oeste e nordeste, na norte a liderança entre o sexo feminino fica com o câncer do colo do útero. As taxas brutas (número de pessoas que podem desenvolver determinada doença num universo de 100 mil habitantes) também variam, mesmo quando a comparação é entre um único tipo de câncer.

Na avaliação dos dois profissionais do Inca, de 30% a 40% dos novos casos da doença poderiam ser evitados com mudanças de hábitos e redução nos comportamentos de risco, como eliminação do tabagismo, redução na ingestão de bebidas alcoólicas, proteção contra a radiação solar, prática de atividade física e alimentação equilibrada, priorizando o consumo de frutas, legumes e verduras e reduzindo o de gorduras.
(Fonte: Inca – 24.11.09)

Medicamentos rastreados
A rastreabilidade dos medicamentos comercializados no país será feita com informações armazenadas em um código de barras bidimensional que utiliza uma tecnologia chamada Datamatrix. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, em 25 de novembro, que essa será a tecnologia adotada pelo Sistema Nacional de Controle de Medicamentos. De acordo com a Anvisa, ela consegue recuperar todas as informações sobre o caminho percorrido pelos medicamentos - desde sua produção até o momento da entrega ao consumidor. Como o nome diz, o código de barras bidimensional é mais completo que o comum e pode conter milhares de informações. Todas elas serão compiladas no Identificador Único de Medicamento (IUM) que fará parte de cada embalagem de medicamento comercializado no país – a Casa da Moeda é quem irá produzir as etiquetas onde serão impressos os IUM. Para a Anvisa, a rastreabilidade irá permitir uma gestão mais eficaz dos riscos na cadeia dos produtos farmacêuticos e dará ao consumidor maior segurança.
(Fonte: Anvisa – 25.11.09)

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Quando o cigarro era “saudável”
Quase nada é, atualmente, menos recomendável para uma vida saudável que manter o hábito de fumar. Houve, no entanto, uma época em que - acredite se quiser – a publicidade associava o cigarro à saúde. Exemplos dessa estratégia que procurava convencer as pessoas a fumarem podem ser vistos na exposição Propaganda de Cigarro que está em cartaz até 17 de janeiro, na unidade da Caixa Cultural do Rio de Janeiro. São 63 anúncios criados para os fabricantes de cigarros entre as décadas de 1920 e 1950. “Mais médicos fumam Camel do que qualquer outro cigarro.” “Dê férias para a sua garganta, fume um cigarro refrescante”. "19.293 dentistas recomendam. Fume Viceroy! Nunca mancharão seus dentes!" são algumas das frases de anúncios reunidos na mostra. A exposição, que tem o apoio do Instituto Nacional de Câncer (Inca), integra as ações do Dia Nacional do Combate ao Câncer (27 de novembro). Segundo Robert Jackler, um dos médicos que selecionou as peças (extraídas de um acervo de domínio público), hoje algumas dessas propagandas podem parecer humorísticas, mas, à época, eram sérias - a indústria associava o tabaco à saúde, usando imagens de médicos, atletas e até bebês.  A Caixa Cultural fica aberta de terça a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos, das 10h às 21h. A entrada é franca. O endereço é avenida Almirante Barroso, 25, no centro do Rio de Janeiro.
(Fonte: Inca – 25.11.09)

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Insumos cadastrados
As matérias primas que entram na fabricação de remédios passarão a ser registradas na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Resolução nesse sentido (RDC 57/09) foi publicada pela agência em 18 de novembro. Na avaliação de Dirceu Raposo de Mello, diretor-presidente da agência, além de melhorar as garantias sanitárias dos medicamentos, o registro irá incentivar a indústrias nacionais do setor. “Temos casos de laboratórios públicos que, por exigência da lei, acabam comprando os insumos mais baratos, até pela metade do preço, mas que, depois, perdem boa parte da compra porque a qualidade é baixa e leva ao prejuízo”, argumenta. Com a resolução, produtores dos insumos terão que atender critérios mínimos para comercializar seus produtos. O registro terá validade de cinco anos e poderá ser revalidado por períodos iguais. Junto com a RDC, a Anvisa editou a instrução normativa 15/09 definindo prazos, cronogramas e prioridades para o registro - numa primeira etapa, deverão ser registrados vinte desses componentes. A partir de fevereiro do próximo ano, as empresas que fabricam ou importam estes insumos deverão solicitar inspeção sanitária da Anvisa para emissão do Certificado de Boas Práticas de Fabricação. O pedido de registro dos insumos terá que ser solicitado entre julho e dezembro de 2010.
(Fonte: Anvisa – 18.11.09)

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Homens descuidados
Apesar de a maior parte dos homens entre 40 e 70 anos (76%) saber que o toque retal é necessário para detectar precocemente o câncer de próstata, apenas 32% deles já realizaram o exame. O PSA, procedimento empregado para rastrear a doença é menos conhecido (54%), porém já foi realizado por 47% dos brasileiros dessa faixa etária. Os dados são da pesquisa do Datafolha Saúde Masculina: O Homem e o Câncer de Próstata, encomendada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), com o apoio da AstraZeneca que foi divulgada em 17 de novembro, data instituída como  Dia Nacional de Combate ao Câncer de Próstata. O levantamento foi feito com 1.061 homens de 10 capitais brasileiras e Distrito Federal, no período de 2 a 7 de outubro de 2009. A pesquisa apontou que 56% dos homens já fizeram algum dos exames preventivos do tumor da próstata. Segundo o presidente da SBU José Carlos de Almeida,  o levantamento mostra que o preconceito ainda é grande em relação ao exame de toque e que os homens preferem fazer o exame de sangue. “É preciso ressaltar que os dois são complementares ao diagnóstico do câncer de próstata e um não substitui o outro. Em até 20% dos casos, o exame de sangue pode ser normal em uma pessoa com câncer", alerta o presidente da SBU.
(Fonte: Uol Ciência e Saúde – 17.11.09)

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Plástico trava masculinidade
A exposição de gestantes a algumas substâncias presentes em plásticos podem interferir no comportamento dos filhos do sexo masculino e fazer com que eles desenvolvam comportamento em geral mais associado ao de meninas. O risco foi detectado por pesquisadores americanos da University of Rochester. Os cientistas concluíram que alguns tipos de ftalatos, compostos químicos utilizados na produção de certos tipos de pisos e cortinas plásticas, colas, corantes e artigos têxteis, simulam o efeito do hormônio feminino, o estrogênio. Para chegar à conclusão, os pesquisadores coletaram amostras de urina de gestantes a partir de metade da gravidez e procuram nelas traços das substâncias. Essas mulheres deram à luz 74 meninos e 71 meninas. Quando os meninos tinham entre 4 e 7 anos, os cientistas consultaram as mães sobre os brinquedos e brincadeiras preferidos por eles. Verificaram então que a exposição excessiva deles na sua fase de gestação a dois tipos de ftalatos os levavam a brincarem menos com trens, armas de brinquedos e lutas físicas, diversões típicas de meninos. Estudos anteriores haviam mostrado que essas substâncias interferem na ação de hormônios no organismo e por isso, há alguns anos, elas foram banidas de brinquedos na União Europeia. A equipe responsável pelo novo estudo também já havia provado a associação entre a substância e meninos nascidos com anomalias nos genitais. “Nossos resultados precisam ser confirmados, mas são intrigantes em muitos aspectos", disse a cientista Shanna Swuan, que liderou a pesquisa. “Não apenas são [os resultados] consistentes com descobertas anteriores, associando os ftalatos a alterações no desenvolvimento dos genitais, mas também são compatíveis com conhecimentos atuais sobre como os hormônios moldam as diferenças sexuais no cérebro e, portanto, o comportamento”, avaliou a cientista. A pesquisa foi divulgada no International Journal of Andrology.
(Fonte: BBC Brasil – 16.11.09)

Publicação traça perfil da saúde dos brasileiros 

A divulgação na quinta-feira, 19 de novembro, da pesquisa Saúde Brasil 2008, publicação anual da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) que procura traçar um perfil da saúde dos brasileiros, revelou aspectos saudáveis por um lado e preocupantes de outro.  No que se refere à mortalidade infantil, por exemplo, o resultado é auspicioso.

A publicação mostra que o total de crianças mortas antes de completar um ano caiu mais de 70% em 25 anos - de mais 180 mil em 1980 para 51.544 em 2005. A pesquisa apurou que a diarréia infantil como causa de morte foi bastante atenuada - caiu 93,9% nesses 25 anos e deixou de ser a segunda causa da mortalidade infantil (em 1980, ela respondia por 24,3% das mortes e, em 2005, representava 4,1% dos casos).   

A situação também melhorou em relação aos óbitos decorrentes de doenças cardiovasculares – em 16 anos, a queda foi de 20,5% na população em geral, porém elas continuam a ser a principal causa de óbitos no país. De acordo com a pesquisa esse grupo de doenças, no qual estão incluídos o infarto e acidente vascular cerebral, matou cerca de 300 mil pessoas em 2006, o que equivale a quase 30% dos óbitos registrados naquele ano.

Um dado preocupante revelado pelo estudo é o número de mortes por diabetes. No período de 16 anos, os óbitos que tiveram a doença como causa básica (em adultos de 20 a 74 anos), passaram de 16,3 por 100 mil habitantes para 24 por 100 mil. “O principal fator associado é a mudança na alimentação do brasileiro, que leva ao sobrepeso, afinal o diabetes tem relação direta com a obesidade”, explica Otaliba Libânio Neto, diretor do Departamento de Análise de Situação de Saúde da SVS.

Outra constatação da pesquisa é que o melhor acesso à alimentação está aumentando a estatura das crianças brasileiras. Considerado um dos principais indicadores da desnutrição, o déficit de estatura diminuiu em 85% para meninas menores de cinco anos e em 77% para meninos no período entre 1974 e 2007. A pesquisa conclui que, mantendo esse ritmo, a desnutrição infantil pode ser superada no país entre 10 e 15 anos.  

O lado perverso desse crescimento da estatura derivado do melhor acesso à alimentação é que a população não está se alimentando de maneira saudável e, com isso, o risco de obesidade vem aumentando no país, em especial entre jovens do sexo masculino.   

Para Deborah Malta, uma das responsáveis pela pesquisa e coordenadora-geral de Doenças e Agravos Não-transmissíveis do Ministério da Saúde, o aumento do risco de obesidade entre os adolescentes alerta para o padrão de alimentação deles. “Eles optam cada vez mais por produtos gordurosos e deixam os exercícios físicos de lado. Um comportamento que pode continuar na vida adulta”, avalia.
(Fonte: Portal da Saúde – 19.11.09)

Nos EUA, mamografia mais tarde
A idade-chave para que as mulheres americanas passem a submeter-se periodicamente ao exame de mamografia aumentou em uma década - passou de 40 para 50 anos de idade. A recomendação da Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos foi anunciada na segunda quinzena de novembro. No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o documento Consenso de Mama, publicado em 2004, sugere o exame clínico anual das mamas (por um médico) e a realização de mamografia em mulheres entre 50 e 69, com intervalo de até dois anos – há, porém, divergências entre o que especifica o Inca e a opinião de oncologistas. Porém, para mulheres com risco elevado de desenvolver a doença, a idade recomendada é aos 35 anos, informa o médico César Lasmar, diretor do Hospital do Câncer III, unidade do Inca especializada no atendimento do câncer de mama. A justificativa dos cientistas americanos para recomendar o exame mais tardio é reduzir a quantidade de mulheres que passam por biópsias, cirurgias, radioterapia e quimioterapia sem necessidade e sofrem com os efeitos colaterais. O relatório da Força-Tarefa também informa que as mulheres entre 50 e 74 anos devem fazer mamografias menos frequentemente – a cada dois anos, em vez de anualmente; e que os médicos devem parar de recomendar o autoexame da mama às suas pacientes.
(Fonte: Inca – 17.11.09)

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Farmacopeia Mercosul
Em vez de cada país ter seu próprio código farmacêutico, adotar um que seja comum a todos os integrantes do Mercosul. A proposta foi discutida durante o 3º Encontro Nacional da Farmacopéia Brasileira, realizado nos dias 17 e 18 de novembro em Brasília, e que reuniu especialistas do Brasil e de países da América do Sul. O embrião desse possível código multinacional é o acordo formalizado entre Brasil e Argentina durante o evento e que tem como meta harmonizar as farmacopeias das duas ações. Para Maria Cecília Brito, diretora da Anvisa, o acordo irá ajudar os países a enfrentarem dificuldades comuns, como, por exemplo, as relacionadas ao aporte laboratorial. “Precisamos fortalecer nossas estratégias de forma que, aos poucos, possamos reduzir o fosso entre os hemisférios Norte e Sul”, explicou a diretora da Anvisa. Farmacopéia é o nome que se dá ao código farmacêutico oficial do país - ele estabelece os requisitos mínimos para a fabricação e controle da qualidade de insumos e especialidades farmacêuticas utilizados no país. Trata-se de documento de uso obrigatório para os que fabricam, manipulam, fracionam e controlam produtos farmacêuticos, e serve como parâmetro para as ações da vigilância sanitária, como, por exemplo: registro, fiscalização e análise fiscal.
(Fonte: Anvisa – 17.11.09)

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Precocidade nas drogas
A droga entra muito na vida de boa parte dos brasileiros que a consomem – para 40% dos dependentes delas, a iniciação se deu entre 7 e 11 anos. O dado é de uma pesquisa do Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), braço da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo levantado em um estudo realizado entre 2007 e 2009 com 112 jovens dependentes (de 12 a 18 anos) atendidos pelo Cratod. Distribuída por faixas etárias até 11 anos, o início do consumo se deu da seguinte forma: 2% possuíam apenas 7 anos; 4% tinham 8; 9% estavam com 9; 10% estavam com 10; e 15% com 11. O estudo também apurou que pelo menos 33% dos jovens usuários com 11 anos disseram estar fora da escola e 91% dos estudantes do último ano do Ensino Médio apresentaram defasagem escolar. Do total de entrevistados, 57% afirmaram ter sido o tabaco a primeira droga que eles consumiram. Ainda segundo o levantamento, a maconha aparece em segundo lugar na escolha dos adolescentes com 51%, seguida do álcool, com 38%, dos inalantes, com 18%, da cocaína, com 17% e, por último, do crack, com 10%. “Quanto mais cedo os jovens passam a consumir drogas, maiores as chances de adquirirem dependência química. A falta de interesse na escola, absenteísmo e comportamentos disfuncionais, como agressividade e isolamento, são inerentes ao envolvimento com essas substâncias”, explica o psicólogo Wagner Abril Souto, autor da pesquisa e coordenador do Programa de Adolescentes do Cratod.
(Fonte: Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo – 17.11.09)

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Alternativa à reconstituição de seios
Implantar sob a pele da mulher um molde em forma de seio, sob o qual seriam injetadas células musculares da paciente para estimular a produção natural de gordura no local. A técnica, desenvolvida por pesquisadores australianos do Instituto de Microcirurgia Bernard O’Brien, de Meulborne – e já testada em porcos –, poderia ser usada para reconstituir os seios após cirurgias de mastectomia em pacientes de câncer. As experiências com humanos, inicialmente com seis mulheres, devem ter início no próximo ano. De acordo com os pesquisadores, a técnica seria capaz de criar novos seios mais naturais do que os métodos atuais de reconstrução, além de reduzir a quantidade de cicatrizes. Segundo os cientistas, após a implantação do molde a gordura cresceria naturalmente para formar um novo seio no formato determinado - o molde conteria um gel feito a partir de células musculares da própria paciente para estimular a produção de novos tecidos. O estudo foi apresentado na primeira quinzena de novembro em uma conferência sobre cirurgias plásticas em Sydney.
(Fonte: BBC Brasil - 13.11.09)

Diabetes atinge 11% da população brasileira, indica pesquisa

“A experiência de consultório já demonstrava um crescimento de pacientes com diabetes, mas não esperávamos que a doença atingisse 11% da população. Trata-se de um problema de saúde pública”. A declaração foi feita pelo médico Luiz Vicente Berti, depois de constatar, através de uma pesquisa realizada pela empresa Toledo & Associados, a dimensão que a doença alcança entre os brasileiros.

Os resultados da avaliação seriam divulgados durante o 11º Congresso da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e o 1º Simpósio Internacional de Cirurgia do Diabetes, realizados em São Paulo entre os dias 10 e 14 de novembro, no Sheraton WTC – Berti presidiu o congresso. Para realizar o estudo, a Toledo visitou 11528 domicílios das cinco regiões brasileiras e entrevistou 1275 pessoas que tinham a doença - 11% desse universo.

O objetivo da pesquisa, da qual Berti foi um dos coordenadores é apontar alternativas e novas soluções para combater o crescimento da doença no país.

De acordo com a pesquisa, dos 11% dos brasileiros (correspondente a aproximadamente 21 milhões de pessoas) que convivem com a doença, 19,5% tem o diabetes do tipo 1 (que já nascem com a doença) e 78,7% o do tipo 2. A presença é consideravelmente maior entre as mulheres, com 69,3% dos casos. Outra constatação do levantamento é que a maioria dos diabéticos não são obesos – 67,6% tem peso normal, ou seja Índice de Massa Corpórea (IMC) variando entre 18,5 e 24,9.

“A pesquisa revela que nem sempre há relação entre a obesidade e o diabetes. Muitos pacientes que sofrem com a doença estão dentro dos limites de peso considerados normais ou poucos quilos acima do ideal", afirma o médico Ricardo Cohen, que, junto com Berti, coordenou o estudo.

Na distribuição geográfica, a pesquisa mostrou a região Norte liderando o número de casos (13,49%), seguido pela região Sul (13,23%), Nordeste (13,19%), Sudeste (10,31%) e Centro-Oeste (8,52%).

Para a pesquisa, a Toledo & Associados entrevistou pessoas de todas as classes com idades entre 18 e 75 anos, residentes nas capitais, regiões metropolitanas ou interior. De acordo com a empresa, o trabalho garante uma amostra representativa da população brasileira, sendo o número de indivíduos amostrado em cada cidade proporcional à população residente no município em questão.
(Fonte: Maxpress/Target – 11.11.09)

195 milhões de desnutridos
O Fundo das Nações Unidas para a Infância divulgou em 11 de novembro um relatório sobre a desnutrição infantil. O documento informa que existem cerca de 195 milhões de crianças com até 5 anos em países em desenvolvimento com problemas de crescimento em razão da desnutrição. Há também nesses países 129 milhões de crianças que estão abaixo do peso previsto para essa faixa etária. A diferença entre esses números, segundo a Unicef, deve ter ocorrido porque algumas crianças podem estar recebendo alimentos de baixa qualidade que, embora as deixe com o peso aceitável, compromete seus crescimentos. O Fundo estima que 1/3 da mortalidade infantil em crianças de até cinco anos nos países em desenvolvimento tem relação com a desnutrição. Das regiões analisadas para a elaboração do relatório (foram 136 países) a América do Sul é uma das que mais progrediu em direção à Meta de Desenvolvimento do Milênio que pretende diminuir pela metade a taxa de crianças desnutridas entre 1990 e 2015. O documento foi divulgado dias antes do início, em Roma, da Cúpula sobre Segurança Alimentar, que seria realizada entre os dias 16 e 18 de novembro.
(Fonte: BBC Brasil – 11.11.09)

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Proibição total
Agora é definitivo. A RDC 56/09 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada no Diário Oficial de 11 de novembro proibiu o uso em todo o país, em clínicas estéticas, dos equipamentos para bronzeamento artificial baseados na emissão de radiação ultravioleta. Estão igualmente proibidos, a importação, o recebimento em doação, aluguel e a comercialização dos mesmos. A Anvisa informou que a medida foi motivada pelo surgimento de novos indícios de agravos à saúde relacionados com o uso das câmaras de bronzeamento. De acordo com a agência brasileira, um grupo de trabalho da Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (IARC), ligada à Organização Mundial da Saúde, noticiou a inclusão da exposição às radiações ultravioleta na lista de práticas e produtos carcinogênicos para humanos. De acordo com o diretor da Anvisa, Dirceu Barbano, a proibição já está valendo e não haverá prazo de transição. Segundo Barbano a proibição deveu-se também à constatação de que os equipamentos não contam com manutenção adequada e têm sido utilizados sem controle. Ficam fora da proibição a emissão de radiação ultravioleta destinadas às terapias médicas. Números do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que o câncer de pele corresponde a 25% dos tumores malignos registrados no país.
(Fonte: Anvisa e Agência Brasil – 11.11.09)

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Ócio saudável
O ócio faz bem à saúde? No caso dos franceses, aparentemente sim. Pelo menos foi essa a direção apontada em estudo realizado com funcionários aposentados das empresas estatais de gás e eletricidade daquele país. O levantamento acompanhou 15 mil funcionários das empresas solicitando a eles que avaliassem suas condições de saúde antes e sete anos depois da aposentadoria. A maior parte dos aposentados se sentia mais jovem e saudável pouco depois de parar de trabalhar. O número de entrevistados que afirmou não estar bem de saúde caiu de 19% um ano antes da aposentadoria para 14% um ano depois. As melhorias foram mais evidentes entre aqueles que tinham um ambiente de trabalho considerado insatisfatório. No grupo dos que ganhavam mais e tinham empregos gratificantes não foram notadas grandes mudanças. Para os pesquisadores da Universidade de Estocolmo e da University College responsáveis pelo estudo é essencial melhorar as condições de trabalho para minimizar os efeitos nocivos à saúde, em uma época em que as pessoas vêm permanecendo cada vez mais tempo no mercado de trabalho.
(Fonte: BBC Brasil – 10.11.09)

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Trinta anos fumando
Principal causa para o aparecimento do câncer de pulmão, o tabagismo instala-se muito cedo entre os brasileiros. Levantamento recente realizado pela Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo com 500 pacientes atendidos no Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), braço daquela secretaria, concluiu que 65% dos fumantes deram sua primeira tragada antes dos 15 anos de idade – 3% deles começaram a fumar com menos de 10 anos. Outro dado apurado é que a procura de ajuda para abandonar o vício costuma ocorrer apenas depois dos 45 anos - dos entrevistados, 64% iniciaram o tratamento nessa faixa etária. Para a diretora do Cratod, Luizemir Lago, a pesquisa expõe duas faces preocupantes do tabagismo. A primeira é que o vício começa muito cedo, por vezes ainda na infância; a outra que decorre muito tempo para que as pessoas percebam a real dimensão dos danos que o cigarro provoca. “O que pudemos perceber é que com a recente discussão levantada com a lei antifumo, aumentou muito o grau de conscientização da população sobre os males do cigarro”, diz a diretora do Cratod.
(Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo – 6.11.09)

Britânicos questionam uso da aspirina na prevenção a ataques cardíacos

A eficiência da aspirina na prevenção a ataques cardíacos e derrames em pessoas que não apresentam sintomas óbvios de doenças cardiovasculares está sendo questionada por pesquisadores britânicos. Na opinião deles esse uso deveria ser suspenso. Eles chegaram à conclusão com base em um estudo publicado no Drugs and Therapeutics Bulletin (DTB) mostrando que a droga pode causar intensos sangramentos internos em vez de prevenir contra os atraques.

Com base no estudo, a revista, uma publicação independente que avalia e faz recomendações sobre tratamentos a profissionais de saúde, sugere que os médicos reavaliem os casos de pacientes que tomam de forma preventiva a aspirina. A recomendação não se aplica, porém, àquelas pessoas que já tiveram ataques cardíacos ou derrames – nesse caso, o procedimento, que é conhecido como prevenção secundária tem seus benefícios confirmados.  

A recomendação do DTB aos médicos britânicos se contrapõe às orientações anteriores editadas na Grã-Bretanha  – entre 2005 e 2008, quatro artigos sugeriam que a aspirina deveria ser receitada como preventivo a pacientes que não apresentavam sintomas de doenças cardiovasculares. Entre esses, estavam pessoas com idade a partir de 50 anos sofrendo de diabetes do tipo 2 e de pressão alta.

No entanto, de acordo com o DTB, análise recente de seis experimentos envolvendo 95 mil pacientes publicada na revista científica The Lancet não ratifica o uso rotineiro de aspirina como prevenção nesses casos. A análise mostra que os riscos de sangramentos gastrointestinais é grande e é mínimo o impacto que a droga tem na diminuição do número de mortes por problemas cardíacos.

“Os resultados atuais para prevenção primária indicam que os benefícios e os danos da aspirina nesse contexto podem estar mais nivelados do que se pensava, mesmo em indivíduos sob alto risco de sofrer problemas cardiovasculares, incluindo os diabéticos e aqueles com pressão alta”, apontou o editor da DTB, Ike Ikeanacho.

O Royal College of General Practitioners, entidade que representa os médicos clínicos-gerais britânicos, informou que a entidade vai endossar as recomendações.
(Fonte: BBC Brasil – 3.11.09)

Imunizar contra a pneumonia
Todos os anos cerca de 1,8 milhão de crianças com menos de cinco anos morrem vítimas da pneumonia – isso representa mais do que a soma das mortes provocadas pela Aids, malária e sarampo. O dado é da Aliança Gavi, entidade internacional que atua em campanhas de imunização. Para reduzir esses números, a instituição quer imunizar, até 2015, cerca de 130 milhões de crianças contra a doença, especialmente nos países pobres. A vacina contra a pneumonia existe desde o ano 2000, mas está disponível apenas em países ricos. A meta da entidade foi destacada pela imprensa no dia 2 de novembro, data instituída como o Dia Mundial contra a Pneumonia. “Apesar de sua esmagadora presença, pouca atenção e financiamento são dados à pneumonia. A forma mais efetiva de prevenir as mortes pela doença é providenciar o fácil acesso a vacinas eficazes e acessíveis”, avalia a Aliança Gavi, que estima que precisará de R$ 4 bilhões para programar suas ações de imunização nos próximos anos. São parceiros da instituição na campanha a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
(Fonte: Agência Brasil – 2.11.09)

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Herança genética
Depois que foi constatado que um doador de sêmen havia transmitido para seus nove filhos biológicos a cardiomiopatia - doença que afeta os músculos do coração - especialistas estão questionando se não é o caso de tornar mais rigorosa a seleção desses doadores – um dos filhos desse homem morreu aos 23 anos.  Em um artigo publicado na revista Journal of the American Medical Associaton, médicos dos Estados Unidos argumentam que entre os testes efetuados com doadores deveria estar o da cardiomiopatia. Seus colegas ingleses contestam pois, para eles, isso poderia desencorajar potenciais doadores. A cardiomiopatia hipertrófica é uma das causas mais comum de morte súbita entre os jovens e pode passar despercebida. Trata-se de uma doença genética dominante, o que significa que os filhos de alguém que tenha o gene têm 50% de chance de herdá-la. Muitas vezes os sintomas inexistem ou então são vagos como dores no peito, falta de ar, palpitações e desmaios, mas um exame cardíaco mais apurado pode identificar a condição.
(Fonte: BBC Brasil – 30.10.09)

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Gorduroso e salgado
Um teste realizado pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste) com dez marcas de macarrão instantâneo revelou que as quantidades de sódio e gordura contidas nesse produto estão acima das recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). “Alguns produtos têm cerca de cinco vezes mais gordura do que o macarrão tradicional”, afirma a coordenadora institucional da Pro Teste, Maria Inês Dolci, acrescentando que os altos índices são consequência da fritura a que o macarrão instantâneo é submetido para que possa ser cozido rapidamente. “Os valores de gordura e de sódio estão diferentes do informado no rótulo”, completa. A pesquisa mostrou ainda que alguns produtos conteem mais que o dobro da quantidade de sódio recomendada para um adulto, o que pode acarretar riscos para a saúde. “Pessoas com colesterol alto, hipertensão e crianças devem evitar ao máximo. Em geral, todo mundo deve evitar comer, porque não é um alimento saudável”, alerta o cardiologista Paulo Camargo, do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo.
(Fonte: Agência Brasil – 30.10.09)

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Da estética a medicamento
Alterar a classificação dos protetores solares de produto estético para medicamento. A proposta foi apresentada no 18º Congresso Brasileiro de Cancerologia, realizado no final de outubro, em Curitiba. Para os especialistas isso poderia ajudar a reduzir a incidência do câncer de pele entre os brasileiros – esse ano devem ser diagnosticados no país 115 mil novos casos da doença. Os médicos acreditam que, caso isso ocorra, a população de renda mais baixa teria mais acesso aos bloqueadores solares. Uma pesquisa realizada no Paraná, no Serviço de Pele e Melanoma do Hospital Erasto Gaertner, de Curitiba, com 185 pessoas que tinham a doença mostrou que 83,67% delas eram analfabetas ou apresentavam ensino fundamental incompleto e 72,43% trabalhavam na lavoura. Apenas 6,4% usavam o bloqueador solar, conforme orientações da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “Os resultados colhidos no estudo e a pouca disponibilidade financeira da população pesquisada é que nos leva a pedir que o governo altere a denominação do bloqueador solar de produto estético para o grupo de medicamentos”, explicou o cancerololgista Marcos Montenegro, que participou do congresso.
(Fonte: Inca – 30.10.09)

Quadro da hepatite no Brasil é melhor do que estimava a OMS

Ao contrário do que vinha sendo divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a contaminação dos brasileiros pelo vírus da hepatite (dos tipos A, B e C) é menos grave do que se estimava. Pelo menos foi isso que apontou o estudo do Ministério da Saúde feito em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e que foi divulgado no final de outubro.

O levantamento, que se estendeu por sete anos, consultando moradores das 27 capitais brasileiras, tinha como objetivo estimar a prevalência da doença do tipo A na população com idade entre 5 a 19 anos e as do tipo B e C em pessoas com idade entre 10 a 69 anos, além de identificar os grupos de maior risco. De acordo com o Ministério da Saúde, o estudo coloca o Brasil como área de baixa prevalência da doença, segundo os critérios da própria OMS.
 
Informações anteriores da OMS apontavam para alta incidência da hepatite tipo B na Região Norte – estimava-se que ela atingisse até 8% da população local. Nas demais regiões a infecção era vista como de média intensidade, - de 2% a 7% da população. A coordenadora do estudo Leila Beltrão Pereira, explicou que os novos dados indicam que o país deve ser considerado de baixa prevalência para a hepatite B, já que a doença atinge menos de 1% da população.

“O Brasil, hoje, tem menos de 1% de indivíduos infectados [com a hepatite B]. Anteriormente, esse índice variava entre 2% e 7% nas regiões consideradas de endemicidade intermediária e de 8% na região amazônica”, informou Leila, durante cerimônia realizada em Brasília no dia 27 para lançamento de um novo protocolo para tratamento desse tipo de hepatite.   

A coordenadora acrescentou, porém, que ainda há locais onde a população está mais sujeita a contrair a infecção - em geral, são bolsões de pobreza onde as piores condições de moradia e o menor nível de escolaridade se somam a fatores associados à doença.

A região Norte segue como a de maior incidência de casos do tipo B, com um percentual de 0,92% entre a população de 20 a 69 anos, seguida pela região Centro-Oeste, com 0,76%, e a região Sul, com 0,55%.
Analisando-se apenas a incidência da doença do tipo A, o relatório aponta um quadro melhor do que aquele antes considerado pela OMS. Nas regiões Sul e Sudeste menos de 25% da população tiveram contato com o vírus, o que as coloca entre as áreas de baixa endemicidade. Já as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste estão na fase intermediária (acima de 25%).
A coordenadora do estudo explicou que a diferença entre os números anteriores e os atuais é fruto da maior amplitude de pessoas entrevistadas na atual pesquisa. “Todos os estudos prévios eram setorizados, feitos no que chamamos de bolsões de pobreza. Como a hepatite B é uma doença interiorana, encontrada principalmente entre as populações mais carentes, isso se refletia nos números totais. Agora pudemos avaliar o Brasil como um todo, demonstrando que a prevalência da doença é baixa. Além disso, há também o impacto da vacina, que desde a década de 1980 vem modificando esses números”, concluiu.
(Fonte: Agência Brasil – 27.10.09)

Curry contra o câncer
A curcumina, uma substância encontrada no curry, tempero fartamente empregado na culinária indiana, pode ser eficaz contra o câncer. Testes de laboratórios realizados pelo Centro de Pesquisa do Câncer de Cork, na Irlanda, mostraram que a substância começa a agir contra as células doentes no câncer de esôfago em apenas 24 horas. “Os cientistas já sabiam há tempos que compostos naturais têm potencial para tratar células defeituosas que se transformam em células cancerosas e suspeitamos que a curcumina pudesse ter valor terapêutico”, informou a cientista Sharon McKenna, que integra a equipe do centro médico.  Especialistas em câncer afirmam que a descoberta - publicada na revista especializada British Journal of Cancer - pode ajudar médicos a elaborar novos tratamentos no câncer de esôfago. A curcumina já era vista como um extrato com aplicações medicinais e também estava sendo avaliada no tratamento da artrite e até da demência.
(Fonte: BBC Brasil – 28.10.09)

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Prevenção a osteoporose
Doença que fragiliza os ossos, elevando o risco de fraturas, a osteoporose, que, no Brasil, estima-se, atinja 35 milhões de pessoas pode e deve ser tratada de forma preventiva. Quem quer que a prevenção torne-se regra é a Federação Nacional de Associações de Combate a Osteoporose (Fenapco). Sediada no Rio de Janeira, a instituição, que atua na difusão de informações sobre a doença, pretende realizar campanhas de prevenção em todo o país. A presidente da Fenapco, Suely Boitman, explica ser preciso esclarecer a população que, embora exista o estigma de que a osteoporose está associada a mulheres idosas, ela pode acometer também homens e pessoas jovens, embora com menor frequência. Uma das metas da federação é trabalhar para que o governo federal amplie as campanhas de esclarecimento que contribuam para a prevenção do mal, a começar pela oferta de alimentos nutritivos, ricos em cálcio e proteínas, na merenda escolar: “O que pretendemos é que as autoridades do país nos ajudem realizando campanhas nos meios de comunicação e adotem nas escolas públicas hábitos de vida saudáveis. Aposto que, com iniciativas assim, o custo da saúde no país será reduzido”, avalia Suely.
(Fonte: Agência Brasil – 27.10.09)

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Anorexia idosa
Os casos de anorexia entre a população idosa em países da Europa aumentaram mais de três vezes nos últimos dez anos. O levantamento que mostra a progressão foi divulgado no 9º Congresso Nacional de Organizações de Idosos, realizado em Sevilha, na Espanha, e constatou que o índice de mulheres europeias com mais de 60 anos com anorexia passou de 1,8% para 5% nos último dez anos. O crescimento é similar ao do avanço da doença entre jovens entre 13 e 18 anos. “São transtornos próprios da civilização que vivemos e os idosos estão expostos às mesmas situações que outros grupos com bombardeios de publicidade e pressão social”, avaliou a diretora da Unidade de Transtornos Alimentares do Hospital de Alicante, Taciana Valderde, uma das responsáveis pelo levantamento. O estudo, distribuído a cinco mil especialistas presentes no congresso, informava que 70% das mulheres europeias com mais de 65 anos estavam descontentes com seu aspecto físico e dispostas a fazer sacrifícios para melhorar. A busca pela melhoria física é entendida como uma tentativa de se voltar atrás no tempo e recuperar a beleza de décadas passadas e de permanecer eternamente jovem. Para os médicos, as frustrações produzem depressões que podem acabar em perda de apetite ou compulsão alimentar. Especialistas consideram o tratamento do transtorno alimentar em idosos mais difícil que em jovens devido às doenças associadas ao envelhecimento. O relatório dos especialistas espanhóis mostra também que o número de casos de transtornos alimentares entre as mulheres é maior do que nos homens, mas a diferença está diminuindo principalmente pelo aumento da incidência de casos entre homens gays.
(Fonte: BBC Brasil – 23.10.09)

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Nova fábrica
A Sanofi-Aventis, grupo que no primeiro semestre desse ano incorporou a Medley, anunciou, na segunda quinzena de outubro, que irá construir, no distrito industrial de Brasília, a sua mais nova unidade no país. O grupo irá investir $ 45 milhões na implantação da nova fábrica que irá permitirá ao Sanofi-Aventis ingressar, no país, na área de anticoncepcionais. A unidade –uma fábrica de hormônios da Medley – está prevista para entrar em operação  em 2012. Hoje é pouco significativa a participação dos genéricos no mercado de anticoncepcionais. A quarta unidade do grupo no Brasil – que vai ser a maior da farmacêutica fora de seu país de origem, a França – poderá produzir 50 milhões de unidades ano.
(Fonte: Valor Econômico – 20.10.09)

Estudo indica como serão as mulheres na metade do século

Um estudo realizado por uma equipe da Universidade de Yale, liderada pelo biólogo evolucionista Stephen Stearns aponta que, na metade desse século, as mulheres serão mais baixas, terão peso ligeiramente superior e serão mais férteis que as atuais. A previsão de Stearns está fundamentada em dados trabalhados a partir do Framingham Heart Study, relatório que contém o histórico médico de mais de 14 mil residentes da cidade de Framingham, Massachusetts, desde 1948, envolvendo, em algumas famílias, até três gerações.

O grupo comandado por Stearns analisou 2.238 mulheres que haviam passado da menopausa cruzando seus dados com suas respectivas vidas reprodutivas. A equipe verificou a altura, o peso, a pressão arterial, o colesterol e outras características correlacionando-as com o número de crianças a que essas mulheres deram à luz. Os cientistas também controlaram alterações devido a fatores sociais e culturais, para calcular como a seleção natural atua para moldar estas características fisiológicas.

A conclusão dos cientistas é que a seleção natural ainda é muito forte nessa moldagem. O estudo verificou que mulheres pequenas e mais gordas tendiam a ter mais crianças, em média, do que outras mais altas e magras. Mulheres com colesterol e pressão mais baixos também tinham mais filhos e tiveram seu primeiro bebê na juventude e entraram na menopausa mais tarde. A surpresa que se revelou aos cientistas foi que essas características foram transmitidas para suas filhas que, por sua vez, também tiveram mais crianças.

Caso a tendência persista por dez gerações, calcula Stearns, a mulher média no ano de 2409 será 2 cm mais baixa e pesará 1 kg a mais do que é atualmente. Também dará a luz ao seu primeiro filho cinco meses mais cedo e entrará na menopausa dez meses mais tarde. O estudo mostra que, embora os avanços médicos tenham contribuído para aumentar a expectativa de vida do ser humano ele não influi no processo de seleção natural na evolução dos mesmos, como alguns chegaram a acreditar.

Para Stearns embora as diferenças na sobrevivência já não possam mais selecionar aqueles com maior aptidão e seus genes, as diferenças na reprodução ainda continuam a fazê-lo.
(Fonte: Uol Ciência e Saúde – 20.10.09)

AIDS: Igreja incentiva testes
Autoridades do Ministério da Saúde consideram histórica a parceria firmada em 22 de outubro com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O acordo prevê que a Igreja Católica mobilizará suas pastorais e movimentos religiosos para sensibilizar os fiéis sobre a importância dos testes para AIDS na população em geral e para a sífilis entre as gestantes. A campanha que une Ministério da Saúde e Igreja - o slogan dela é: “Declare seu amor por você” – será veiculada para o público em geral. “A parceria tem forte conteúdo de humanização na abordagem do problema. O desafio de ampliar a testagem esbarra em temas como o receio, o medo e o preconceito. Os trabalhos que as pastorais realizam são fortes na defesa da luta pela vida”, destacou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão durante o lançamento da iniciativa em Brasília. As ações começam com um projeto piloto em Manaus, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre e João Pessoa – o objetivo é fazer com que as pessoas compreendam a necessidade de conhecer sua sorologia e buscar o teste antes que a doença se desenvolva. As paróquias que quiserem fazer mobilizações para os testes poderão contar com a rede pública de saúde que disponibilizará profissionais qualificados, testes, aconselhamento pré e pós-exame e encaminhamento à rede de assistência para os casos positivos.
(Fonte: Portal da Saúde – 22.10.09)

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Recorde de transplantes
A equipe de transplantes abdominais do Hospital das Clínicas da FMUSP ultrapassou, no final de setembro, a meta que havia estabelecido de realizar, esse ano, 100 transplantes de fígado – agora ela planeja alcançar 150 até o final do ano. O médico Luiz Carneiro D’Albuquerque, diretor técnico do serviço de transplantes do aparelho digestivo, informa que os 111 procedimentos realizados em nove meses representam um recorde. “Até o fim do ano, queremos ser o maior serviço de transplante de fígado em adultos da América Latina”, anuncia. Dos 111 transplantes realizados, 105 são de doadores cadáver, com morte cerebral constatada. Um das condições que contribuiu para o recorde é a técnica de “fígado dividido” - ela vem sendo realizada no hospital desde o começo deste ano. Nela, o órgão é dividido de acordo com o peso do beneficiário – dessa forma, dois receptores podem ser contemplados com um mesmo fígado.
(Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo – 22.10.09)

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Droga dos adolescentes
A droga preferida pelos adolescentes é a maconha. A constatação foi apurada pelo levantamento do Centro de Referência em Álcool Tabaco e Outras Drogas (Cratod), órgão da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, realizado com 112 jovens da capital com idade entre 12 e 18 anos. A pesquisa mostrou que 67% deles se referiram à maconha como a droga mais consumida. O crack e a cocaína dividem a segunda posição, com 11%. O levantamento constatou a existência de casos em que o consumo de entorpecentes havia acontecido já aos 7 anos. “Quanto mais cedo os jovens iniciam o contato com as drogas, mais eminente o risco de desenvolverem dependência. Sem falar dos danos cerebrais, em uma fase essencial para a formação de muitas células. O dado preocupa e serve de alerta para os pais”, afirma Luizemir Lago, diretora do centro. O Cratod oferece tratamento gratuito para dependentes de álcool, tabaco e outras drogas e fica localizado na Rua Prates, 165, Bom Retiro.
(Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo – 20.10.09)

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Nanotecnologia na próstata
Um método que usa a nanotecnologia para detectar, precocemente, a recorrência do câncer de próstata foi anunciada na segunda quinzena de outubro por pesquisadores americanos e austríacos. Em artigo previsto para ser publicado na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences, os pesquisadores descrevem como chegaram ao resultado que, segundo eles, constata a recorrência da doença muito antes do que os testes convencionais. Os cientistas usaram em 18 homens sondas feitas de nanopartículas de ouro para verificar a presença do PSA, o antígeno específico que sinaliza a existência da doença. As sondas levaram amostras de DNA e de anticorpos capazes de “colar” no PSA quando ele está presente no sangue ainda em níveis muito baixos. O novo método permite observar valores de PSA muito inferiores a 0,1 nanograma por milímetro, limite dos testes comerciais atuais - os cientistas afirmam que o método é cerca de 300 vezes mais sensível do que o dos testes atuais de PSA. A expectativa é que o método possa ajudar os médicos a determinar quais pacientes têm mais chances de se ver livres do câncer após a cirurgia e quais poderão apresentar a recorrência. Além disso, o procedimento poderá ajudar a monitorar a eficácia de terapias pós-cirurgia.
(Fonte: Pesquisa Fapesp – 20.10.09)

SBD promove campanha nacional da psoríase

Uma campanha que a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) pretende realizar em 29 de outubro irá marcar, no Brasil, o Dia Mundial de Conscientização da Psoríase. Naquela data, regionais da SBD montarão tendas em áreas de grande circulação em várias cidades para distribuir folders informativos e fornecer orientações sobre a doença, que é pouco conhecida e cercada de preconceito – estima-se que cerca de 2% da população mundial tenha a doença.

A campanha será realizada em 19 estados em mais de 40 postos de orientação. “Nossa expectativa é de que pelo menos 50 mil pessoas sejam abordadas e aprendam a como identificar a doença, que não é contagiosa e não tem cura, mas pode ser controlada com o tratamento junto ao dermatologista”, informa a médica Claudia Maia, coordenadora nacional da campanha. Maria Denise Takahashi e Ricardo Romiti são responsáveis pela parte científica.

A psoríase é uma doença inflamatória crônica da pele que, na maioria das vezes, se manifesta por lesões róseas ou avermelhadas recobertas por escamas esbranquiçadas. Em alguns casos, as lesões podem estar apenas nos cotovelos, joelhos ou couro cabeludo. Já em outros, espalham-se por toda a pele. Com freqüência as unhas também são atingidas. Embora pouco habitual, há casos em que as articulações podem ser afetadas causando a artrite psoriásica.

A doença não escolhe sexo ou idade embora tenha picos de incidência na segunda e quinta décadas de vida. Qualquer pessoa pode desenvolver essa doença, que não é contagiosa e não atinge órgãos internos. Apesar de não provocarem dor, as lesões trazem prejuízos à qualidade de vida dos portadores, já que atingem a aparência, comprometendo a interação social e a auto-estima.

Ela é causada por vários fatores, destacando-se a existência de um componente genético, o que não significa que seja, necessariamente, hereditária. Aproximadamente, 50 a 60% dos pacientes não possuem registro da psoríase em sua família. A partir do componente genético, vários fatores podem desencadear o surgimento das lesões, como a reação a medicamentos, infecções, ferimentos na pele e, principalmente, o estresse.
(Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia/Maxpress/Approach – 7.10.09)

Jovens carentes de vitamina D
No Brasil o que não falta é luz solar, componente fundamental para que o organismo consiga sintetizar a vitamina D. No entanto, adolescentes do país podem não estar se expondo suficientemente a ela, segundo apontou estudo desenvolvido pela Faculdade de Saúde Pública da USP com jovens da cidade de Indaiatuba, SP. O trabalho mediu a quantidade de vitamina D em 136 adolescentes locais e constatou que 62% deles apresentavam deficiência. A nutricionista Bárbara Santarosa Emo Petes que desenvolveu a tese de doutorado Prevalência da Insuficiência de Vitamnina D em Adolescentes Saudáveis confessou sua surpresa diante da constatação, mesmo observando tratar-se de um grupo específico de jovens. A vitamina D é reconhecida pela sua importância na absorção do cálcio pelo corpo, mas também atua na modulação do sistema imune, na diferenciação celular, na regulação do metabolismo lipídico e na secreção de insulina. Cerca de 90% da absorção da vitamina D se dá pela exposição ao sol e os outros 10% pela ingestão de alimentos. Nenhum dos jovens que participaram da pesquisa ingeria a quantidade recomendada de vitamina D - alimentos como salmão, sardinha, leite e derivados (somente os integrais) possuem a vitamina. Bárbara percebeu, nas entrevistas com os adolescentes, que muitos deles não tomavam café da manhã para poderem dormir um pouco mais antes de irem à escola. “Quem tomava café da manhã todo dia ingeria quase o dobro de vitamina D do que quem não tomava. É preciso estimular os jovens a não pularem essa refeição”, alerta a nutricionista.
(Fonte: Agência USP de Notícias – 13.10.09)

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Mais permissão, menos abortos
Leis que proíbem a realização de aborto não reduzem o número de mulheres que procuram interromper gestações indesejadas, aponta um relatório divulgado no início de outubro pelo Instituto Guttmacher, dos Estados Unidos. De acordo com o instituto, a taxa de abortos em países onde o procedimento é permitido equivale à de países que o proíbem. A afirmação tem com base um estudo que analisou o assunto em 197 países e apontou queda mundial no número de abortos, sendo que o declínio ocorreu em paralelo a uma tendência global de liberalizar as leis que o permitem. De acordo com o estudo, de 22 países que mudaram suas leis de aborto na última década, 19 reduziram significativamente o número de abortos. O instituto credita a redução nas taxas a um aumento no uso dos métodos de contracepção, sobretudo nos países ricos, que diminuiu os casos de gravidez indesejada e, consequentemente, de interrupções de gravidez. Em todo o mundo, a taxa de gravidez indesejada caiu de 69 para cada mil mulheres entre 15 e 44 anos em 1995 para 55 por mil em 2008.
(Fonte: BBC Brasil – 13.10.09)

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Base genética comum
Esquizofrenia, autismo e retardo mental têm a mesma base genética. A afirmação é de pesquisadores da Faculdade de Medicina de Rouen, na França, que anunciaram, no início de outubro, sua descoberta. A equipe que trabalha no setor de neurogenética do laboratório Inserm U 614, comparou desordens genéticas de 750 pacientes (separados em três grupos) que sofrem de autismo, esquizofrenia e retardo mental e encontrou os mesmo tipos de alteração nos genes envolvidos nas enfermidades nos três grupos, notando ainda que os genes alterados desempenham papel nas conexões dos neurônios. Os cientistas explicam que a descoberta possibilita uma nova abordagem sobre essas doenças que atualmente são consideradas de natureza distintas. “Isso torna possível ter como objetivo de estudo o mecanismo de transmissão entre os neurônios, melhorar o diagnóstico e, a longo prazo, achar moléculas que possam tratar essas enfermidades” avaliou Audrey Guilmatre, que integra a equipe responsável pela descoberta.
(Fonte: UOL Ciência e Saúde – 7.10.09)

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Menos sal, mais economia
Uma economia anual de U$ 18 bilhões em gastos com saúde seria possível caso os americanos reduzissem o consumo de sal para 2.300 miligramas ao dia, em vez da média atual de 3.400 miligramas. O cálculo consta do estudo publicado na edição de setembro/outubro do American Journal of Health Promotion. A queda no consumo, estima o estudo, levaria a uma redução em torno de 11 milhões de casos de pressão alta. “Focamos na hipertensão, mas esse problema leva a outras doenças custosas, incluindo derrames e doenças cardíacas”, disse Roland Sturm, um dos autores do artigo. “Se você não tem hipertensão, sua qualidade de vida vai ser melhor, você vai viver mais e com mais saúde, sem deficiências”, acrescentou. Quase 1/3 dos americanos têm pressão alta e o tratamento tem custo estimado em cerca de US$ 55 bilhões por ano. A redução no consumo de sal poderia diminuir a prevalência da hipertensão, de 32,9% para 28%, relata a pesquisa.
(Fonte: Uol Saúde – 6.10.09)

 
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